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Não me canso de ouvir #2 | Aurea - I Didn't Mean it

por aesperaparavoar, em 05.03.16

Daquelas músicas... boas músicas!

 

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publicado às 12:28

Vai, sê feliz.

por aesperaparavoar, em 28.02.16

Tenho o hábito de escrever quando estou triste, quando me sinto perdida, quando preciso de clarificar as ideias na minha cabeça e não sei por onde começar.

Tentar traduzir o que sinto e penso nas palavras que escrevo é uma tarefa difícil, mas enquanto o faço sinto que as coisas começam a fazer algum sentido.

Escrevo. Escrevo palavras umas atrás das outras sem me preocupar se as minhas frases farão ou não algum sentido. Escrevo desenfreadamente com medo que alguma coisa se escape antes de eu a conseguir transpôr para o papel. Escrevo porque me acalma e eu preciso dessa calma. Preciso de me sentir em paz comigo própria. E, por vezes, ao reler aquilo que escrevi sinto a força das palavras que me encorajam a tomar uma atitude. É nessas palavras que eu acabo por encontrar as respostas que tanto procuro. É nelas que me reencontro e percebo que há mais vida para viver, que o mundo não acaba só porque algo menos bom aconteceu, que o que é realmente importante é que não deixemos de acreditar, de lutar, de reagir, e que não podemos de maneira nenhuma deixar escapar as tantas oportunidades que ainda temos pela frente. É aí que as palavras viram esperança e a angústia dá lugar ao incentivo... VAI, SÊ FELIZ!

 

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publicado às 12:17

Weekend mood

por aesperaparavoar, em 27.02.16

 

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publicado às 11:21

Não me canso de ouvir #1 | Jessie J - Who You Are

por aesperaparavoar, em 26.02.16

Boa noite leitores!

Hoje trago-vos uma nova rubrica, uma ótima sugestão da minha querida Ana Ribeiro, que eu aceitei sem hesitar, primeiro porque adoro ouvir música, e depois porque acho que a música é uma cura para a alma. Mas bem, a música que vos trago hoje foi aquela em que pensei imediatamente a seguir a tomar a decisão de começar esta rubrica aqui no blogue, não propriamente por quem a interpreta - que por acaso até é uma cantora que admiro -, mas sobretudo pela mensagem que transmite. Todos nós temos gostos diferentes nas mais diversas áreas, depende muito da nossa personalidade, enfim, depende muito do que somos e da nossa forma de estar. Aqui vou partilhar algumas das "minhas" músicas. Espero que gostem da sugestão, e desta nova rubrica!

 

"I stare at my reflection in the mirror

Why am I doing this to myself

Losing my mind on a tiny error

I nearly left the real me on the shelf

No, no, no, no

 

Don't lose who you are, in the blur of the stars

Seeing is deceiving, dreaming is believing

It's okay not to be okay

Sometimes it's hard

To follow your heart

But tears don't mean you're losing

Everybody's bruising

Just be true to who you are."

 

 

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publicado às 19:22

1 ano e 8 meses de blogue

por aesperaparavoar, em 21.02.16

O blogue está quase a celebrar 1 ano e 8 meses! O tempo passou a correr e muito já se escreveu por aqui, desde partilhas, textos, opiniões, enfim... 

Recebemos já neste cantinho visitas dos "quatro cantos do mundo" e vivemos experiências muito gratificantes. Após tudo isto, tenho sempre curiosidade de saber mais sobre quem está desse lado. Sobre o que acham do blogue, que temas gostariam de ver abordados, sugestões, opiniões, enfim, é sempre muito bom poder receber o vosso feedback, portanto, conto convosco para o partilharem comigo!

 

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publicado às 13:53

Inspiração para o fim-de-semana...

por aesperaparavoar, em 19.02.16

   

 

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publicado às 17:35

Às vezes é preciso perder para depois se ganhar.

por aesperaparavoar, em 17.02.16

Tudo tem o seu tempo. Pelo menos eu acredito nisso, embora a vida goste sempre de nos presentear com surpresas (agradáveis ou nem por isso) e portanto, por vezes, seja complicado pensar destar forma.

O tempo, a meu ver, e ao contrário do que dizem, não "cura tudo". Por vezes ele disfarça e atenua certas memórias e sentimentos, mas outras ele intensifica-as. A saudade é o exemplo mais claro de que o tempo não "cura tudo". A saudade de alguém não é algo que o tempo cure nem desvaneça, mas sim algo com que temos de ser nós a aprender a lidar e conviver. Tal como em muitas outras coisas da nossa vida. 

O tempo é apenas uma variável e por vezes é preciso revertê-la a nosso favor. Embora o tempo não seja uma "cura milagrosa", por vezes é preciso "dar tempo ao tempo" para que, com calma, mas sempre com atitude, as coisas corram como desejamos. 

