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In "O Primeiro Voo" #6

por aesperaparavoar, em 04.03.17

Já estou bem, já me lembro de quase tudo. Preciso de um abraço. Só isso, de um abraço. E de tranquilidade.

Já sei quem sou. Reconheci-me. Na minha cabeça compôs-se um tapete de recordações e veio-me à memória a avó Estela, a carta com que me despedi quando vim para França e o caminho que percorri para cá chegar. “Sou louca”, pensei. Duvido do caminho que escolhi, mas não me vale de nada. Quero levantar-me, mas o meu corpo rejeita. Examino tudo à minha volta na tentativa de encontrar alguma coisa que me tenha escapado e que me ajude a sair deste sítio tão pouco acolhedor, e só paro quando me apercebo da presença de uma campainha ao meu lado, para chamar a enfermeira. Pressiono o botão com toda a força que tenho, não é muita. Pressiono uma vez, duas, três, até que me canso e decido chamá-la.

– Por favor, enfermeira! – A voz sai-me falhada e sinto inutilidade nas minhas palavras.

Espero, que mais posso eu fazer?

 

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publicado às 22:40

In "O Primeiro Voo" #5

por aesperaparavoar, em 18.02.17

Fico novamente sozinha neste espaço fechado, apenas na companhia dos enfermeiros. Pergunto-lhes o que estão aqui a fazer mas fazem de conta que não me ouvem. Grito-lhes, mas mantêm-se serenos como se nada fosse. Os dois estabelecem um olhar cúmplice e agarram-me com força.

– Larguem-me! Estão a ouvir? Parem seus brutamontes! Deixem-me, o que é que estão a fazer?

Não me respondem. Apoderam-se de mim sem pedir qualquer autorização. Tentam imobilizar-me, mas eu debato-me contra eles e contesto o que me estão a fazer. Apesar de tudo, não consigo evitar. Eles introduzem a seringa no meu corpo. A partir daí paralisei. Aquela seringa veio acalmar-me as memórias. O líquido no seu interior penetrou no meu braço e trouxe-me a sensação de dormência, desarmei, a minha incapacidade ficou ainda mais exposta. Permito-me pousar a cabeça na almofada sem me manifestar mais. Fico calada, imóvel, na esperança que os sedativos me levem para longe desta dor gritante que se ocupou de mim. Possivelmente é assim que estas coisas funcionam, quando não conseguem acalmar-nos, tentam estagnar o nosso sofrimento.

 

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publicado às 23:14

In "O Primeiro Voo" #4

por aesperaparavoar, em 06.02.17

 Fui muito querida no sítio onde nasci que, em rigor, é o mesmo onde cresci. Tenho um sorriso fácil, sempre tive. Se olhar para trás, sorrio. Passou tudo tão rápido. As lembranças chegam, um pouco fragmentadas, mas chegam. E são esses fragmentos impetuosos do meu passado que me despertam mais emoções. Não sabia o que era estar apaixonada. Acho que nunca me tinha apaixonado a sério. Não me sinto estúpida ao dizê-lo. O Fréderic foi a primeira pessoa que despertou em mim um sentimento verdadeiramente diferente, ímpar. Talvez a forma inesperada como nos conhecemos tenha contribuído, ainda que provavelmente tenha sido a maneira dócil como me tratou depois disso o contributo principal para me ter apaixonado por ele. Sempre tão carinhoso, tão prestável. Acho que era disso que eu estava a precisar, de carinho. Não me apaixonei, fui-me apaixonando, de dia para dia, mas não queria assumir. Pareceu tudo tão leviano, mas o facto é que as coisas foram acontecendo. Conversei muito com ele sobre mim, ele confessou-me várias coisas sobre ele, mas sempre com algumas reservas. Acho que era esse mistério que me cativava verdadeiramente nele. E o mais fascinante é que no meio de tudo, eu achava que ele me amava, mais ainda, eu sentia-me amada por ele. 

