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Entrevista no programa Portugalíssimo

por aesperaparavoar, em 19.06.15

Tal como vos dei conta, no passado Domingo estive no ar na Rádio Popularfm 90.9 no programa Portugalíssimo com Zezé Miranda. Aqui fica a entrevista pra que possam ouvir!

Quanto ao desafio "pontas soltas" podem, claro, continuar a participar. Para a semana responderei a todos os comentários e darei prosseguimento ao desafio. Até lá!

 

 

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publicado às 08:20

"On Air" - 90.9 FM

por aesperaparavoar, em 12.06.15

No próximo dia 14 de Junho (Domingo) estarei em direto no programa de rádio Portugalíssimo, ao Sabor das Melhores Ondas para o Mundo via Internet em: Popularfm.com e para a Grande Lisboa e Setúbal em FM 90.9.

Uma entrevista num registo descontraído onde, mais uma vez, darei a conhecer um pouco de mim e do meu gosto pela escrita, e claro, não deixarei de falar deste cantinho que é meu e vosso.

 

Portugalissimo/Popularfm 90.9
Com Zézé miranda e Alfredo Batista.

 

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publicado às 13:33

"Diz que disse" com Ana Filipa Batista

por aesperaparavoar, em 24.05.15

A comunicação - através da escrita ou da oralidade - é algo que me apaixona e me cativa. A força das palavras é algo impressionante, e que vivo intensamente. É de mim, sou assim.

A semana passada fui convidada para participar num trabalho para avaliação de duas alunas da faculdade que estudam comunicação, mais concretamente jornalismo. Pediram-me para gravarmos uma entrevista tal e qual como se estivéssemos numa rádio "a sério". Aceitei de imediato, claro. 

O resultado final está aqui!

 

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publicado às 22:13

Entrevista na Rádio Regional do Centro

por aesperaparavoar, em 10.04.15

Boa tarde,

Hoje partilho convosco a minha entrevista à Rádio Regional do Centro (96.2 FM) que foi para o ar durante esta semana.

Gostei muito desta experiência e agradeço toda a disponibilidade e simpatia de quem tornou possível esta minha passagem pela rádio, em especial à Susana, que foi 5*.

Quem quiser, já sabe, basta clicar aqui e ouvir.

 

 

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publicado às 19:25

Ana "on air"

por aesperaparavoar, em 08.04.15

É hoje! Foi com muita alegria que soube que teria oportunidade de divulgar o meu livro através da rádio. Assim sendo, hoje estarei "on air" na Rádio Regional do Centro (96.2 FM) a partir das 20h00 para uma conversa onde falarei um pouco sobre este meu mais recente livro, "O Primeiro Voo", o blogue e o meu percurso na escrita.

Acompanhem a emissão aqui.

 

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publicado às 14:39

Mini-entrevista

por aesperaparavoar, em 01.02.15

Passado o mês de Janeiro é altura de dar as boas-vindas a Fevereiro! Assim, começo este novo mês a partilhar convosco uma mini-entrevista que me foi feita pela Mariana Pereira, aluna do 10º ano de escolaridade, que decidiu apresentar o meu livro na disciplina de Português e quis saber algumas coisas a meu respeito.

 

Mariana Pereira (MP) - Com apenas 16 anos já escreveu dois livros. Como lida com o reconhecimento das pessoas perante si e os seus livros?

Editei o meu primeiro livro aos 13 (anos). Editar pela primeira vez não é nada fácil, principalmente quando se tem 13 anos e se está na fase das dúvidas e das inseguranças. Acima de tudo eu era uma rapariga completamente anónima, e quando se é anónimo e inexperiente no meio é preciso saber lidar muito bem com o desencadear das coisas para conseguirmos que corra tudo bem a nível de publicação e divulgação do livro. No meu caso a divulgação do livro trouxe-me experiências óptimas e muito gratificantes, as idas à televisão, o aparecimento em alguns jornais, as apresentações em escolas, livrarias, bibliotecas e feiras do livro, e outras coisas que surgiram com o tempo. Foi assim que me tornei um bocadinho mais conhecida. Não me considero figura pública embora, hoje em dia, depois de já ter o segundo livro publicado, as pessoas já me comecem a conhecer um bocadinho e a abordar-me para falar dos livros e do facto de já ter publicado duas vezes com esta idade. Isso é muito bom, e gosto especialmente das críticas que fazem (as construtivas), porque são uma mais valia para eu poder evoluir.

MP - Como é que percebeu que o seu destino era ser escritora?