Acredito que há coisas que não acontecem por motivos que, embora nos sejam desconhecidos, existem e que por vezes elas não acontecem num momento para acontecerem noutro. Às vezes é preciso saber esperar, e mesmo na inquietude, acreditar. Às vezes é preciso perder para depois se ganhar. É preciso experimentar a tristeza para se aprender a dar valor aos momentos alegres. É preciso que sejamos postos à prova e que revelemos a nossa força. Acima de tudo, é preciso não desistir e manter a capacidade de enfrentar os obstáculos que se vão colocando à nossa frente Dar o melhor de nós no mínimo que fazemos. Cada dia é uma nova oportunidade. É necessário que a agarremos. E, no final, da forma que nós esperávamos ou de outra, há-de dar tudo certo. Acreditemos nisso, lutemos para isso, e enquanto isso não acontece, vivamos cada dia com alegria e esperança, porque não se esqueçam, a energia que nós exteriorizamos é aquela que atraímos.

 

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publicado às 14:44

Aos amores verdadeiros ❤

por aesperaparavoar, em 14.02.16

        

 

 

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publicado às 17:04

Amar não chega. Gostar, "achar piada", sentir-se bem com o outro é muito pouco. É preciso mais, é preciso tanto mais do que isso. É preciso confiança, amizade, carinho, compreensão, capacidade de ceder quando é necessário, e, acima de tudo, é preciso respeito. Muito respeito.

Atenção, não sou nenhuma expert sobre o amor nem nada que o valha, aliás, raramente faço comentários sobre este assunto, mas confesso que hoje em dia me faz um bocadinho de confusão ver certas relações. Não, não se trata de ter inveja de nada nem de ninguém nem sequer de desejar mal às pessoas (que não faz, de todo, parte da minha maneira de ser), simplesmente acho que há pessoas que não têm maturidade para assumir uma relação, e que algumas nem sequer fazem ideia do que realmente implica uma relação. E não pensem que isto é uma ideia sem fundamento, acreditem, já o pude comprovar com os meus próprios olhos várias vezes. Chego a perguntar-me como é que é possível que as pessoas permitam certas faltas de respeito e mais, se permitam faltar-se ao respeito a elas próprias. Lá porque se está numa relação, porque se gosta ou porque se ama alguém não se pode tolerar tudo, e nem é saudável que se movam "mundos e fundos" para agradar à outra pessoa passando por cima do que realmente somos e fazendo sacrifícios para ser quem não somos. Tenho cá para mim que "amor", "amar" e "amo-te" são, entre outras, palavras que ultimamente têm sido muito banalizadas em vez de sentidas. As pessoas dizem-nas a torto e a direito e por vezes não pensam na dimensão que elas têm. É por isso que eu acho que "amor é outra história", e que uma relação vai muito para além disso. É preciso muita maturidade para que uma relação dê certo. É preciso estarmos de bem connosco para nos podermos dar ao outro. Mas acima de tudo, é preciso sentirmos a confiança necessária para tal, e sentirmos também que podemos ser nós mesmos sem qualquer filtro. E é tão bom quando pudemos ser completamente nós e quando sabemos que somos aceites tal e qual somos e gostam de nós mesmo assim. É claro que há sempre uma vontade de agradar e de sentir que fazemos a outra pessoa feliz. E isso, sem excessos, é saudável e perfeitamente normal. O amor é um sentimento complexo e cada pessoa tem a sua forma de o viver, de o sentir. O amor vai muito para além das palavras, ele expressa-se nos gestos, nos sorrisos, nos suspiros, no brilho dos olhos, e nas mais pequenas coisas. Mas esse amor nunca é só amor, é isso e muito mais, por isso é que nem todas as histórias de amor têm finais felizes. 

 

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publicado às 18:35

Pensamentos felizes ❤

por aesperaparavoar, em 12.02.16

... para um fim-de-semana que se prevê muito chuvoso, mas, de/com muito amor, como deverá acontecer todos os dias!

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publicado às 22:33

Tenho saudades tuas.

por aesperaparavoar, em 10.02.16

O tempo ditou que seguíssemos caminhos diferentes e nós não fomos fortes o suficiente para o contrariar. Pareceu tudo tão fácil de aceitar para ti, mas para mim não foi assim. E tu, bem, tu tens o dom incrível de me fazer querer-te quando já não te quero.

Há momentos em que percebemos que é altura de deixar ir. Admitir que uma pessoa que já foi tudo para nós já não faz mais parte da nossa história não é fácil, sobretudo quando o nosso pensamento é teimoso e teima insistentemente em relembrar coisas das quais queremos fugir. Tu és a minha fraqueza. Por mais que me proíba de te querer, de pensar em ti, no que já fomos e no que, inevitavelmente, ainda és para mim, o meu pensamento continua a não deixar que te tornes passado. E eu queria tanto que o fosses realmente. Sim, queria tanto poder sentir que és passado e que já não sinto a tua falta. Digo-o e repito-o tantas vezes para mim própria, mas nunca resulta. E quanto mais quero esquecer, mais me lembro.

Deixar ir não é fácil, mas, nestes casos é mesmo necessário. E eu sei disso, palavra que sei, por isso é que deixei que te fosses embora. 