 

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publicado às 20:03

Dia Mundial do Livro

por aesperaparavoar, em 23.04.16

Em todas estas situações da nossa vida é importante estarmos motivados, empenhados, confiantes. É essencial não nos cingirmos apenas aos desejos, aos sonhos, e fazermos das nossas vontades a força e a determinação necessárias para agir, para lutar para alcançarmos os nossos objetivos e mover-nos, a nós e à nossa vida, num determinado sentido, em direção a algo que desejamos e que tem realmente significado para nós. 

Hoje, não apenas por ser o dia mundial do livro, tenho presente a importância que os livros têm para mim... Um livro é um companheiro de todas as horas, que nos arrebata e que nos faz viver mil e uma vidas, que nos prende a uma história que não é a nossa, mas que até poderia ser. Um amigo que nos transporta para realidades tão diferentes e que por diversos momentos nos permite esquecer a nossa própria realidade, que nos marca, que nos ensina, que nos acrescenta.

No dia mundial do livro, os meus livros...

 

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publicado às 21:34

No passado dia 10 de Outubro tive oportunidade de apresentar o meu livro O Primeiro Voo no Munda Lusófona 2015 "Especial Freguesias" em Reveles, onde fui muito bem recebida. A apresentar os seus livros estiveram também as escritoras Tânia Gomes e Olinda Beja, que foi um prazer conhecer!

Em suma foi uma tarde de partilhas (literárias e não só) que se revelou muito especial pela forma como fomos acolhidas, mas, também pelo facto de, pertencendo a faixas etárias muito distintas e a estilos de escrita tão diferentes, conseguirmos levar ao público um denominador comum: o gosto pela escrita, pelas palavras, pelos livros. 

Aproveito para agradecer à minha amiga Lu(rdes) Breda pelo convite e, como não podia deixar de fazer, dar-lhe os meus parabéns pelo seu empenho e dedicação!

 

 

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publicado às 10:00

"O Primeiro Voo" por Ana Ribeiro

por aesperaparavoar, em 20.09.15

Como referi num dos posts anteriores, faz já alguns dias enviei os meus dois livros para a Ana Ribeiro do blogue Escreviver - [Portefólio de Escrita] que, para minha admiração, os leu num piscar de olhos. Depois de me ter dado a sua opinião sobe o primeiro livro que publiquei, partilho hoje convosco a sua crítica ao meu mais novo, o meu romance. Deixo-vos assim com a opinião da Ana, tal e qual como ela partilhou no seu blogue. Desde já, o meu muito obrigada!

 

"Mais um livro terminado. Terminei ontem este segundo livro da Ana Filipa Batista e que grande livro, posso começar por vos dizer. Que talento inigualável para a escrita (e volto a repetir o que já disse na resenha do primeiro livro da Ana, é que há bastante gente maldosa por aí. Os elogios que teço á Ana não são feitos pelo facto de comunicar frequentemente com ela; são sentidos. Acreditem que ela tem um talento gigante: mesmo!), estou oficialmente rendida (e vocês também vão ficar), vou querer ler muito mais livros dela e outras coisas. Espero que ela nunca pare de escrever.

 

“Aqui as pessoas têm pressa, uma pressa compulsiva como se cada minuto fosse uma vida, e se calhar é. Têm pressa de chegar, não sei onde, mas têm pressa de chegar, talvez aos empregos, às escolas para deixarem os filhos, pressa de encontrar quem espera por elas, pressa de viver”. (…)

 

Este livro da Ana superou largamente as minhas expectativas, nota-se uma evolução tão grande na escrita, tão madura (mais ainda que no primeiro sem de todo perder a simplicidade, que penso que caracterizará a maneira de ser e estar da autora), nada que eu não esperasse. Essa evolução na escrita tornou a história mais tocante, mais emocionante, mais envolvente, mais intimista capaz de nos prender até ao fim. O tipo de livros que adoro – ontem comecei a leitura ás 20h e acabei ás 23h -, é fácil gostar e deixarmo-nos levar. A escrita da Ana conquista e prende de tão rica que é, tão forte, tão madura e trabalhada, facilmente nos deixamos conquistar e nos esquecemos da idade da Ana, parece que escreve há anos.

