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Falemos de... #18 | 10 segundos de coragem

por aesperaparavoar, em 31.08.16

Com o tempo, e muito especialmente nos últimos tempos, percebi o quão a vida pode trocar-nos as voltas de um momento para o outro. De como nem sempre temos opção de escolha e como muitas das decisões que tomamos são fruto das circunstâncias e não daquilo que realmente planeámos. Percebi também que, em algumas coisas, pouco importa acharmos que temos um plano "B" ou "C" para o caso do "A" não funcionar. Aprendi que nem todos temos de fazer caminhos retilínios, que por vezes surgem-nos curvas no caminho para que possamos testar-nos e definir-nos, para que vejamos as coisas com outros olhos, para que nos cruzemos com determinadas pessoas, para que passemos por experiências que, de outro modo, nunca viveríamos. Não é um acaso nem tão pouco uma questão de azar, nem todos somos iguais e nem sempre o que achamos que é melhor para nós o é de verdade. Às vezes aquilo que nos parece ser o pior que podia acontecer revela-se algo bastante surpreendente. Só temos de ter a coragem de continuarmos a caminhar, e por vezes bastam apenas 10 segundos dessa coragem, dessa força, o tempo suficiente para nos levantarmos e, de cabeça erguida e coração aberto nos fazermos ao caminho. Nem todos os nossos sonhos o são de verdade, tanto que alguns acabam por se desvanecer com o tempo, com as mudanças, com o avançar da vida e com a forma como a nossa personalidade vai evoluindo, mas, aqueles que são verdadeiros, aqueles sonhos que vives com o coração, que desejas com fé e para os quais lutaste ou lutas com determinação e paixão, esses são aqueles pelos quais não deves deixar de acreditar. Confia. Tenta as vezes que forem precisas, e não te permitas desistir sem que sintas que fizeste tudo aquilo que poderias ter feito. 

 

 

 

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publicado às 19:13

Falemos de... #17 | Muita coisa a acontecer

por aesperaparavoar, em 16.07.16

Antes demais, quero dizer um enorme OLÁ! a todos os meus leitores e pedir desculpa por este longo período em que estive ausente aqui do blog. Este post serve exatamente para falar um pouco desse período e de algumas ideias que surgiram ao longo da minha ausência. 

O ano passado, tal como vos falei aqui fiz um campo de férias, um campo onde, durante 10 dias, temos oportunidade para nos conhecermos melhor a nós e aos outros, para experenciarmos a felicidade dos pequenos gestos, a simplicidade, os sorrisos, para aprofundarmos a confiança com que vivemos e para nos desafiarmos. Nesse campo, em conversa com um dos animadores, dei por mim a desabafar sobre coisas que tinha guardadas dentro de mim e que não estavam ainda bem resolvidas, coisas que pouca gente sabia e que eu senti necessidade de falar. Após alguns minutos de conversa esse animador olhou-me nos olhos e disse-me "Por vezes na vida é preciso abrandar o ritmo, o que não significa parar de viver ou de aproveitar certos momentos, nem sequer tentar contrariar o que sentimos, é mais um tempo em que colocamos algumas coisas em stand-by de modo a não nos precipitarmos, para podermos arrumar o que vai dentro de nós com outra serenidade. Não tenhas medo de o fazer quando sentires que é necessário, nem julgues que isso é uma fraqueza, é antes um sinal de maturidade.". Posso dizer-vos que até hoje estas palavras estão presentes na minha memória e me são úteis em vários momentos. A vida torna-se muito mais leve quando estamos de bem com ela, connosco, com os outros...

Eu precisei de fazer um stand-by para me organizar na minha vida, nos meus compromissos, para (re)definir algumas coisas, para pensar com discernimento, para respirar fundo e para renovar algumas energias.

Embora o blogue seja um projeto que me faz muito feliz e me permite pôr em prática a minha paixão pelas palavras, acabou por ser apanhado na avalanche. Ainda assim, aproveitei para pensar um pouco sobre ele e cheguei à conclusão que talvez esteja na hora de abrir horizontes e trazer novos temas ao blogue, fazer dele não só um blogue de escrita (e leitura), mas de outros temas também como por exemplo lifestyle, mas sobre isto ainda há algumas ponderações a fazer. [As vossas opiniões são muito bem-vindas e poderão ajudar imenso a uma eventual renovação do blogue!]

Para já, deixo-vos com um beijinho enorme e a promessa de que voltarei em breve!

 

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publicado às 20:15

Amar não chega. Gostar, "achar piada", sentir-se bem com o outro é muito pouco. É preciso mais, é preciso tanto mais do que isso. É preciso confiança, amizade, carinho, compreensão, capacidade de ceder quando é necessário, e, acima de tudo, é preciso respeito. Muito respeito.