Ainda assim, és a minha maior tentação. O teu sorriso continua a pairar todos os dias na minha memória, os momentos que partilhá-mos continuam a virar-se contra mim e a fazer-me desejar viver mais momentos assim, contigo.

Queria não te querer, mas quero. Queria que me fosses indiferente, mas TENHO SAUDADES TUAS, e do teu jeito desajeitado, da tua forma de lidar com as coisas, com a vida, comigo. É, tenho saudades disso. Sei viver sem ti, mas, era tudo tão diferente quando estavas comigo. A vida parecia tão mais descomplicada, mais leve, mais feliz. E havia sempre aquele conforto de ter os teus braços à volta do meu corpo, de sentir a tua respiração, o teu amor. E eu sei, é um erro. É errado querer-te tanto quando, na verdade, o que tínhamos já acabou, mas, é um impulso tão forte que eu não sei controlar. 

E por mais que eu diga que não, ou me queira convencer disso, o meu coração continua a ser teu. 

 

Mais um excerto de uma história que tenho andado a escrever.

Como sempre, espero (muito) que gostem.  

 

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publicado às 12:04

Ele

por aesperaparavoar, em 07.02.16

Ele não me fez suspirar da primeira vez que o vi. Não me fez sequer ficar parada com os olhos fixos nos dele, com aquele sorrisinho no rosto de quem se apaixonou à primeira vista. Ele era um rapaz como tantos outros, e a minha curiosidade relativamente a ele provinha apenas do facto de ser o único que eu não conhecia. Mas depois, com o passar tempo, ele tornou-se único por muito mais motivos. 

Ele não foi pessoa com quem eu simpatizei de imediato, mas cada dia que passou depois de nos conhecer-mos me fez perceber o quão estava enganada. Ele tornou-se um amigo, um daqueles que toda a gente devia ter. Só o sorriso dele era suficiente para me fazer sorrir também. Só a forma descontraída como ele encarava a vida fazia-me sentir mais tranquila em relação à minha, só o olhar dele fazia-me esquecer momentâneamente o turbilhão de coisas a acontecer dentro de mim e transmitia-me a calma que eu nunca tive. 

Eu sempre fui uma pessoa muito bem resolvida, até ao momento em que senti que me estava a apaixonar por ele. Eu confiava nele, aliás, ele era a pessoa em quem eu mais confiava. Ele dáva-me atenção, carinho, ouvia-me e tinha sempre uma palavra para me dizer, fosse para me confortar ou para me fazer sorrir. De vez em quando desafiava-me e, céus, isso era o que mais me desconcertava. Aqueles joguinhos em tom de desafio, o atrevimento, as brincadeiras. Ele tirava-me do sério. Dáva-me vontade de o puxar para mim e de o beijar.

Ele fazia-me feliz. Acima de tudo, ele respeitava-me e fazia-me sentir em paz comigo mesma e com a vida. Nunca ninguém me tinha tratado assim, nunca ninguém me fez sentir aquilo que eu senti de todas as vezes que estive com ele. E nunca ninguém me tinha ensinado tantas coisas. Ele ensinou-me muito, inclusivé ensinou-me que a felicidade são momentos, não uma constante. Ensinou-me que a vida não pára e que não vale a pena perder tempo a tentar adivinhá-la. E que também não vale a pena fazer muitos planos nem tentar ter controlo sobre tudo, e que é em não termos controlo sobre tudo que está a magia da vida. Ele ensinou-me que eu terei sempre momentos de sofrimento e de tristeza, mas, desde que eu não me esqueça de quem sou, da força que tenho dentro de mim, e do caminho que percorri, eu voltarei sempre a ter momentos felizes. E é disso que que eu me lembro sempre que penso nele.

 

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publicado às 10:23

Devia ser passado mas está presente

por aesperaparavoar, em 06.02.16

É passado mas continua presente. As memórias permanecem por mais que se queiram esquecer, as palavras, algumas que ficaram por dizer e outras ditas, continuam no pensamento. Às vezes dói. Magoa, causa revolta.

O olhar transparece desilusão e por mais que o melhor seja seguir em frente e largar o que já não faz sentido continuar amarrado ao que somos, ao que sentimos, é tão difícil fazê-lo. E por vezes sinto-me perdida, entre o que fui e o que sou, e o que quero ser e não sei como lá chegar.

 

Excerto de uma pequena história escrita por mim intitulada "Devia ser passado mas está presente"

 