Daí que este livro me tenha tocado imenso, é bastante intenso e a história está bastante bem conseguida, estruturada e organizada, houve capítulos (para não dizer todos) em que estava a viver o que estava a ler e isso é tão bom, vieram-me as lágrimas aos olhos. E eu adoro quando os livros me fazem sentir essa intensidade. Identifiquei-me com a Margarida, revivi momentos da minha vida com ela, nomeadamente os tempos de infância passados com a minha falecida avó tão parecidos aos da Margarida, revivi essa perda na perda que a Margarida vai viver na história.

 

“Acho que a verdadeira vida está longe daquilo que temos, acredito que vivemos muito mais quando nos afastamos do que possuímos e nos damos à vida, aos outros”.

 

Acredito que muitos jovens se irão rever na Margarida, nos seus sonhos, nas suas dificuldades, nos seus obstáculos: na sua luta, nas suas conquistas. A maneira de pensar e de agir. Talvez possa reflectir a situação precária porque os jovens passam hoje em dia.

Um leitura incrível que recomendo.

Aqui fica mais um parágrafo de que gostei:

“Agora sei que toda a gente se cruza na nossa vida por um motivo: uns dao-nos a força que precisamos para vencer os nossos obstáculos, outros obrigam – nos a provar a força que temos em nós. Todas essas pessoas são importantes, mais ainda quando, no final, temos a possibilidade de escollher quais delas queremos que fiquem para sempre ao nosso lado”."

 

Ana Ribeiro

 

 

 

Nota: O romance O PRIMEIRO VOO encontra-se disponível para venda em várias livrarias do país, bem como online, nomeadamente nas livrarias FNAC, Bertrand e WOOK. Caso o livro não esteja disponível de momento é possível encomendar.

Podem também adquirir exemplares comigo, e nesse caso o livro seguirá por correio, já autografado. 

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publicado às 14:33

In "O Primeiro Voo" #2

por aesperaparavoar, em 13.09.15

Aqui as pessoas têm pressa, uma pressa compulsiva como se cada minuto fosse uma vida, e se calhar é. Têm pressa de chegar, não sei onde, mas têm pressa de chegar, talvez aos empregos, às escolas para deixarem os filhos, pressa de encontrar quem espera por elas, pressa de viver. Pergunto-me até que ponto essa pressa as impede de viver realmente ou as faz viver rápido demais o que efetivamente valerá a pena ser vivido.

Suspiro. Olho à minha volta, um gesto que repito imensas vezes. Perco-me muito em observações. Não está calor nem frio. A chuva não parece querer cair e o sol que de manhã se insinuou à minha janela, agora teima em se esconder. O ar não está tão leve como em tempos já o senti. Sinto um peso sobre os ombros, motivado pela preocupação de não arranjar um emprego. Para já procuro começar por um trabalho mais simples, que não exija uma experiência que não tenho. Ao mesmo tempo que penso no risco de cá estar, relembro-me como esta sensação de independência me apazigua. 

 

 

 

Nota: O romance O PRIMEIRO VOO encontra-se disponível para venda em várias livrarias do país, bem como online, nomeadamente nas livrarias FNAC, Bertrand e WOOK. Caso o livro não esteja disponível de momento é possível encomendar.

Podem também adquirir exemplares comigo, e nesse caso o livro seguirá por correio, já autografado. 

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publicado às 09:24

In "O Primeiro Voo" #1

por aesperaparavoar, em 10.08.15

Não tenho dúvidas que toda esta caminhada, ainda que se possa revelar muito cheia de imprevistos, me fará bem. Necessito de um tempo para mim, às vezes faz-nos bem um tempo a sós, connosco. Preciso de deitar fora tudo o que não presta ou está a mais, e até mesmo o que já há muito quero ver longe de mim mas que, impreterivelmente continua vivo: memórias, sentimentos, lágrimas. Desapegar-me e desprender-me, deixar sair do meu íntimo tudo aquilo que já não me faz falta e permitir que fiquem comigo os sorrisos, as lembranças, os desejos e as pessoas que fazem parte de quem sou. É isso que espero desta viagem. Soltar-me de mim, das desilusões e momentos menos felizes do passado, incluindo também as paixonetas mal sucedidas que até agora só me deram razões para duvidar do amor e pensar que não nasci para amar nem para ser amada.