Atenção, não sou nenhuma expert sobre o amor nem nada que o valha, aliás, raramente faço comentários sobre este assunto, mas confesso que hoje em dia me faz um bocadinho de confusão ver certas relações. Não, não se trata de ter inveja de nada nem de ninguém nem sequer de desejar mal às pessoas (que não faz, de todo, parte da minha maneira de ser), simplesmente acho que há pessoas que não têm maturidade para assumir uma relação, e que algumas nem sequer fazem ideia do que realmente implica uma relação. E não pensem que isto é uma ideia sem fundamento, acreditem, já o pude comprovar com os meus próprios olhos várias vezes. Chego a perguntar-me como é que é possível que as pessoas permitam certas faltas de respeito e mais, se permitam faltar-se ao respeito a elas próprias. Lá porque se está numa relação, porque se gosta ou porque se ama alguém não se pode tolerar tudo, e nem é saudável que se movam "mundos e fundos" para agradar à outra pessoa passando por cima do que realmente somos e fazendo sacrifícios para ser quem não somos. Tenho cá para mim que "amor", "amar" e "amo-te" são, entre outras, palavras que ultimamente têm sido muito banalizadas em vez de sentidas. As pessoas dizem-nas a torto e a direito e por vezes não pensam na dimensão que elas têm. É por isso que eu acho que "amor é outra história", e que uma relação vai muito para além disso. É preciso muita maturidade para que uma relação dê certo. É preciso estarmos de bem connosco para nos podermos dar ao outro. Mas acima de tudo, é preciso sentirmos a confiança necessária para tal, e sentirmos também que podemos ser nós mesmos sem qualquer filtro. E é tão bom quando pudemos ser completamente nós e quando sabemos que somos aceites tal e qual somos e gostam de nós mesmo assim. É claro que há sempre uma vontade de agradar e de sentir que fazemos a outra pessoa feliz. E isso, sem excessos, é saudável e perfeitamente normal. O amor é um sentimento complexo e cada pessoa tem a sua forma de o viver, de o sentir. O amor vai muito para além das palavras, ele expressa-se nos gestos, nos sorrisos, nos suspiros, no brilho dos olhos, e nas mais pequenas coisas. Mas esse amor nunca é só amor, é isso e muito mais, por isso é que nem todas as histórias de amor têm finais felizes. 

 

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publicado às 18:35

Falemos de... #14 | Salto de paraquedas

por aesperaparavoar, em 08.09.15

Não é por acaso que este blogue se chama O Diário De Uma Borboleta. Desde muito pequena que, ingénua, tenho o sonho de voar, tal e qual borboleta.

A primeira vez que andei de avião senti um pouco como se fosse voar e delirei. Achei que era o máximo poder estar acima das nuvens e ver o mundo cá em baixo, e só depois descobri que gostava de ir ainda mais para além daquilo. Queria saltar de paraquedas e sentir, eu mesma, a sensação de voar e de estar lá em cima, mas desprotegida do conforto do avião, tal e qual pássaro ou borboleta. Tinha 13 anos e nunca mais me esqueci. Saltar de paraquedas tornou-se um sonho, um sonho muito especial. 

Para ser sincera, sempre fui pouco dada a medos. Tenho alguns receios, mas não tenho medos em concreto. Adoro desportos radicais e tudo o que se lhes assemelhe. Gosto de sentir adrenalina e de não me deixar afetar por medos nem "e se's" (acho que nisso saí um pouco ao meu pai, que também gosta destas coisas!). 

Depois de muitos anos a falar nisto, o meu pai decidiu oferecer-me, como prenda de aniversário, um salto de paraquedas. Fiquei feliz da vida! Fiz anos em Junho e o salto foi marcado para o dia 6 de Setembro (domingo passado), e eu não via a hora desse dia chegar... Mas ele chegou!

Desde que cheguei ao aeródromo de Évora, onde se encontra localizada a Skydive, que senti uma felicidade enorme. Depois de me equipar e de uma pequena aula com o meu instrutor, o Pedro, percebi que estava na hora de voar e senti-me com um misto de descontração e adrenalina que não consigo descrever. Estive sempre ali com o intuito de me divertir e nunca me vieram à cabeça outros cenários. 

Depois de 20 minutos de subida até aos 4200 metros de altura e de termos até visto um tornado lá de cima, chegou o momento de saltar. O meu pai também saltou (foi muito bom poder partilhar este momento com ele), aliás, foi o primeiro a saltar por motivos técnicos, e só depois, cerca de 30/40 segundos, saltei eu... É indescritível a sensação de ficarmos sem chão, de nos atirarmos e depois, quando o paraquedas abre, aquele momento de silêncio total... parece que somos apenas nós e o mundo, e sente-se uma paz, uma alegria que não consigo transcrever por palavras. Senti-me a voar e adorei. Gostei sobretudo do momento em que o Pedro (não podia pedir melhor instrutor) me deixou ser eu a comandar o paraquedas, foi inédito e sei nunca mais me irei esquecer. Diverti-me imenso e fui muito feliz durante todos aqueles minutos no ar. Tenho plena consciência de que não pensava duas vezes em repetir novamente esta experiência, aliás, tenho quase a certeza de que isso irá acontecer um dia mais tarde.

Desafio superado, aprovado e recomendado! 

 

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publicado às 09:35

Falemos de... #13 | As minhas "férias"

por aesperaparavoar, em 26.08.15

Estou de volta! 10 dias depois, aqui estou eu para desvendar um pouco do que se passou. Não foram própriamente "férias", mas foram 10 dias de muitos sorrisos e de aprendizagem, longe da família, dos amigos, de casa e das rotinas. Longe do mundo, mas sempre na vida real. Durante os últimos 10 dias embarquei numa aventura chamada "Campinácios". Os Campinácios são Campos de Férias no âmbito da "missão" Inaciana nos quais se incluem participantes  do 5º ano 12º ano (orgazinados por escalões e assim em diferentes campos) e animadores oriundos dos 3 colégios da Companhia de Jesus em Portugal (Colégio das Caldinhas, Colégio São João de Brito e Colégio da Imaculada Conceição). Estes campos relacionados em tudo com a Pastoral não são apenas campos onde se promove a fé. Os campinácios são uma oportunidade para desenvolver a fé mas também para nos conhecermos melhor a nós e aos outros, para experenciarmos a felicidade dos pequenos gestos, da simplicidade, dos sorrisos, para aprofundarmos a confiança com que vivemos e nos desafiar-mos. 