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publicado às 19:20

Ama-te

por aesperaparavoar, em 01.02.16

Podes ainda não ter concretizado os teus sonhos, ou uma grande parte deles. Podes ter objetivos que ainda não conseguiste cumprir ou até mesmo vontades guardadas dentro de ti desejosas para serem concretizadas mas que, por um motivo ou por outro ainda não o foram. Podes não ser ainda a pessoa que queres ser. Podes não gostar do que vês no espelho quando te olhas nele. Podes sentir que estás perdida e que não sabes qual o caminho a seguir. Podes-te sentir a pior pessoa do mundo ou até mesmo alguém para quem a vida não faz sentido. Podes sentir tudo isto e achar que não vale a pena, que não tens forças para mais e conformares-te que a vida é esta rotina triste e desajeitada, mas não é. Há momentos difíceis e obstáculos que parecem insuperáveis. Na vida vão existir sempre esses obstáculos, habitua-te. Ah, e eles podem surgir quando menos esperas, por isso, não tentes prever tudo nem fazer planos exagerados a longo prazo. A vida vai pôr-te à prova e, há dias em que vais sentir-te derrotada, não tenhas medo, todos nós temos desses dias embora alguns tenham demasiado orgulho para o assumir. Todos temos fraquezas e momentos de receio, mas a coragem está precisamente em tomar a decisão de não desistir, de lutar cada dia. Luta por ti, pelo que te faz bem, pelo que te faz feliz. Ama-te. Só quando aprenderes a amar-te a ti mesma e quando estiveres em paz contigo própria é que vais conseguir amar os outros e estar em paz com eles também. Ser confiante não é ser convencida. Ser otimista não é ser irrealista. Sonhar com o que pode parecer impossível não é um pecado, mas atreve-te, não fiques só pelo sonho, corre atrás dele, esforça-te para que ele se torne realidade. Adversidades vão surgir sempre. Tudo na vida tem um lado bom e um lado mau, terás de aprender a conviver com isso e a tirar o melhor partido de cada um deles, com a certeza de que tudo é bagagem, experiências que levas contigo para onde quer que vás e que te tornam uma pessoa cada vez mais forte, mais madura, mais recetiva a aventuras e a sair da tua zona de conforto. Arrisca. Coisas incríveis acontecem quando te desafias a experienciar aquilo que jamais te imaginarias a fazer ou a viver. No teu percurso vais também cruzar-te com muitas pessoas, todas elas diferentes, todas elas com algo para te ensinar. Umas ficam na tua vida, outras vão, mas todas elas te marcam de alguma forma e te permitem aprender alguma coisa, seja pela positiva ou pela negativa. E assim tu vais também percebendo em quem podes confiar, com quem podes contar. Vão sempre haver pessoas prontas a deitar-te abaixo, pessoas que pretendem aproveitar-se das tuas fragilidades ou momentos menos bons para te martirizar e para te fazer sentir ainda pior, pessoas que não querem o teu bem nem se importam sequer se podes sofrer com o mal que te fazem, mas calma, também há pessoas que vão estar lá para ti quando precisares, que apesar dos teus erros vão continuar a amar-te, a apoiar-te, a respeitar-te, e a procurar que estejas bem e feliz. A propósito, respeita-te! Ah, e não tenhas medo de errar, mas tenta não cometer os mesmos erros vezes sem conta, ainda assim, é errando que se aprende. Não duvides de ti. És muito mais forte do que imaginas, és capaz de muito mais do que julgas, basta acreditares. Fá-lo por ti. Acredita em ti. Não tenhas dúvidas de que és bonita e de que tens bastantes capacidades. Tens qualidades e claro, defeitos como toda a gente os tem, não fiques a vida toda a lamentar-te por isso, aprende a viver com eles ou então faz o que estiver ao teu alcance para conseguires melhorá-los. Perdoa-te e não te aprisiones ao passado. Permite-te avançar no tempo, ainda há muito caminho pela frente. Respira fundo. Enche-te de força. Vai e vive. Vive a vida e aproveita-a o melhor que conseguires, e não te esqueças de sorrir, qualquer pessoa fica bonita a sorrir!

 

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publicado às 17:38

Pensamento(s) do dia

por aesperaparavoar, em 11.01.16

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publicado às 21:11

A vida ensina-nos a viver

por aesperaparavoar, em 09.01.16

A vida avança com o passar do tempo, com o amadurecer do que somos, com as aprendizagens constantes e com as provações a que somos expostos regularmente. É muito mais do que um ciclo em que nascemos para mais tarde morrer. Há um tempo entre o início e o fim em que a vida exige de nós, e exige que a vivamos.

A cada dia a vida ensina-nos a viver, e mesmo sem nos aperceber-mos, os caminhos vão sendo colocados à nossa frente, sendo que as decisões finais são quase sempre nossas. Por nem sempre serem as mais acertadas, por vezes existem momentos maus e menos bons, daqueles em que sentimos que não temos alternativas ou forças para mudar de rumo, mas, sempre ouvi dizer, depois da tempestade vem a bonança, e se na vida há dores duras e difíceis de serem vividas e atenuadas, há então momentos que nos relembram que vale a pena todos os esforços e todos os obstáculos que se colocam no nosso caminho.

 

 

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publicado às 18:01

2016 está a chegar...

por aesperaparavoar, em 29.12.15

Ele está aí mesmo à porta... a pouco mais de dois dias de distância de 2016 é hora de fazer um balanço sobre aquilo que foi, para cada um de nós, este ano 2015. Pessoalmente acredito que a nossa vida é constituída por vários ciclos, cada um de nós tem os seus conforme a sua forma de viver, as suas metas, os acontecimentos que a sua vida vai sofrendo, enfim, todos somos diferentes e todos temos formas diferentes de viver a vida e o dia a dia, e de encarar as mais diversas situações, mas, de uma coisa estou certa, todos desejamos ser felizes do nosso jeito. Então, para este ano 2016 eu desejo, para mim e para todos vocês, que consigamos ter a paz e a tranquilidade necessárias a essa felicidade, que estejamos de bem para connosco e para com os outros, e que não deixemos nunca de lutar pelos nossos objetivos.