Sou feita de fantasias. Crio ilusões facilmente, de tal forma que algumas acabam por se tornar deceções mais tarde, outras protegem-me da realidade menos alegre. Sempre fui uma pessoa de vontades e de sonhos, muitos sonhos, sonhos de várias cores e feitios, uns bastante coloridos e outros exclusivamente delineados por cores neutras. Outros ainda são somente esboços, mas todos eles me fazem ter vontade de “voar”.

Num breve instante faço o balanço destes dois dias, relembro-me que, de certa forma, foram eles que mudaram o rumo da minha vida.

Suprimo-me das reflexões e desfaço-me de todos os pensamentos, baldeados uns nos outros. Descontraio. Agora estou aqui por inteiro, neste quarto que não me pertence, o mais barato que arranjei na zona.

 

 

Nota: O romance O PRIMEIRO VOO encontra-se disponível para venda em várias livrarias do país, bem como online, nomeadamente nas livrarias FNAC, Bertrand e WOOK. Caso o livro não esteja disponível de momento é possível encomendar.

Podem também adquirir exemplares comigo, e nesse caso o livro seguirá por correio, já autografado. 

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publicado às 21:04

In O Primeiro Voo

por aesperaparavoar, em 17.03.15

Sinto o tempo escapar-se entre as mãos,

Corro atrás dele, com relutância.

Sempre fui assim, sempre quis aproveitar tudo,

Acabei por não aproveitar algumas coisas na esperança de não deixar outras por usufruir.

Mas sempre corri. Sem medo. Atrás do tempo e de outras coisas mais.

É de mim, sou assim.

Descubro-me e nem sempre me agrado.

Sou uma pessoa complicada.

Mas o tempo não para, não espera que eu me resolva.

E à medida que eu me desvendo, ele continua a correr e às vezes toma vantagem.

Receio ter deixado coisas por dizer.

Se as devia ter dito? Talvez tenha acabado por ser melhor assim.

Há outras que eu sei que devia ter dito, mas não disse, por razões que até eu desconheço.

A propósito, às vezes faço as coisas e fico sem perceber porquê.

Chamam-lhe impulsos. Sou impulsiva.

Há alturas em que isso deita tudo a perder e depois obriga-me a parar para pensar.

Olho para o tempo que já passou e sinto-me cansada.

Mas não estou cansada de viver. Gosto disso.

Estou só a precisar de um momento de repouso.

Até as borboletas mais jovens precisam de um pouco de descanso.

E tem dias que o céu parece já nem fazer sentido.

O cansaço domina-nos de tal forma que só vemos um caminho,

O caminho mais fácil.

Por isso é que algumas borboletas morrem ao primeiro voo. Deixam-se cair.

E nesses momentos não há volta, acabou.

O que há depois de acabar? Isso eu não sei.

Mas se me perguntarem se o primeiro voo é difícil(?) É.

 

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publicado às 18:39

Férias, finalmente de férias!

por aesperaparavoar, em 17.12.14

Estes últimos dias foram dias "loucos". Tive testes até ao penúltimo dia de aulas e este ano a "coisa foi séria". Foi preciso muito esforço para atingir alguns objetivos, mas é com orgulho que digo que muitos dos objetivos iniciais foram superados, outros transportam-se para o ano que vem, para que com garra e dedicação também possam ser alcançados! 

Contudo, estas férias não vão ser férias a 100%, estou em "preparações" para 2015, sobretudo no que diz respeito à divulgação do meu último livro "O Primeiro Voo". Em príncipio no início do próximo ano terei oportunidade de visitar algumas escolas, bibliotecas e livrarias, para assim poder partilhar um pouco deste meu romance, um pouco da história da Margarida e daquilo que a levou, tão nova, a tomar a decisão de sair de casa, para tão longe. Entretanto outra ideias estão em "banho-maria", para já não posso partilhá-las, mas, tenho-as todas listadas no meu bloco de notas para que nenhuma me escape! Vou dando notícias!

 

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publicado às 20:32

Está lançado!

por aesperaparavoar, em 05.12.14

"O Primeiro Voo" já está disponível para voar para vossas casas, ou quem sabe para oferecer como prenda de Natal.