Este ano, já no 11º ano, fui caloira dos Campinácios e senti-me profundamente agradecida por ter tomado a decisão de ir e viver esta experiência. Foram 10 dias onde não só me aproximei de mim e dos outros, mas também me diverti imenso. De sorriso constante no rosto conheci pessoas que me encheram o coração e que durante aqueles dias foram a minha família, 24 horas por dia. 

Entre as muitas atividades que fizémos relembro com especial caminho a grande caminhada que empreendemos de Ribeira do Conde até à Lousã. Um momento onde surgiram conversas especiais e onde o cansaço foi sendo esquecido pelas amizades que se estavam a formar. No dia seguinte, depois de sermos acolhidos pelos Bombeiros da Lousã e de lá pernoitarmos, iniciámos uma caminhada da pobreza. Fomos deixados logo de manhã, organizados em grupos de 5 pessoas, ao longo de vários locais da zona e foi-nos dito que teríamos de "sobreviver" até às 16 horas, sendo para isso necessário arranjarmos comida e bebida. O pequeno-almoço e o almoço, pelo menos, deveriam ser conseguidos junto da população, para tal ajudariamos com o nosso trabalho ou apenas com uns minutos de conversa. Em troca, apenas pedíamos algo que nos permitisse aguentar até ao fim da atividade. O resultado foi surpreendente! Depois de mais uma caminhada até aos locais com maior população, demos por nós a apanhar feijão seco com a D. Palmira e, minutos depois, a conversar e a rir com uma outra D. Palmira e com a D. Ana Maria. Foram elas que, naquele dia fizeram a nossa manhã e nos mostraram que não é preciso muito para se viverem momentos de pura alegria. Foram também elas que prontamente nos cederam água, leite, tostas, queijo, fruta, salsichas, pão, sopa e muito carinho. Foi disso que nos alimentámos até às 16h00, hora marcada para que o grupo se reunisse de novo. E chegámos ao fim cheios... de vida, de paz, de agradecimento, e sem fome!

Estes e outros momentos como estes, desde os banhos no rio até às partilhas e aos serões pela noite dentro, fizeram desta uma experiência única e muito feliz.

 

P.S.: Mais sobre os Campinácios aqui.

 

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publicado às 10:09

Falemos de... #12 | Mandalas de Mindfulness

por aesperaparavoar, em 04.08.15

Hoje na nossa rubrica falo-vos de algo diferente do que é habitual. Pois é, hoje não é a escrita a anfitriã, mas sim a pintura. Desde miúda que gosto de pintar, quer em papel, com lápis de cor, quer em barro, com tinta. Na verdade sempre gostei imenso de trabalhos manuais, embora não tenha um talento por aí além para eles. Faço-os quando tenho tempo e em forma de hobby. 

Em Junho, aquando do meu aniversário, a Sara (que me conhece como pouca gente) decidiu oferecer-me um livro com imagens para colorir e um conjunto de lápis de cor. Tivesse eu um 7, ou 8, ou 9 anos acho que nunca mais me viam até ter o livro todo pintado e a caixa de lápis reduzida a metade. Tenho 17 e confesso que achei um pouco estranho este presente agora, visto que a fase de miúda já lá vai. Contudo, depois de perceber tudo o que estava por detrás deste "simples" livro mudei totalmente de opinião.

O livro de que vos falo, "Mandalas de Mindfulness", é um livro com intuito anti-stress. Tal como é referido na contracapa pode ser usado como exercício de relaxamento, meditação ou puro passatempo. Enquanto estamos a pintar, consequência também da complexidade dos desenhos, é impossível pensar em problemas ou quaisquer outras coisas que nos incomodem, pois acabamos por estar completamente focados em colorir as ilustrações. E ao contrário do que se pensa, e do que eu própria pensei, não é (só) uma coisa para crianças, é adequado a todas as faixas etárias.

Atualmente este tipo de livros já tem alguma popularidade, de maneira que é fácil encontrá-los numa livraria ou até mesmo hipermercado. 

Deixo-vos o livro que recebi e duas das ilustrações pintadas por mim. Experimentem!

 

 

 

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publicado às 18:48

Falemos de... #11 | Filmes

por aesperaparavoar, em 21.07.15

O tema de hoje do nosso "Falemos de..." daria (e dá!) "muito pano para mangas", sobretudo se o levasse para um sentido menos literal e o contextualizasse nos "filmes" que todos os dias fazemos na nossa cabeça e/ou que as nossas vidas dariam. Mas não, hoje vou falar-vos de filmes no sentido mais literal da palavra. 

Adoro ver filmes e séries, são uma espécie de vício, mas um vício com que por vezes se aprende muito. Tal como com os livros. Há filmes que nos marcam, há histórias que, mesmo sabendo nós que são ficcionadas, não nos deixam indiferentes. E há lições que aprendemos com essas histórias e que ficam connosco. 

No tempo de aulas nunca tenho muito tempo para ver televisão - muitas vezes vou espreitando as séries pelo computador - nem sequer filmes, por isso, a primeira coisa que fiz ontem, logo após o último exame foi sentar-me no sofá a ver um filme. 

Gosto imenso de vários tipos de filme, drama, romance, comédia, ação/aventura, policial, terror... enfim, desde que o filme seja realmente bom (sou um bocadinho crítica nos filmes!), tudo bem.

Depois de uns breves minutos de indecisão, encontrei nas gravações da SIC um filme que veio mesmo a calhar. Nicholas Sparks - "Um refúgio para a vida". 