Para mim 2016 significa o início de um novo ciclo, depende sobretudo de mim que seja um ciclo positivo, assim como depende de vocês que os vossos objetivos e "ciclos" também se completem com sucesso, com garra e com alegria. 

Sejam felizes!

A todos desejo um bom ano 2016!

 

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publicado às 19:33

"A tua vida é a maior empresa do mundo"

por aesperaparavoar, em 26.12.15

Subscrevo a mensagem de Natal do Papa Francisco, porque mais do que uma mensagem de esperança é uma mensagem de força e de incentivo à vida!

 

"Podes ter defeitos, estar ansioso e viver irritado algumas vezes, mas não te esqueças que a tua vida é a maior empresa do mundo.
Só tu podes evitar que ela vá em decadência.
Há muitos que te apreciam, admiram e te querem.
Gostaria que recordasses que ser feliz, não é ter um céu sem tempestades, caminho sem acidentes, trabalhos sem fadiga, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas também refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter alegria com os aplausos, mas ter alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar ator da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no longínquo de nossa alma.
É agradecer a Deus cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que seja injusta.
É beijar os filhos, mimar aos pais, ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que vive dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para dizer ‘enganei-me’.
É ter a ousadia para dizer ‘perdoa-me’.
É ter sensibilidade para expressar ‘preciso de ti’.
É ter capacidade de dizer ‘amo-te’.
Que tua vida se torne um jardim de oportunidades para ser feliz…
Que nas tuas primaveras sejas amante da alegria.
Que nos teus invernos sejas amigo da sabedoria.
E que quando te enganares no caminho, comeces tudo de novo.
Pois assim serás mais apaixonado pela vida.
E podes facilmente encontrar novamente que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para regar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Nunca desistas…
Nunca desistas das pessoas que amas.
Nunca desistas de ser feliz, pois a vida é um espectáculo imperdível!"borboo.jpg

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publicado às 10:07

Quanto aos presentes

por aesperaparavoar, em 22.12.15

Embora para mim o verdadeiro significado do Natal não esteja nos presentes, tal como referi no post anterior, é sempre aconchegante receber miminhos, sobretudo quando eles nos são oferecidos com carinho e não por sentimento de obrigação. Quando era miúda delirava imenso com o facto de ver aparecer os embrulhos debaixo da árvore, cheia de curiosidade para descobrir o que estava dentro deles. Lembro-me do entusiasmo com que aguardava a chegada da meia-noite para poder começar a abrir cada um dos presentes e da felicidade desapercebida com que o fazia. Hoje em dia já não é bem assim, até porque os meus "presentes" são quase todos comprados por mim, à medida que preciso deles. Acho que quando somos nós a gerir o nosso dinheiro somos automaticamente obrigadas a fazer uma gestão muito mais cuidadosa e pessoalmente julgo que isso é uma ótima lição para a nossa vida futura. Ainda assim, da família surgem sempre alguns miminhos, e às vezes, mesmo que seja apenas uma "lembrançinha", é bom ver que as pessoas me conhecem e que conseguem ir de encontro aos meus gostos. 

Hoje recebi um presente. Já não tenho por hábito esperar pelo dia 24 para abrir os embrulhos uns a seguir aos outros. A maior parte vou-os abrindo à medida que me são oferecidos. Recebi um livro de uma autora que não conheço, Juliette Fay, e fiquei bastante curiosa para o ler, por isso, é capaz de ser a minha próxima leitura. 

 

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publicado às 19:23

É (quase) Natal !

por aesperaparavoar, em 21.12.15

Confesso que sou daquelas pessoas para quem o Natal começa assim que se vê terminar Novembro, que as ruas se enchem de cores e enfeites, assim que o frio se faz sentir juntamente com o deliciosao sol de Inverno, e se começam a ouvir músicas de Natal por toda a parte. O Natal enquanto quadra festiva começa aí, mas, o espiríto de Natal está presente em mim o ano inteiro. Gosto imenso de dar e de receber, e não falo (só) de presentes, longe disso, falo do mimo de quem me ama, do aconchego, dos abraços que me confortam e do colo que me embala, do calor humano, de estar rodeada dos meus, do amor e do carinho, dos sorrisos e das gargalhadas, das conversas, das brincadeiras, daquilo que dinheiro nenhum pode pagar ou substituir. Esse é, cada vez mais, o significado que encontro no Natal. Crescer faz-nos perceber que grande parte das vezes somos mais felizes a dar do que a receber. E por vezes este "dar" envolve apenas tempo, dar do nosso tempo aos outros, partilhar, estar presente. 