Foi com grande alegria que no dia 29 de Novembro pude apresentar pela primeira vez publicamente este meu romance. Deixo agora algumas fotos e o link para poderem aceder online ao livro através do Wook (aqui), Bertrand (aqui) ou Fnac (aqui).

Fico à espera das vossas críticas/opiniões sobre o livro! Boas leituras :)

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publicado às 21:48

Chegou...

por aesperaparavoar, em 08.11.14

Chegou-me por e-mail. A capa. Aquela que eu durante dias ansiei ver. Chegou. Sem avisar. Mas chegou. Partilho-a com vocês, com a esperança de que gostem, quer da capa quer do livro (que será lançado no próximo dia 29 de Novembro, pelas 15h30min no Colégio da Imaculada Conceição - Cernache/Coimbra).

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publicado às 21:55

"O Primeiro Voo", o meu segundo livro

por aesperaparavoar, em 24.10.14

Ainda não está lançado, mas, para lá caminha! Ainda não tinha falado aqui dele antes porque tinha algum receio de que nunca o fossem poder conhecer, mas agora parece que já não falta assim tanto para que isso aconteça. 

Na altura em que editei o meu primeiro livro fiquei completamente rendida a este mundo em que escrevemos e partilhamos com os outros um pouco de nós através das palavras, algumas delas assumidamente nossas, outras concedidas por nós a personagens que criámos. Contudo, e apesar de ser uma pessoa que detesta desistir e luta pelos seus objectivos, sempre achei que não voltaria a editar novamente, talvez por falta de ideias, ou por receio de arriscar. Por isso, durante cerca de um ano não escrevi nada com o intuito de editar, fui escrevendo, mas nada de concreto. As pessoas perguntaram-me muitas vezes se estava a escrever mais algum livro, falaram-me em escrever uma continuação do Diário de Filipa, disseram-me que estavam curiosas para ler mais coisas escritas por mim, fui particularmente feliz nos tempos que se seguiram à edição do livro, sobretudo porque me abriu portas a experiências muito gratificantes. E as pessoas à minha volta incentivaram-me imenso, tanto que um dia decidi tentar de novo, senti essa vontade e fi-lo. Para além da vontade que tinha em voltar a partilhar textos meus com as pessoas, senti que lhes devia isso. Não disse nada a ninguém, mas aos poucos fui moldando uma história que não era a minha, mas que eu vivi tão intensamente como se fosse. No início a Margarida, a personagem principal da história, era muito vaga, sabia muito pouco sobre ela, só depois, quando realmente comecei a simpatizar com ela e comecei a sentir maior vontade de a aprofundar é que acabei por explorá-la de verdade. Foi um processo muito engraçado. A Margarida vive coisas que eu jamais teria idade para experimentar, mas isso tornou todo o processo ainda mais desafiante. Agora que o terminei, mal posso esperar para ver a reação de quem o ler e receber críticas, sobretudo construtivas, para que eu possa continuar a evoluir.

Para já é isto, o resto... conto-vos depois!

 

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publicado às 23:04

"O Primeiro Voo", está quase (só falta o "quase")

por aesperaparavoar, em 22.10.14

Está escolhida! Esta será a foto para a contracapa do novo livro "O Primeiro Voo". Confesso que todo o processo de edição do livro me fascina, é interessante a forma como tudo se processa, e a forma como a ansiedade cresce de dia para dia... Aos poucos aproxima-se o dia do lançamento. Já está quase tudo pronto. Falta o quase. Ainda não vi a capa. Estou muito curiosa para ver como ficou, sobretudo porque fui eu que a idealizei na totalidade. Agora já sei um pouco melhor como tudo funciona, mas continuo a vibrar como se fosse a primeira vez, e é quase como se fosse. Já passaram três anos. É o meu primeiro romance. Estou nervosa. E ansiosa. Quero muito saber as vossas opiniões e ter acesso às vossas críticas, são elas que me fazem evoluir. Espero que o possam ler, e sobretudo espero que gostem tanto de o ler como eu gostei de o escrever!