Bem, na verdade acho que o meu “destino” não é ser escritora. Nem sequer me considero escritora. Tenho muito respeito por quem faz da escrita uma profissão, com tudo o que isso implica. Eu escrevo de uma forma mais descontraída, e uso um bocadinho a escrita como uma catarse. Gosto de escrever, gosto muito aliás, mas, não me imagino a fazer da escrita uma profissão. Gostava, por exemplo, de ser jornalista ou apresentadora de televisão. Comunicar. Comunicar é a minha maior paixão, e embora queira ser médica, sinto que esta vertente da comunicação vai sempre fazer parte de mim.

Mas, respondendo à pergunta de outra forma, comecei a perceber que tinha algum talento para escrever devido aos meus professores do 2º ciclo que faziam questão de elogiar a minha expressão escrita e oral, e mais ainda depois de ter começado a publicar textos (em prosa e poesia) no blogue “Poesia a Brincar”, em 2010.

MP - Já pensou na história do seu próximo livro?

Para já ainda é cedo para pensar em publicar novamente. Estou centrada na divulgação deste segundo livro, um romance que me deu imenso prazer escrever. Criei uma intimidade muito grande com a personagem principal, a Margarida, quase como se ela existisse realmente e fossemos amigas. Além disso estou no 11º ano, este ano tenho exames e tenho tido sempre muitos testes e alguns trabalhos, portanto não tenho tido tempo suficiente para me dedicar à escrita de um próximo livro. Ultimamente quando escrevo faço-o no meu blogue (O diário de uma borboleta). Tenho já algumas ideias que surgiram com o tempo, mas nada suficientemente concreto.

 

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publicado às 16:53

 

EDIÇÃO 07-06-2015 DA REVISTA "NOTÍCIAS MAGAZINE"

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EDIÇÃO 11-04-2015 DO "DIÁRIO AS BEIRAS"

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EDIÇÃO 08-04-2015 DO "DIÁRIO DE COIMBRA"

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Livros&Leituras 

Ana Filipa Batista: De grandes obstáculos se constroem grandes pessoas (entrevista)

 

 
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Ana Filipa Batista nasceu em Junho de 1998, em Coimbra, onde vive. Frequenta o 8º ano, no Colégio da Imaculada Conceição em Cernache. Despertou para a escrita com apenas onze anos de idade, quando em 2010 se estreou no blogue “Poesia a Brincar” onde publica amiúde textos em prosa e poesia. Diário de Filipa: Peças de um Puzzle, editado pela Lugar da Palavra, é a primeira obra desta auspiciosa autora, que pretende vir a ser médica. [Já alguma vez ouviram dizer que os opostos se atraem? E já alguma vez vos aconteceu "apaixonarem-se" pela pessoa com quem mais discutiram ao longo da vossa vida? Ou por aquele que mostrou ser o vosso maior adversário? Pois, se não vos aconteceu, preparem-se, porque pode acontecer a qualquer momento… e eu que o diga! Estou a ultrapassar umas das fases mais críticas da minha existência, a pré-adolescência! Quando coloquei a hipótese de receber mesada, aquilo que me propuseram foi para lá de somítico: dois euros. Já imaginaram tamanha calamidade? Dois euros!]. Inspirado nos dramas, aventuras e desventuras da pré-adolescência, segundo a crítica, Diário de Filipa: Peças de um Puzzle “é um livro simplesmente arrebatador”.
 
 
Livros & Leituras ─ Não é muito comum alguém tão jovem interessar-se por literatura e, principalmente, ter tamanha maturidade naquilo que escreve. No seu entender, a que se deve tudo isso?
Ana Filipa Batista ─ Julgo que o interesse pela literatura surgiu numa fase da escola em que os livros e a leitura eram essenciais. Lendo, descobri um conjunto de novos horizontes e entrei em muitas histórias e universos, uns paralelos ao nosso, outros absolutamente diferentes e desafiantes. As composições escolares exigiam cada vez mais de mim. Achava-me sem imaginação, daí o facto de ter começado a ler tanto. Foi como uma fonte de inspiração. Na sequência disto, e de uma forma muito espontânea, surge um interesse quase súbito pela escrita. Os livros que li, e que continuo a ler, são cruciais para o meu crescimento pessoal e social e também para os meus textos.
 