As campanhas de ajuda a pessoas carenciadas multiplicam-se durante este período, diz-se que no Natal as pessoas estão mais recetivas a ajudar. Embora não possa deixar de concordar, creio que seria importante lembrarmo-nos destas pessoas o ano inteiro. E se por um lado me custa saber que há pessoas que passam o Natal sozinhas e muitas até distribuídas pelas ruas deste mundo, custa-me ainda mais pensar que são tantas as que além do Natal vivem assim os restantes dias do ano. Portanto, é importante que deixemos de ser indiferentes a esta situação. Com pequenos gestos, e com vontade, é possível dar e estas pessoas um pouco mais do que têm e sobretudo, a esperança de um futuro melhor. Às vezes basta tão pouco, e nós esquecemo-nos disso, às vezes é só preciso sairmos da nossa zona de conforto, mas não nos dispomos a isso. 

Neste sentido, os meus votos são para que vivamos não só esta época mas também a nossa vida com esperança e muito amor, sabendo dar valor às pequenas coisas (que por vezes fazem toda a diferença) e com vontade de dar aos outros permitindo-nos também receber e, acima de tudo, desejo que vivamos em paz connosco mesmos, porque só assim podemos estar em paz com os outros. Por último, espero que não faltem os sonhos, acompanhados de muita muita força para os concretizar e lutar por eles, e os sorrisos para ajudar a atenuar as dificuldades e os obstáculos da vida.

Desejo a todos os leitores do blogue, um feliz Natal!

 

 

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publicado às 12:39

Costuma-se dizer que por vezes é preciso perder algo ou alguém para que se dê a esse algo/alguém o devido valor, a isso eu acrescento que, às vezes, também é necessário parar para que depois se possa recomeçar de novo ou seguir caminho. Na nossa vida temos momentos de pura felicidade e outros de tremenda tristeza e até mesmo revolta, dias excelentes que terminam com a sensação de que vivemos realmente naquele dia e outros que culminam com um travo amargo, com o sentimento de que faltou mais vida, faltaram sorrisos, faltou dar de nós. Às vezes, no meio de tantos dias, é preciso parar. Este "parar" não se sucede necessáriamente a momentos menos bons da nossa vida, acontece por muitos outros motivos, e porque às vezes é efetivamente preciso parar um pouco. Quantas vezes olhamos à nossa volta e não vemos realmente o que nos rodeia? Quantas vezes ouvimos os outros sem realmente percebermos o que nos querem transmitir? Quantas vezes, no meio do nosso dia-a-dia agitado tiramos um momento só para nós, para nos ouvirmos, para nos mimarmos, para nos resolvermos connosco mesmos?!

Estive ausente do blogue durante alguns dias. O blogue é um cantinho pelo qual tenho imenso carinho e que gosto de manter sempre atualizado, contudo, nestes dias, senti que precisava de quebrar rotinas, de arriscar, de me desafiar. Foram dias em que, na verdade, não parei, mas em que aproveiter para colocar as ideias em ordem e para me resolver comigo mesma. Às vezes é preciso, sabem?! 

 

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publicado às 15:25

In "O Primeiro Voo" #3

por aesperaparavoar, em 06.11.15

Depois da morte do meu pai, um golpe duro na nossa família e na minha vida, as coisas continuaram a piorar progressivamente. A Clara nasceu e, apesar de toda a tristeza que estávamos a viver eu achei que aquele bebé viria ajudar a que nos restabelecêssemos e a que nos uníssemos ainda mais para lhe dar todo o carinho que um bebé recém-nascido precisa. A Clara nasceu muito pequenina, com pouco cabelo, era um bebé sereno, mas quando chorava era complicado acalmá-la. A presença dela trouxe-nos alguma vida mas naquela altura nenhum de nós estava capaz, psicologicamente, de a receber devidamente. Diria que estávamos todos muito revoltados.

A minha mãe entrou numa depressão profunda, uma depressão pós-parto e mais tarde tornou-se alcoólica. Ninguém conseguiu impedir. A avó Estela tratou da Clara como se fosse sua filha e eu tentei ajudar no que pude, mas também não estava bem, e ver a minha família destruir-se daquela maneira deixou-me completamente devastada. A minha mãe não conseguia estar perto da Clara durante muito tempo, vestia-se de negro e acordava sempre de mau-humor. Trancava-se no quarto, não dava hipótese de falarmos com ela nem sequer de chegarmos perto dela. O Francisco começou a fazer o que bem entendia e ninguém tinha mão nele. Entrava e saía às horas que queria, recusava-se a dar explicações dos sítios por onde tinha andado e também respondia mal a toda a gente. Creio que foi a sua forma de demonstrar que estava desiludido com a vida, que estava a sofrer.

A avó Estela foi o meu grande apoio durante todos aqueles meses e foi a única pessoa que me viu chorar, porque oficialmente eu era a única que ainda tinha alguma força para continuar a lutar.

 

 

Nota: O romance O PRIMEIRO VOO encontra-se disponível para venda em várias livrarias do país, bem como online, nomeadamente nas livrarias FNAC, Bertrand e WOOK. Caso o livro não esteja disponível de momento é possível encomendar.

