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Desabafo

por aesperaparavoar, em 24.10.14

Hoje vou atrever-me a fugir um bocadinho ao tema do blogue, vou permitir-me partilhar com quem me lê um tema que durante toda a semana tem sido bastante falado e que a mim pessoalmente me toca bastante, embora indiretamente. Não sou ninguém para falar deste assunto, até porque não conhecia nenhuma das pessoas envolvidas, mas sei que me pertubou bastante ter conhecimento dele. 

Na segunda-feira passada dois colegas meus receberam a (triste) notícia de que uma amiga deles tinha morrido, esfaqueada pelo próprio "pai" (entre aspas porque para mim este homem não é digno de ser chamado de "pai", porque um pai não é de todo alguém que é capaz de maltratar a própria filha, muito menos matá-la). Chamava-se Inês, tinha 16 anos e vivia em Soure, bem perto daqui. Volto a referir que não a conhecia pessoalmente, mas este caso mexeu imenso comigo. Disseram-me que era muito boa pessoa, alegre, amiga e humilde, não o posso garantir, mas quer o fosse quer não, não merecia ter tido este fim. O caso foi muito falado durante esta semana, na televisão e nos jornais. Li/vi algumas coisas. Este homem, o "pai" da Inês começou por trancar a mulher e as duas filhas em casa para garantir que elas não fugiam, depois esfaqueou a mulher e a filha mais velha (Inês) até à morte (li num jornal que ele tinha chegado a usar várias facas e que terá dado cerca de 30 facadas a cada uma - não tenho adjetivos para isto, é demasiado cruel, deplorável, inimaginável). No fim do crime ele ter-se-á tentado suicidar mas... não conseguiu (podia expressar a minha opinião sobre isto, mas julgo que seja parecida com a vossa)! A irmã da Inês, com 13 anos, também foi agredida e ficou em estado crítico, mas acabou por sobreviver - o homem parou de a atacar quando achou que ela já estava morta. Mais uma vez digo "homem" porque não sei o que chamar a este ser... muito menos quando a desculpa que deu para ter cometido este crime foi o facto de ter "ciúmes" da companheira e de não querer que as filhas sofressem com a morte da mãe. A irmã da Inês está agora sem a mãe e sem a irmã. Não imagino como se esteja a sentir, mas imagino que seja precisa muita força para voltar a encarar a vida. Não vou alongar-me muito mais, mas não fui capaz de ficar indiferente. Espero que este "homem" responda pelo crime que cometeu, embora pessoalmente ache que nenhuma pena é suficiente para este caso. E espero que a Inês e a mãe sejam recordadas com um sorriso, e que descansem em paz. E que a menina que sobreviveu tenha a força suficiente para sobreviver a esta fase sombria. 

É incrível como de um dia para o outro a nossa vida pode mudar e até mesmo deixar de existir, ainda mais incrível é quando os motivos são estes. Não é nada comigo, mas custou-me na mesma. Custa-me saber que há pessoas capazes de tais monstrusidades e outras que sofrem à custa disso, sem qualquer culpa. É realmente triste.

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das muitas notícias escritas sobre crime aqui (JN)

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publicado às 22:54



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