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Falemos de... #7 | Oração na Palheira

por aesperaparavoar, em 11.04.15

Há dias na nossa vida em que é preciso ser do contra, e com isto quero dizer que há dias em que é preciso arriscar contrariarmos as nossas próprias vontades e sair da nossa zona de conforto.

Neste momento da minha vida Cristã encontro-me na preparação para o Crisma. Desde o ínicio deste ano que é suposto todos os meses o nosso grupo se reunir para um momento de oração e partilha. Até ontem ainda não tinha conseguido ir a nenhuma das reuniões. Durante a semana quando soube que teria reunião ontem à noite pensei que, depois de sair às 18h00 da escola, não me ia apetecer nada ir às 21h para a Palheira para ter reunião, e de facto, ontem quando cheguei a casa a minha vontade de ir era zero.

Às 20h45 preparei-me para sair de casa (interiormente contrariada). Fui. Cheguei à Palheira à hora prevista, mas não estava lá ninguém. Acho que naquele momento me passaram as mais variadíssimas coisas pela cabeça. Esperei, 5,10, 15 minutos e nada. Absolutamente ninguém. Entretanto liguei à Tânia e perguntei-lhe o que se passava. Afinal a reunião era às 21h30. 

Esperei (e desesperei) durante meia hora. 

Antes da grupeta do costume se juntar chegaram algumas pessoas que eu nunca tinha visto antes e que depois percebi que eram os "animadores". 

Após uma breve apresentação à porta da Capela da Palheira (com uma ligeira brisa a dar ar da sua graça), começámos a cantar. Cantámos duas músicas que não conhecia mas cuja letra me fez pensar. Enquanto isso destribuíram rebuçados. Fiquei sem saber o intuito daquele gesto, mas, aceitei. Logo a seguir desviei os meus 3 rebuçados para a mão da Ju que estava ao meu lado e só tinha recebido 1. Também não percebi porque é que alguns tinham recebido tantos e outros apenas 1 ou 2. Não pensei demasiado no assunto porque não queria rebuçados para mim. 

Entrámos na capela. 

Mantas, velas, Deus. O cenário montado para uma noite que (me) surpreendeu. Sentá-mo-nos no chão e ficámos em silêncio. Cantámos novamente e depois duas das animadoras contextualizaram a atividade. Os rebuçados não tinham sido ao acaso e resultaram num momento de reflexão muito interessante.

  • Quantas vezes nos sentimos injustiçados pelos outros terem mais do que nós?
  • Será que costumamos estar atentos às necessidades dos que nos rodeiam?
  • Quando nos apercebemos destas necessidades qual é a nossa atitude? Porquê?
  • Quem nos é mais fácil ajudar?

Estas foram as principais questões que nos fizeram pensar e depois partilhar um pouco de nós com os restantes.

Antes disso vimos ainda um vídeo - inspirador - que merece, sem dúvida, ser partilhado. 

 

 

No final da noite senti-me agradecida por ter contrariado a minha preguiça e ter ido a esta oração. Às vezes é bom partilhar um pouco de nós. São momentos destes, de paragem e reflexão, que fazem toda a diferença. Além disso sempre que estou com aquele grupinho sou muito feliz. São pessoas maravilhosas com quem já ri, chorei, partilhei e me diverti bastante. 

Deixo-vos também (não resisto!) o refrão de uma das músicas que cantámos e que me ficou na cabeça. 

A música chama-se "Dar mais" e não podia estar mais relacionada com o tema da nossa oração. 

(Se quiserem ouví-la toda podem fazê-lo aqui.)

 

Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.

És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.

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publicado às 10:30



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