Podem também adquirir exemplares comigo, e nesse caso o livro seguirá por correio, já autografado. 

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publicado às 19:46

Café

por aesperaparavoar, em 29.10.15

Levantei-me do sofá - o tal que me tem acolhido durante dias a fio - e ousei vestir-me para sair. Num impulso saí de casa. Há muitos dias que não o fazia, há dias consecutivos que vivo numa vida sem vida que me fez perceber o que o nosso caminho é feito de muitas voltas e de idas sem volta, e que a vida pode ser cruel e certeira ao ponto de acertar no centro das nossas fragilidades. A mim, acertou-me em cheio, naquele dia fatídico em que me roubou um pedaço de mim. O homem que ensinou que a felicidade está nas coisas mais simples e que os pequenos detalhes fazem toda a diferença. A pessoa que me trouxe a serenidade por me fazer perceber que a sorrir é tudo muito mais fácil de se viver. O amigo, o companheiro, o namorado - quase marido - que durante tantos anos me fez sentir que tínhamos a vida aos nossos pés, e que éramos dois a lutar, por nós, pelos nossos sonhos, pelos sorrisos, pela vida e, acima de tudo, por uma vida juntos.

Assim que desci as escadas do prédio senti o olhar dos vizinhos sobre mim. Senti também a preocupação, que talvez fosse apenas curiosidade, de me virem perguntar como eu estava e, na verdade, percebi imediatamente porque me deixei ficar presa em casa todos estes dias. As perguntas e os olhares de compaixão das pessoas fazem com que a minha cabeça repita constantemente momentos que anseio atenuar nas minhas memórias e, embora eu saiba que o tempo não vai fazer com que eu os esqueça ou com que eles deixem de doer dentro de mim, espero que ele sirva para fazer com que esta dor acalme e o meu coração sossegue. 

Pouco depois, e num movimento quase mecânico, sentei-me na mesa onde costumávamos sentar-nos sempre. Pedi um café. Nunca um café teve um sabor tão amargo para mim.

 

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publicado às 20:07

Descomplicar

por aesperaparavoar, em 23.10.15

Por momentos sorrio como se o mundo fosse todo feito de pessoas com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios. Com a simplicidade de quem gosta de descomplicar e com o querer de quem sonha acreditando sempre que é possível. A vida corre e o caminho faz-se a cada dia que passa, a cada escolha, a cada momento. Somos nós que o fazemos na maior parte das vezes, e noutras, somos surpreendidos. É isso que torna a vida um desafio. Os obstáculos, as decisões, as questões, as provas com que somos confrontados. Mas no meio de tudo, depende apenas de nós escolher como lidar com todas essas coisas. E às vezes não é fácil. Mas ninguém disse que seria. E a isso chama-se viver.

 

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publicado às 20:37

No passado dia 10 de Outubro tive oportunidade de apresentar o meu livro O Primeiro Voo no Munda Lusófona 2015 "Especial Freguesias" em Reveles, onde fui muito bem recebida. A apresentar os seus livros estiveram também as escritoras Tânia Gomes e Olinda Beja, que foi um prazer conhecer!

Em suma foi uma tarde de partilhas (literárias e não só) que se revelou muito especial pela forma como fomos acolhidas, mas, também pelo facto de, pertencendo a faixas etárias muito distintas e a estilos de escrita tão diferentes, conseguirmos levar ao público um denominador comum: o gosto pela escrita, pelas palavras, pelos livros. 

Aproveito para agradecer à minha amiga Lu(rdes) Breda pelo convite e, como não podia deixar de fazer, dar-lhe os meus parabéns pelo seu empenho e dedicação!

 

 

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publicado às 10:00

Voltas e mais voltas

por aesperaparavoar, em 14.10.15

São muitas as voltas que a vida dá. Dizem que o tempo faz milagres, que cura tudo, mas, custa-me a acreditar que assim seja. O tempo não cura, quanto muito, o tempo ajuda a que as cicatrizes comecem a ser atenuadas e que as encaremos com outro olhar. Sim, porque a forma como olhamos para as coisas, como encaramos a nossa vida e aquilo que faz parte dela tem tudo a ver com a maneira como vivemos cada dia. 

A vida dá voltas e cambalhotas, umas vezes também segue a direito, mas, nunca por muito tempo, porque depressa se encontram curvas e sentidos opostos que nos obrigam a repensar o caminho e que nos estimulam a ultrapassar obstáculos e a superar aquilo que julgávamos nunca ser capazes de superar. 

Aprendi que o medo nos afasta dos nossos objetivos. Nos atira para longe da estrada e nos prende na certeza de que não vamos conseguir. Por isso, aprendi também a não lhe dar ouvidos, a não deixar que ele fale mais alto do que o meu desejo de continuar a caminhar, de concretizar, de tornar possível o que parecia impossível. E acordo todos os dias com a convicção de que a vida dá "voltas e voltas" e que tantas voltas nem sempre me permitem fazer tudo do modo como eu deliniei, mas que, com  força, fé, foco, determinação e muita persistência, o impossível torna-se possível e o que parecia ser apenas um sonho torna-se presente, numa surpreendente lição de que, não basta sonhar, é preciso acreditar e persistir. 