Não sou leitora assídua de Nicholas Sparks, aliás, tenho apenas um livro dele. Já li mais uns dois ou três que me foram emprestando, mas nada mais. Apesar disso, gosto imenso dos filmes. "O diário da nossa paixão" e "A melodia do Adeus" são dois dos filmes inspirados nos livros dele que já tinha visto e de que gostei. 

Já tinha ouvido falar muito deste livro dele e ver o filme trouxe-me alguma vontade de o ler. Gosto de ler os livros depois de ver os filmes porque, na grande maioria das vezes, os livros superam os filmes em larga escala. Por isso, talvez seja a minha próxima leitura.

Entretanto, hoje de manhã, na fox movies (aquele canal sagrado...) encontrei um outro filme completamente diferente chamado "Pecado Capital" (Derailed, em inglês) com a Jennifer Aniston e o Clive Owen. No início parecia um bocadinho previsível e por momentos apeteceu-me desistir dele, mas, a certa altura a história deu uma grande volta e convenceu-me a ver até ao final. No fim, acaba por dar que pensar.

Nisto, já tenho mais alguns filmes em lista de espera para ver estas férias (e livros também, claro!).

Vou partilhando...

 

 
("Decidida a deixar o passado para trás, Katie (Julianne Hough) decide recomeçar uma nova vida em Southport, uma pequena cidade piscatória no estado de Carolina do Norte, EUA. Com o passar do tempo, e apesar de relutante em criar laços seja com quem for, ela acaba seduzida pela generosidade de Alex (Josh Duhamel), um jovem viúvo com dois filhos pequenos, que teima em manter-se por perto. Agora, com uma vida que parece ter tomado um novo rumo, ela sente-se feliz e cada vez mais ligada a Alex e às duas crianças. Porém, o passado obscuro que durante anos tentou esquecer parece ter voltado para a assombrar quando um homem misterioso chega à cidade, decidido a revelar segredos que vão alterar a opinião que todos têm sobre dela.")
 
   

 
("Quando perde o comboio que apanha todos os dias para ir para o trabalho, o publicitário Charles Schine (Clive Owen) repara em Lucinda Harris (Jennifer Aniston). Apesar de serem ambos casados, um dia a conversa transforma-se numa noite apaixonada. Mas, subitamente, aparece um estranho nas suas vidas que ameaça denunciá-los e os arrasta para um jogo perigoso e violento.")

 

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publicado às 15:10

Hoje li, por acaso, uma coisa muito simples que me fez divagar e se tornou "a deixa ideal" para o tema da nossa rubrica.

 

   

 

A verdade é que quanto falamos em sentimentos as coisas mudam de figura. É sempre difícil falar deles, para já não dizer que descrevê-los com palavras não é tarefa fácil. Cada pessoa tem a sua própria de sentir, de gostar, de expressar os seus sentimentos, ou então de os guardar para si. A meu ver as coisas não são tão lineares como refere a imagem, "se somos frios magoamos as pessoas, se somos sensíveis as pessoas magoam-nos a nós", mas não deixa de ter a sua quota parte de verdade. Creio que seja possível um meio termo, embora por vezes as pessoas tendam a fechar-se na sua concha e se inibam de se expressarem por medo de serem mal recebidas, de não serem aceites, de serem magoadas, outras vezes, esse receio traduz-se numa frieza que lhes serve de capa, uma máscara inflexível com a qual pretendem que as vejam como sendo fortes e capazes de ultrapassar tudo sem qualquer problema. Todos sabemos que não é bem assim. Acredito que todos temos capacidade de sentir e todos, em muitos momentos até, agimos por força daquilo que sentimos em detrimento do resto, e nem sempre isso é bom. É claro que devemos seguir o nosso coração e fazer as coisas com sentimento, mas há alturas em que os sentimentos nos motivam a ter atitudes impulsivas que tomamos e mais tarde nos arrependemos. É por isso que existe a razão. Efetivamente há momentos em que é preciso pensar mais com a razão e menos com o coração, e vice-versa também. É por isso que a vida não vem com um manual de instruções e tem dias em que tudo parece dar errado, porque não há fórmulas nem pessoas iguais, porque os sentimentos são vividos por cada um de uma forma muito diferente e expressados de muitos modos. É por isso que a vida é uma aventura e cada dia trás consigo o desafio de vivermos. 

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publicado às 18:17

Falemos de... #9 | Adeus Junho, Olá Julho!

por aesperaparavoar, em 30.06.15

Junho é e sempre foi um mês muito especial para mim. É o mês em que começa o Verão, o mês que marca o início das férias grandes, dos dias longos de praia, e de outras tantas coisas boas. Além disso é o mês em que nasci.

Este mês comemorei mais um aniversário. Já são 17 no total. É incrível como o tempo passou a correr, ainda que por vezes parecesse estar a demorar muito a passar. São 17 anos de sorrisos cheios de sonhos, e de sonhos à espera de asas para voarem. Uma vida ainda em flor que, de tão jovem, ainda tem muito para viver, para aprender, para lutar.

A vida dá-nos bagagem, experiências, momentos e pessoas. Sou muito grata por tudo o que tenho na minha vida e, sobretudo, por quem tenho no meu coração e ao meu meu lado, e por todos aqueles que, mesmo não estando comigo de forma quotidiana, se fazem sempre presentes.  

Um passinho de cada vez, um seguido de outro e outro atrás do anterior, caminho na direção que me parece ser a minha, e se cair, só tenho de ter forças para me levantar. Sou assim, é de mim. Já caí algumas vezes, e não espero outra coisa senão cair mais umas quantas, porque a vida é isto, o desafio de nunca desistir perante as adversidades, de nos superarmos, de surpreendermos, de sermos felizes enquanto lutamos pela utupia que é a felicidade. 