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publicado às 20:00

O novo livro

por aesperaparavoar, em 15.10.14

A sensação de poder voltar a publicar é, acima de tudo, de felicidade. Sinto-me feliz por poder voltar a partilhar convosco aquilo que escrevo, desta vez através da história da Margarida.

À partida, e não havendo motivos de força maior, o lançamento do livro será dia 29 de Novembro (de 2014) pelas 15h30min, no Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache-Coimbra. Depois dar-vos-ei conta de mais detalhes, mas para já, reservem o dia para vir conhecer "O Primeiro Voo".

 

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publicado às 17:07

"O Primeiro Voo", o que esperar?

por aesperaparavoar, em 26.09.14

Escrever este romance foi, para mim, um grande desafio! Apesar de estar feliz com o resultado final, tal como referi no último post, estou muito curiosa para saber as opiniões dos leitores, que espero que até ao final do ano ainda possam ter acesso ao livro. 

Hoje aguço a vossa curiosidade com um bocadinho daquilo que é este novo livro.

Fico à espera das vossas opiniões!

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O que fazer quando tudo à nossa volta parece estar a desabar?

 

Margarida tem vinte e três anos e um enorme desejo de arriscar. A motivação de conhecer o mundo pelos próprios olhos e de criar a sua independência levam-na a abandonar a casa onde cresceu para partir à descoberta do que a rodeia, ao mesmo tempo que espera poder desprender-se dos traumas dramáticos do seu passado, incluindo a inesperada morte do pai.

Nesta sua caminhada, a jovem portuguesa chega a França. Radiante com esta nova fase, ela mal pode imaginar que a paz e a tranquilidade que ela tanto anseia ainda tardam em chegar, afinal, a vida não é só feita de coisas boas e ao longo desta aventura, mais do que nunca, Margarida sente-o na pele. 

 

P.S.: Atualmente podem descobrir um pouco mais sobre o livro assistindo à minha entrevista no programa da SIC "Grande Tarde" (03.06.2015).

 

 

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publicado às 20:59

"O Primeiro Voo", o meu segundo livro

por aesperaparavoar, em 24.09.14

Ainda não está lançado, mas, para lá caminha! Ainda não tinha falado aqui dele antes porque tinha algum receio de que nunca o fossem poder conhecer, mas agora parece que já não falta assim tanto para que isso aconteça. 

Na altura em que editei o meu primeiro livro fiquei completamente rendida a este mundo em que escrevemos e partilhamos com os outros um pouco de nós através das palavras, algumas delas assumidamente nossas, outras concedidas por nós a personagens que criámos. Contudo, e apesar de ser uma pessoa que detesta desistir e luta pelos seus objectivos, sempre achei que não voltaria a editar novamente, talvez por falta de ideias, ou por receio de arriscar. Por isso, durante cerca de um ano não escrevi nada com o intuito de editar, fui escrevendo, mas nada de concreto. As pessoas perguntaram-me muitas vezes se estava a escrever mais algum livro, falaram-me em escrever uma continuação do Diário de Filipa, disseram-me que estavam curiosas para ler mais coisas escritas por mim, fui particularmente feliz nos tempos que se seguiram à edição do livro, sobretudo porque me abriu portas a experiências muito gratificantes. E as pessoas à minha volta incentivaram-me imenso, tanto que um dia decidi tentar de novo, senti essa vontade e fi-lo. Para além da vontade que tinha em voltar a partilhar textos meus com as pessoas, senti que lhes devia isso. Não disse nada a ninguém, mas aos poucos fui moldando uma história que não era a minha, mas que eu vivi tão intensamente como se fosse. No início a Margarida, a personagem principal da história, era muito vaga, sabia muito pouco sobre ela, só depois, quando realmente comecei a simpatizar com ela e comecei a sentir maior vontade de a aprofundar é que acabei por explorá-la de verdade. Foi um processo muito engraçado. A Margarida vive coisas que eu jamais teria idade para experimentar, mas isso tornou todo o processo ainda mais desafiante. Agora que o terminei, mal posso esperar para ver a reação de quem o ler e receber críticas, sobretudo construtivas, para que eu possa continuar a evoluir.

Para já é isto, o resto... conto-vos depois!

 

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publicado às 18:25


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