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Fragmentos

por aesperaparavoar, em 29.03.15

Cheguei a casa alguns minutos depois do que é habitual, contudo, a rotina repete-se. Tem sido a mesma desde o dia em que descobri que uma parte de mim estava a autodestruir-se e eu pouco podia fazer para o impedir.

Cancro. O médico disse que eu tinha cancro.

Senti o mundo a cair-me aos pés e gelei. Aquela palavra ecoou no meu íntimo e trouxe-me a sensação de um murro no estômago. 

Contorci-me na cadeira e olhei-o nos olhos. Tive vontade de chorar, mas não o fiz.

Num impulso senti-me tentada a perguntar se aquilo significava que eu ia morrer em breve, mas a resposta chegou-me ainda antes de eu ter sequer aberto a boca.

"Foi detectado a tempo. Vamos fazer de tudo para evitar que ele aumente."

Senti revolta dentro de mim, e tantas outras coisas que não consigo descrever. Uma lágrima soltou-se e percorreu-me o rosto. Não a travei. 

O médico veio até mim e embalou-me como se embala um bebé.Tomou-me nos braços dele e aconchegou-me carinhosamente. 

As lágrimas foram secando à medida que a minha respiração se foi acalmando. 

Eram muito poucas as certezas que tinha naquela altura, mas soube que não podia deixar que esta doença me roubasse a vida.

 

 

P.S.: Este é um "fragmento" de uma história que comecei a escrever. Não é verídico nem pessoal. 

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publicado às 12:00



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