Hoje acaba mais um Junho da minha vida, faltam mais seis meses para o ano acabar e ainda há muito trabalho a fazer para que, no final, possa sentir que este ano valeu a pena.  

Julho trás com ele um grande desafio pessoal que se estenderá por algum tempo, por isso estou pronta para o receber com um "olá" acompanhado de um sorriso de orelha a orelha. Venha ele!

 

 

 

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publicado às 15:43

Falemos de... #8 | Desistir? Esta palavra existe?

por aesperaparavoar, em 11.05.15

Desistir é uma palavra feia. Eliminei-a do meu dicionário desde que comecei a perceber que a verdeira força está dentro de nós e na forma como encaramos a vida, as decisões, as pessoas à nossa volta. A vida é um jogo complexo que exige, acima de tudo, ser jogado, que é como quem diz, a vida exige ser vivida. Viver é muito mais do que existir, respirar, comer, dormir, enfim, muito mais do que rotinas ou uma sucessão de dias que surgem uns depois dos outros. Viver implica enfrentar medos, ultrapassar desafios, sentir a adrenalina e o friozinho na barriga por se correrem riscos. É isso, viver também implica riscos, ou não fosse o facto de tudo aquilo que fazemos ter consequências. A vida dá-nos espaço para nos colocarmos à prova e para nos superarmos. A inconstância da vida dá margem a que possamos aprender à custa dos nossos erros e até para que, por vezes, tentemos de novo (e voltemos a tentar até conseguirmos). E algumas coisas podem demorar muito tempo a acontecer, mas, acredito que se não desistirmos delas elas podem realmente realizar-se. Já tive provas disso. Tenho ainda muitas metas para cumprir (felizmente!) e, no que depender de mim, desistir não será uma opção. Um passinho de cada vez, sem demasiadas pressas, mas sempre com a certeza de que um dia hei-de lá chegar. O caminho não é fácil, mas sei que também nunca será em vão.

 

coltre:With both her parents being nature photographers, Tippi Degre has had one amazing childhood. Before she was born, her French parents relocated to Namibia, Africa, where she grew up alongside wild animals such as zebras, elephants, cheetahs, and lions. During her stay in Namibia, she befriended a 28-year old elephant named Abu.

 

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publicado às 19:30

Falemos de... #7 | Oração na Palheira

por aesperaparavoar, em 11.04.15

Há dias na nossa vida em que é preciso ser do contra, e com isto quero dizer que há dias em que é preciso arriscar contrariarmos as nossas próprias vontades e sair da nossa zona de conforto.

Neste momento da minha vida Cristã encontro-me na preparação para o Crisma. Desde o ínicio deste ano que é suposto todos os meses o nosso grupo se reunir para um momento de oração e partilha. Até ontem ainda não tinha conseguido ir a nenhuma das reuniões. Durante a semana quando soube que teria reunião ontem à noite pensei que, depois de sair às 18h00 da escola, não me ia apetecer nada ir às 21h para a Palheira para ter reunião, e de facto, ontem quando cheguei a casa a minha vontade de ir era zero.

Às 20h45 preparei-me para sair de casa (interiormente contrariada). Fui. Cheguei à Palheira à hora prevista, mas não estava lá ninguém. Acho que naquele momento me passaram as mais variadíssimas coisas pela cabeça. Esperei, 5,10, 15 minutos e nada. Absolutamente ninguém. Entretanto liguei à Tânia e perguntei-lhe o que se passava. Afinal a reunião era às 21h30. 

Esperei (e desesperei) durante meia hora. 

Antes da grupeta do costume se juntar chegaram algumas pessoas que eu nunca tinha visto antes e que depois percebi que eram os "animadores". 

Após uma breve apresentação à porta da Capela da Palheira (com uma ligeira brisa a dar ar da sua graça), começámos a cantar. Cantámos duas músicas que não conhecia mas cuja letra me fez pensar. Enquanto isso destribuíram rebuçados. Fiquei sem saber o intuito daquele gesto, mas, aceitei. Logo a seguir desviei os meus 3 rebuçados para a mão da Ju que estava ao meu lado e só tinha recebido 1. Também não percebi porque é que alguns tinham recebido tantos e outros apenas 1 ou 2. Não pensei demasiado no assunto porque não queria rebuçados para mim. 

Entrámos na capela. 

Mantas, velas, Deus. O cenário montado para uma noite que (me) surpreendeu. Sentá-mo-nos no chão e ficámos em silêncio. Cantámos novamente e depois duas das animadoras contextualizaram a atividade. Os rebuçados não tinham sido ao acaso e resultaram num momento de reflexão muito interessante.

  • Quantas vezes nos sentimos injustiçados pelos outros terem mais do que nós?
  • Será que costumamos estar atentos às necessidades dos que nos rodeiam?
  • Quando nos apercebemos destas necessidades qual é a nossa atitude? Porquê?
  • Quem nos é mais fácil ajudar?

Estas foram as principais questões que nos fizeram pensar e depois partilhar um pouco de nós com os restantes.

Antes disso vimos ainda um vídeo - inspirador - que merece, sem dúvida, ser partilhado. 

 

 

No final da noite senti-me agradecida por ter contrariado a minha preguiça e ter ido a esta oração. Às vezes é bom partilhar um pouco de nós. São momentos destes, de paragem e reflexão, que fazem toda a diferença. Além disso sempre que estou com aquele grupinho sou muito feliz. São pessoas maravilhosas com quem já ri, chorei, partilhei e me diverti bastante. 

Deixo-vos também (não resisto!) o refrão de uma das músicas que cantámos e que me ficou na cabeça. 

A música chama-se "Dar mais" e não podia estar mais relacionada com o tema da nossa oração. 