L&L ─ Diário de Filipa: Peças de um Puzzle é um testemunho na primeira pessoa de todos os acontecimentos que têm marcado a sua quase adolescência. Foi fácil partilhar estas vivências, muitas delas íntimas e pessoais, com os leitores?
AFB ─ Este livro foi um projecto a longo prazo e em que investi muito de mim. Ver-me, pela primeira vez, a escrever algo no decurso de tanto tempo trouxe-me algumas dúvidas e várias vezes me questionei sobre o resultado que “aquilo” teria. A Filipa, personagem principal do livro, é uma pré-adolescente de 12 anos que fala abertamente de alguns dos seus receios, das suas dúvidas e que dá a conhecer, ao longo de aproximadamente seis meses, todo um quotidiano muito variado, abordando assim diversificadíssimos temas, uns mais comuns do que outros. Enquanto escrevia, relembrei muito da minha infância (ainda fresca) e muitas peripécias de quando era pequena. A Filipa resulta de uma fusão de várias vidas e pessoas numa só. Acaba por ser o produto da minha vida e de quem me é próximo e, através dela, vou falando sobre temas que julgo serem muito comuns nesta idade, não só para as meninas, mas para os adolescentes no geral. Partilhar tudo isso com o leitor foi uma sensação óptima, é bom partilhar experiências, conhecimentos, dúvidas e até medos… em parte, ajuda-nos a lidar com eles.
 
L&L ─ Acha que o sucesso do seu livro se deve aos jovens que se identificam consigo e com as situações que vai vivendo no dia-a-dia ou, paradoxalmente, aos pais que o lêem para melhor entender os dramas dos próprios filhos?
AFB ─ Para ser sincera, acho que este é um livro que se adapta muito bem a todas as faixas etárias, para os mais novos transmite uma ideia de partilha, de emoções e de compreensão do que eventualmente possam estar a sentir nesta fase das suas vidas. Para os adultos acaba por ser bom para relembrarem alguns aspectos da sua meninice. Não funciona como um manual de instruções para os pais, porque cada um tem a sua forma de amar e de educar, contudo, tem também o intuito de os ajudar a entender alguns dos actos, questões e dificuldades dos filhos. Pelo que tenho visto e ouvido, sei de muita gente que já leu o livro e se identificou com a Filipa e gostou de a conhecer e isso é muito gratificante para mim.
 
L&L ─ Quando se edita pela primeira vez, existem muitos sonhos e criam-se inúmeras expectativas. Crê que foram alcançadas?
AFB ─ Editar pela primeira vez não é nada fácil, principalmente para mim, que estou na fase das incertezas e da insegurança. O mais difícil foi a procura de uma editora que eu achasse que era capaz de fazer um bom trabalho com o meu projecto e que simultaneamente aceitasse trabalhar comigo. Tive algumas propostas, umas melhores do que outras, mas quando finalmente me decidi, foi um sentimento de desejo concretizado. As minhas metas não estavam muito elevadas, estava ansiosa por ter o feedback dos leitores e por saber como iria ser a reacção dos que me são próximos. O maior sonho era que o livro fosse bem aceite e que todas as experiências que ele me trouxesse me fizessem evoluir e aprender mais. Esses sonhos e metas foram, sem dúvida, alcançados e creio que sendo alguém totalmente desconhecido das pessoas, o livro foi muito bem aceite.
 
L&L ─ Tem tido a atenção dos jornais e esteve presente em vários programas de televisão. Para conquistar os leitores é importante ser uma boa comunicadora?
AFB ─ Sim, sem dúvida. A maior parte dos leitores é influenciado pelo que ouve dizer ou pelo que nós damos a conhecer através dos meios de comunicação. Gosto de comunicar e de ser simpática para as pessoas. Acho que é importante darmo-nos a conhecer, bem como à obra, porque só assim podemos despertar a curiosidade de alguém para depois ir até a uma livraria, comprar o livro e lê-lo. É todo um processo que, caso o leitor não esteja mesmo entusiasmado, pode não resultar. Despertar o interesse de alguém, ter o dom de surpreender as pessoas com palavras e saber aplicar os termos e as expressões certas nas alturas convenientes é deveras importante.
 
