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Falemos de... #1 | Racismo

por aesperaparavoar, em 22.12.14

Nunca fui, não sou, não consigo ser, nem me imagino a alguma vez ser racista! Não o digo porque "fica bem na fotografia", digo-o porque é assim mesmo! 

O racismo continua a ser um tema muito abordado, de tal maneira que durante o 1º período o tema das nossas aulas de Inglês foi "Discriminação e Racismo". Tivémos oportunidade de ver alguns filmes (destaco o "Crash", um filme que retrata muito bem esta temática da discriminação e sobre o qual pode ser que ainda vos volte a falar) e de discutir algumas ideias. Tenho alguns colegas racistas. Recuso-me a discutir com eles estes assuntos, para ser honesta, custa-me respeitar a opinião deles. Custa-me aceitar que rejeitem pessoas apenas porque elas têm uma cor de pele diferente. Não me parece um argumento válido para certo tipo de atos vergonhosos que acontecem todos os dias. 

Um dos meus grandes sonhos é ir a África. Bem sei que a vida lá não é fácil. Sou voluntária numa associação juvenil que atua na Guiné-Bissau, a PROMUNDO, e através de fotografias e de testemunhos de quem faz parte do grupo e todos os anos contacta com as pessoas de lá já pude constatar que há zonas onde a população (incluindo crianças pequeninas) é privada de coisas essenciais à sobrevivência - comida, água potável, medicamentos... Mas mesmo assim acho que deve ser uma experiência de vida enriquecedora e emocionante. Não me faz confusão nenhuma que eles sejam pretos (não creio que há-ja motivos para ter pudor de dizer esta palavra), muito pelo contrário, acho as crianças as "coisas" mais queridas de sempre e chamo-lhes "barriguitas". Sei que são extremamente carinhosas, aliás, nota-se pelos olhos ternos com que nos encaram.

Hoje fui passear a pé com uma colega. Enquanto esperava por ela no passeio uma senhora preta passou por mim com o filho que devia ter alguns 4 anitos. Preparava-me eu para dizer "Bom dia" já a senhora o tinha dito e o menino, de olhos brilhantes e um chupa-chupa na mão, parou á minha frente, olhou-me e repetiu o "bom dia". Sorri por me lembrar dos "barriguitas" que ainda um dia hei-de conhecer e entretanto a senhora (que sorriu também com a cara do filho a olhar para mim), disse-me adeus, a seguir virou-se para o filho e disse "diz adeus à menina", ele virou-se novamente para mim e com um sorriso encantador soltou um "adeus". Isto pode até parecer muito desinteressante e simples, mas garanto-vos que há muitos "brancos" que passam às vezes por mim neste contexto e nem "bom dia" nem "boa tarde". Quero com isto dizer que as pessoas devem ser vistas como aquilo que são e não pela cor da pele que têm, nem tão pouco devemos fazer generalizações porque cada pessoa tem a sua maneira de ser, de viver, de agir, e muitas vezes nem nós sabemos as histórias que as pessoas trazem com elas quando se cruzam connosco.

Aquele sorriso do "piqueno" encheu-me o coração.

 

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publicado às 20:51



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