(Se quiserem ouví-la toda podem fazê-lo aqui.)

 

Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.

És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.

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publicado às 10:30

Não vou contar-vos toda a minha história no que toca a este tema, já que se quiserem conhecer podem fazê-lo aqui, apesar disso, devo confessar que sempre fui uma criança muito sedentária e pouco ligada ao exercício físico, as desculpas para não praticar desporto eram recorrentes. Em Dezembro de 2011, com apenas 1,55cm cheguei a pesar cerca de 68 kg. Desde sempre fui considerada uma criança acima do peso e cheguei até a ser vista como obesa. A partir do dia 1 de Janeiro de 2012 tomei a decisão de mudar, por mim! Perdi (de forma totalmente saudável) cerca de 16kg, ganhei algum gosto por exercício físico e aprendi a ter uma alimentação saudável, sim porque, o mais importante acima de tudo é mudar de hábitos e fazer uma reeducação alimentar.

Sou uma rapariga cuja genética não abona muito a favor do "ser magra", por isso, conseguir cumprir o meu objetivo foi difícil, mas, muito gratificante. Durante cerca de três anos mantive o meu peso nos 52 kg, um peso saudável e adquado à minha estrutura, sempre com uma alimentação saudável e fazendo algum tipo de exercício físico (muitas caminhadas, inclusive). Infelizmente, recuperei algum peso depois de passar por uma fase mais conturbada na minha vida, de muita instabilidade emocional e stress (um grande inimigo!). Hoje em dia estou a lutar novamente contra os quilos a mais - não tantos como da primeira vez -, e faço-o por mim, para mim, para me sentir melhor comigo própria. 

Ontem, quando li o texto que partilhei convosco identifiquei-me muito com ele. De facto, acho que hoje em dia a nossa sociedade contribui imenso para que as mulheres (porque grande parte dos casos são femininos) se sintam inferiores apenas porque não têm "o peso", aquele que supostamente deveriam ter. Ter excesso de peso é péssimo se isso inclui questões de saúde e mal estar físico e psicológico, mas, caso nenhuma dessas coisas se verifique, não tem nem deve ser motivo de críticas. Para mim, faz sentido uma pessoa mudar e lutar por isso se realmente essa fôr a sua vontade e não se sentir bem/feliz com o corpo que tem, e não somente porque a sociedade lhe "impõe" isso. 

Nunca fui alvo de críticas abusivas contra o meu peso, mas há muita gente que sofre com isso. Sou muito crítica comigo própria e é por isso que sinto necessidade de me sentir confortável, e nem é bem com o meu peso, é mais com o meu corpo, porque o peso é apenas um indicativo. A verdade é que ultimamente não gosto do que vejo no espelho, e realmente a têndencia às vezes é duvidarmos de nós, dos comentários positivos que nos fazem, acharmos que não somos bonitas porque temos peso a mais. Faço um esforço por combater isso e usar todos os meus complexos como motivação para lutar por aquilo que quero ver no espelho, sem frustrações, sem obcessões, a um ritmo descontraído, mas sempre sem perder o foco. E, acima de tudo, não deixo a minha felicidade depender daquilo que a balança me mostra, porque sei que sou mais para além disso, e ainda bem!

 

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publicado às 09:41

Porque este é um blogue de partilhas, sem um tema estanque que condicione quaisquer outros, e porque este tema em especial está 100% relacionado comigo. Hoje início uma "saga" de dois posts em que partilho connvosco uma parte de mim que, embora já tenha posto a descoberto à algum tempo, nunca revelei por completo. 

Encontrei, por acaso, no meio dos mil e um acontecimentos que me passam ao lado no feed de notícias do facebook, um texto cujo título é "Você não precisa ser magra – sobre quilos a mais e felicidade". Abri um novo separador com o texto e li-o. Decidi logo que tinha de o partilhar convosco, porque muito embora o texto não tenha sido escrito por mim, concordo em grande parte com ele. Assim, este é o primeiro post de abordagem a este tema, no segundo irei falar um pouco da minha experiência pessoal no que toca a "quilos a mais".

 

Eis o texto de que mencionei:

"Ela é linda. Tem olhos grandes e expressivos, sorriso brilhante e belos quadris. Interessante, tem papo agradável e outras mil e uma qualidades. Mas quando sobe na balança e o ponteiro passa do que a sociedade julga aceitável, tudo o que ela tem de bom cai no mar do esquecimento e o foco passa a ser os quilinhos que ela “precisa” perder.

Ela disse que ainda não fez aquela lindíssima tatuagem na costela porque antes precisa ficar magra. Afinal, absolutamente nada fica bonito ou sexy em gente gorda.

Ela mora junto e tem o sonho de se casar na igreja (é, naquela cerimônia besta em que você se veste de branco, diz sim e depois te jogam arroz), mas adiou o antigo sonho porque não quer entrar na igreja “como um colchão amarrado pelo meio”.

Ela precisa estar magra para viver um dia de fato feliz. Ela queria a lingerie nova que viu na vitrine, mas não – o marido não vai me achar bonita vestida naquilo. Aliás, eu sou gordinha, então não posso ser bonita.

E deixa eu contar a maior verdade pra vocês: ela é linda mesmo. Ela não percebe os olhares quando ela passa, porque está ocupada olhando-se no reflexo da porta de vidro e encontrando defeitos sem importância. Ela não se deu conta que aquela amiga magrelinha que vive contando vantagem é louca pelas coxas dela. Ela não se deu conta de quanta vida está perdendo pelo simples fato de não ser magra.