L&L ─ Que ensinamentos retirou dessas experiências?
AFB ─ Estaria a mentir se dissesse que todo este encadeamento de experiencias foi algo banal na minha vida. Aprendi muito com tudo isto, principalmente a nível psicológico, a saber gerir melhor certos factos e a encarar as coisas com calma e a devida importância. Iniciou-se um novo ciclo, senti que este projecto me enriqueceu bastante e, além disso, me fez chegar a pessoas espectaculares que, de outra forma, jamais teria oportunidade de conhecer. Percebi também que a confiança em nós próprios é fundamental para se desenvolver um bom trabalho e que apesar de todos os sacrifícios, valeu a pena lutar. Hoje é um privilégio ver o meu livro espalhado pelas diversas livrarias nacionais e saber que muita gente já teve oportunidade de o ler. Foi sem dúvida um dos acontecimentos mais marcantes e gratificantes da minha vida e que vai ficar gravado para sempre.
 
L&L ─ Para além de prosa, escreve poesia. Que significado tem para si a poesia e em que momentos se sente mais predisposta a escrevê-la?
AFB ─ Quando comecei a escrever, foi precisamente poesia. A poesia é, mais do que tudo, uma forma sublime de expressar sentimentos e, por vezes, um óptimo desabafo. Há dias em que me sinto especialmente inspirada para escrever poesia, há outros em que as ideias não estão tão organizadas e nesses dias prefiro abster-me da poesia. No entanto, a poesia é algo importante para mim e que gosto de partilhar com os outros, principalmente através do meu blogue “Poesia a Brincar”, visitado por pessoas de mais de 23 países (como é o caso, entre outros, do Brasil, Estados Unidos da América, Bélgica, Suíça, Holanda e, claro, Portugal). É algo que me deixa muito orgulhosa de mim e do trabalho que tenho vindo a desenvolver nesta área.
 
L&L ─ Quais os escritores que mais admira?
AFB ─ Sou uma leitora bastante diversificada e gosto de ler novos escritores. Quanto a escritores portugueses, leio muitos, mas aquela que mais me fascina é Maria Teresa Maia Gonzalez, que já tive oportunidade de conhecer pessoalmente. A nível internacional, são muitos os escritores que despertam os meus elogios: Lesley Pearse, Nora Roberts, Patrick Rothfuss e Daniel Glattauer.
 
L&L ─ Ambiciona cursar medicina. Seguirá, portanto, uma carreira ligada às ciências. O que estimula a sua veia literária, já que é uma área mais associada às artes e à subjectividade?
AFB ─ O que mais me estimula para a literatura é o gosto pelas letras, o impacto que uma simples palavra pode ter numa história ou num poema. É algo mágico que eu gosto de sentir. Jamais seria capaz de me dedicar por inteiro à escrita, apesar de ainda ser muito nova, sei que não teria capacidade para fazer da escrita a minha profissão. A medicina é outra área com a qual me identifico bastante, talvez pelo gosto de cuidar das pessoas o melhor que sei e de saber que lhes posso ser útil. Contudo, não ponho de parte a literatura nem a comunicação que são duas áreas que eu adoro explorar e vivenciar.
 
L&L ─ Fale-nos dos projectos que tem para novos livros.
AFB ─ Neste momento é-me complicado falar de planos para o futuro, porque estou empenhada especialmente com a escola. No entanto, já iniciei um novo projecto, chama-se Onde está o amor? e é um romance. Pretende, acima de tudo, desafiar a imaginação do leitor e despertar-lhe sentimentos. Por último, provar que todos temos amor para dar e todos precisamos de o receber, mas que, por vezes, a vida leva-nos por caminhos ocultos e torna-nos pessoas frias. A história vai-se formando pouco a pouco, apesar de ter uma ideia base, as personagens vão surgindo, estou a deixar as ideias fluírem. Este é um projecto a longo prazo, neste momento quero dedicar-me a 100% à escola, aos amigos, à família e ao primeiro livro. Deixar de escrever não está, de todo, nos meus planos.
 
L&L ─ Que sugestões daria a um futuro escritor?
AFB ─ Ainda não me vejo como uma escritora, sou principiante nesta área. Porém, aconselho a todos, quer queiram ser escritores, médicos ou qualquer outra coisa, que persistam e que lutem pelos seus sonhos, que não desistam de alcançar as suas metas, que, no fundo, não desistam da felicidade. Nesta área em concreto, ler é fundamental e depois escrever, desafiar o destino e tentar sempre chegar mais longe no horizonte porque o horizonte não é um fim, mas sim um infinito, uma continuação. Ter a coragem de arriscar e confiança em si próprio é imprescindível. De grandes obstáculos se constroem grandes pessoas… a escrita é isso mesmo, viver o fácil, o difícil, o possível e o imaginário, mas primeiro que tudo, ser feliz.

In "Livros & Leituras", 19-01-2012
 

 

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publicado às 16:00


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