Aqueles vinte inofensivos quilinhos a separaram da sonhada tatuagem e da cerimônia de casamento. Do cupcake no último aniversário. Do churrasco em família, da praia de domingo, da sessão de fotos sensuais. Os dias dela estão ocupados com inibidores de apetite, aulas de aeróbica e duras sessões de autodepreciação em frente ao espelho.

Eu juro que não há (absolutamente) nenhum problema em querer estar bonita – chega de hipocrisia, todos nós queremos. Não há nada de errado em ir à academia ou em estar insatisfeita com o que quer que seja no seu corpo. Mas há algo de muito errado em condicionar a isso a sua felicidade. Em guardar a vida para “quando você for magra”. Você tem que ser feliz agora  – sorrindo abertamente enquanto resolve os seus problemas com a aparência, se é que eles existem.

Se cuida – você pode até ficar magra se achar que vai ser mais feliz assim. Mas não espera não: se ama agora."

Nathalí Macedo

 

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publicado às 13:35

Hoje partilho convosco o nome de uma das escritoras que mais gosto de ler. Descobri o seu primeiro livro em 2013 e desde aí que não resisti a comprar/ler todos os outros (livros) que estão já traduzidos para português. Chama-se Lesley Pearse. É uma das escritoras preferidas do público português (o que não me admira nada) e conta já com uma vasta coleção de obras publicadas e traduzidas por todo o mundo. Em Portugal estão já publicados os livros Nunca me Esqueças, Procuro-Te, Segue o Coração, A Melodia do Amor, Nunca Digas Adeus, Sonhos Proibidos, A Promessa, Perdoa-me e, mais recentemente, És o Meu Destino. Tenho-os a todos (lidos), alinhados religiosamente na prateleira do meu escritório. Lesley Pearse cativa-me sobretudo pelo detalhe (não exagerado) com que descreve os cenários e as situações que pretende expor. A forma como explora cada personagem femina de qualquer um dos seus livros é ímpar. Talvez o seja porque a própria vida da escritora é uma inspiração para os seus romances, isto quer falemos da dor do primeiro amor, de crianças indesejadas e maltratadas, de adopção, rejeição, pobreza ou vingança, já que ela viveu tudo isto bem de perto. É considerada uma lutadora, uma mulher dotada de uma coragem extraordinária, possivelmente por isso eu goste tanto dela também. 

A verdade é que de cada vez que é editado um novo livro em Portugal eu não resisto à tentação de o comprar, nem descanso enquanto não o leio. O meu preferido é, muito provavelmente, Sonhos Proibidos, sendo que Perdoa-me também não lhe fica atrás (li-o em 4 dias nas férias de Verão do ano passado, ADOREI). 

Embora eu tenha um gosto muito eclético no que toca a livros, creio que vocês também irão gostar de mergulhar nas histórias desta escritora que admiro imenso. Sem dúvida uma grande inspiração!

 

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publicado às 20:21

Falemos de... #3 | Dias "Non-Stop"

por aesperaparavoar, em 30.01.15

Assim têm sido os meus dias... Sem parar um segundo! Por um lado gosto desta agitação, por outro tenho saudades de me sentar no sofá a ver um filme ou uma série, encolhida debaixo de uma manta, a ouvir a chuva a cair enquanto bebo um chá quentinho. Dito de outra forma, tenho saudades de "preguiçar" um bocadinho. 

Esta semana passou a correr (para variar) e foi intensa. Na escola os testes deram "muita luta", sobretudo o de Biologia que me roubou muitas horas de sono. Não sou pessoa de dormir muito, aliás, nem nas férias consigo dormir muitas horas, contudo, tenho o hábito (nada saudável, eu sei) de fazer uns horários "meio malucos" nas vésperas dos testes. Dormir bem é muito importante para estar tranquila e concentrada, mas a verdade é que o meu estudo rende muito mais de manhã porque em dias de semana chego à noite exausta, por isso, quando tenho de fazer as últimas revisões faço-o de manhã. Já tenho acordado por volta das 4h da manhã para estudar, e a verdade é que grande parte das vezes compensa. E mais, incrivelmente, nunca costumo ficar mal-disposta/com mau-humor! 

Estes últimos dias têm sido de muitos testes, muitas coisas para tratar relativamente a algumas surpresas que ainda não posso revelar, a artigos para escrever, a concursos/olímpiadas em que estou a participar, à divulgação do livro, e a outras obrigações que me estão entregues. Tenho tido muito pouco tempo para mim e sinto falta dele, mas o tempo passa tão rápido que é difícil conseguir geri-lo de modo a fazer tudo. 

Ainda agora começava 2015 e já passou 1 mês! Daqui a 1 semana e meia vou passear (depois conto) mas antes disso ainda há muito, mas mesmo muito para fazer! 

Para mim o fim-de-semana vai ser de muito trabalho, contudo, quero desejar-vos um bom fim-de-semana e, se possível, que "preguiçem" muito!

 

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publicado às 19:55

Falemos de... #2 | As "minhas" meninas

por aesperaparavoar, em 15.01.15

Hoje falo-vos delas, das "minhas" meninas/miúdas. Na vida há muitos tipos de pessoas. Há pessoas com quem não nos identificamos, há pessoas com quem falamos apenas por uma questão de convivência, há pessoas de quem gostamos e depois há estas pessoas, de quem gostamos muito. Não sou de gostar pela metade, quando gosto de alguém gosto mesmo a sério. 

Gosto delas! 

Desde sempre que aprendi que os amigos são a família que escolhemos. Não sei se "as escolhi" ou se foram elas "que me escolheram", mas sei que são praticamente da família e que estão lá sempre que preciso. Agradeço muitas vezes tê-las na minha vida e sei que sem elas seria tudo muito mais difícil. 

A Sara já me conhece de ginjeira, somos amigas há cerca de 7 anos. É uma miúda impecável. Na brincadeira costumamos dizer que temos "telepatia", somos boas a ler o olhar uma da outra e percebemos automaticamente quando a outra não está bem. É daquelas pessoas que já me viu nas mais diversas situações e que sempre me apoiou. Estamos sempre uma para a outra, em tudo. 

A Laura igual. É uma rapariga 5*. Apesar de sermos muito diferentes em algumas situações, sabemos respeitar muito bem a personalidade de cada uma e acabamos sempre por nos entender muito bem. 

A Inês (Nocas) é especial. É uma miúda tímida, mas "super" simpática. Na verdade a minha relação com ela já foi muito mais próxima, apesar disso continuamos sempre a estar uma para a outra quando é preciso e acho que isso é um dos motivos pelo que a considero uma das "minhas meninas". Já vivemos tanta coisa juntas que não fazia sentido não o ser.

A Sofia (Sofs) é, de todas, aquela que conheço há menos tempo, mas, independentemente disso sei que a conheço bastante bem. É sensível mas muito divertida. E sabe bem o que significa para mim. No Natal fui a amiga secreta dela. (Fiquei muito feliz porque ao longo destes anos todos só me calharam rapazes.) Acabei por conseguir que ela me dissesse a prenda que queria sem ser preciso eu perguntar. Quando me perguntou quem era a minha amiga secreta disse-lhe que era uma pessoa de quem eu gostava muito. Não menti. Gosto mesmo. A Sofia é uma querida, e é das melhores pessoas com quem se pode conversar.

A foto abaixo foi tirada hoje na BioCant (um parque de biotecnologia em Cantanhede), por isso achei que era o dia ideal para vos falar delas.

Estas são as miúdas que vos apresentei acima, as "minhas" miúdas.

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publicado às 06:00

Falemos de... #1 | Racismo

por aesperaparavoar, em 22.12.14

Nunca fui, não sou, não consigo ser, nem me imagino a alguma vez ser racista! Não o digo porque "fica bem na fotografia", digo-o porque é assim mesmo! 

O racismo continua a ser um tema muito abordado, de tal maneira que durante o 1º período o tema das nossas aulas de Inglês foi "Discriminação e Racismo". Tivémos oportunidade de ver alguns filmes (destaco o "Crash", um filme que retrata muito bem esta temática da discriminação e sobre o qual pode ser que ainda vos volte a falar) e de discutir algumas ideias. Tenho alguns colegas racistas. Recuso-me a discutir com eles estes assuntos, para ser honesta, custa-me respeitar a opinião deles. Custa-me aceitar que rejeitem pessoas apenas porque elas têm uma cor de pele diferente. Não me parece um argumento válido para certo tipo de atos vergonhosos que acontecem todos os dias. 

Um dos meus grandes sonhos é ir a África. Bem sei que a vida lá não é fácil. Sou voluntária numa associação juvenil que atua na Guiné-Bissau, a PROMUNDO, e através de fotografias e de testemunhos de quem faz parte do grupo e todos os anos contacta com as pessoas de lá já pude constatar que há zonas onde a população (incluindo crianças pequeninas) é privada de coisas essenciais à sobrevivência - comida, água potável, medicamentos... Mas mesmo assim acho que deve ser uma experiência de vida enriquecedora e emocionante. Não me faz confusão nenhuma que eles sejam pretos (não creio que há-ja motivos para ter pudor de dizer esta palavra), muito pelo contrário, acho as crianças as "coisas" mais queridas de sempre e chamo-lhes "barriguitas". Sei que são extremamente carinhosas, aliás, nota-se pelos olhos ternos com que nos encaram.

Hoje fui passear a pé com uma colega. Enquanto esperava por ela no passeio uma senhora preta passou por mim com o filho que devia ter alguns 4 anitos. Preparava-me eu para dizer "Bom dia" já a senhora o tinha dito e o menino, de olhos brilhantes e um chupa-chupa na mão, parou á minha frente, olhou-me e repetiu o "bom dia". Sorri por me lembrar dos "barriguitas" que ainda um dia hei-de conhecer e entretanto a senhora (que sorriu também com a cara do filho a olhar para mim), disse-me adeus, a seguir virou-se para o filho e disse "diz adeus à menina", ele virou-se novamente para mim e com um sorriso encantador soltou um "adeus". Isto pode até parecer muito desinteressante e simples, mas garanto-vos que há muitos "brancos" que passam às vezes por mim neste contexto e nem "bom dia" nem "boa tarde". Quero com isto dizer que as pessoas devem ser vistas como aquilo que são e não pela cor da pele que têm, nem tão pouco devemos fazer generalizações porque cada pessoa tem a sua maneira de ser, de viver, de agir, e muitas vezes nem nós sabemos as histórias que as pessoas trazem com elas quando se cruzam connosco.

Aquele sorriso do "piqueno" encheu-me o coração.

 

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publicado às 20:51

Falemos de... | Nova rubrica no blogue

por aesperaparavoar, em 22.12.14

Olá a todos os leitores do blogue!

Hoje trago-vos uma novidade! Declaro aberta uma nova rubrica no blogue, "Falemos de...".

Esta rubrica irá abranger todo o tipo de temas, até porque este não é um blogue estanque. Esta é uma oportunidade de partilhar convosco novos temas, o meu ponto de vista sobre algumas coisas e até, quem sabe, dar-vos a conhecer coisas novas!

Espero que gostem (manifestem-se!!!).

 

27-cents:see more

 

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publicado às 20:36


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