 

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publicado às 14:39

Livros: TOP 3

por aesperaparavoar, em 04.10.15

Pois é, últimamente o tempo voa e não tenho tido tanto tempo para dedicar à leitura como gostaria - já se previa, mas, há sempre esperança - contudo, aproveito esta altura do ano (perto do Natal) para começar a ver as novidades que surgem em termos de novos livros e de novidades no que toca a traduções de autores que costumo ler com frequência. Como sou parceira da wook e sou cliente assídua da bertrand, recebo constantemente no meu e-mail as novidades acabadas de chegar e, por vezes, sinto-me extremamente tentada. Para mim investir dinheiro em livros não é, de todo, empregar mal o dinheiro, mas a verdade é que uma pessoa que gosta tanto de ler como eu, tem de se controlar. Costumo aproveitar as chamadas "épocas festivas" para me mimar com aquilo a que chamo "de mim para mim" e, salvo raras excepções, isso incluí sempre um livro (pelo menos um). Ainda faltam 3 meses para o Natal, mas, este ano já estou mais do que decidida em relação aos livros que pretendo mesmo adquirir/ler e decidi partilhar isso convosco. São 10 títulos na "wishlist", mas, vão ser adquiridos com algum espaçamento, para o impacto não ser tão grande (na carteira).

Aqueles que estou mesmo curiosa/ansiosa (como quem diz "mortinha") para ler são:

 

1. A Rapariga no Comboio, de Paula Hawkins 

 

 

Este é um livro que já quero ler há imenso tempo. Já ouvi falar muito bem dele e, pelas páginas que pude ler no Wook, fiquei completamente rendida. Acho que era impossível não ficar. 

"Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."

 

2. De Amor e Sangue, de Lesley Pearse

 

 

A ASA voltou a publicar - muito recentemente - mais um livro da Lesley. Quem já segue o blogue há algum tempo sabe que Lesley Pearse é das (senão "a") minhas autoras favoritas. Gosto imenso da forma como (d)escreve as suas personagens e histórias. Tenho todos os livros que estão já publicados em Portugal, com exceção deste, por isso, vai mesmo ter que ser...

"Somerset, 1836.
A recém-nascida Hope é a prova viva do adultério da mãe, a aristocrata Lady Harvey. A sua chegada a este mundo não é festejada e as lágrimas em seu redor não são de alegria. Imediatamente arrancada àquele meio privilegiado e entregue nas mãos dos Renton, uma família pobre mas acolhedora, Hope cresce sem saber a verdade sobre as suas origens. E quando chega o dia em que também ela tem de começar a contribuir para o sustento da família, é precisamente para os Harvey que trabalha. Deslumbrada perante a mansão luxuosa, a elegância dos seus patrões e a beleza que os rodeia, Hope enfrenta com brio e gratidão a extenuante rotina de trabalho.
Mas a descoberta de uma ligação proibida vai lançá-la sozinha para as ruas, para uma vida de miséria e solidão. É na adversidade, porém, que descobre uma força interior que desconhecia, bem como um talento para ajudar os mais fracos. Trata-se de um dom que não passa despercebido ao Dr. Bennett, que a leva consigo para a Crimeia, para ajudar a tratar dos feridos vindos dos sangrentos campos de batalha. Mas os segredos do passado teimam em vir ao de cima, e Hope tem ainda um longo caminho a percorrer na tentativa de enfrentar o legado do seu nascimento."

 

3. As Gémeas do Gelo, de S. K. Tremayne 

 

 

O que mais me fascina mais neste livro é o facto de ser uma história completamente diferente de todas as que já li, e é por isso mesmo que estou tão curiosa para o ler, por isso, e porque e estou igualmente muito expectante quando à escrita de Tremayne, um jornalista que já assinou textos para conceituados jornais como o Times, o Daily Mail, o Sunday Times e o Guardian.

"EU SOU A KIRSTIE
EU SOU A LYDIA
EU SOU CONFIANTE E ANIMADA
EU SOU PENSATIVA E SOSSEGADA
EU ESTOU VIVA
EU ESTOU MORTA
QUAL DELAS SOU?

Lydia e Kirstie tinham 6 anos e eram gémeas idênticas. Quando Lydia morre acidentalmente na queda de uma varanda, os pais mudam-se para uma pequena ilha escocesa, na esperança de reconstruírem, com a filha que lhes resta, as suas vidas dilaceradas.
Mas um ano depois, a gémea sobrevivente acusa os pais de terem cometido um erro e afirma que quem caiu da varanda foi Kirstie e não ela.
Na noite em que uma tempestade assola a ilha e deixa mãe e filha isoladas, elas dão por si a serem torturadas pelo passado e por visões inexplicáveis, que quase as levam à loucura. O que terá acontecido realmente naquele fatídico dia em que uma das gémeas morreu?"

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publicado às 09:12

Menina-Mulher

por aesperaparavoar, em 03.10.15

Era ingénua e pequenina. Quase sempre sorridente, e traquina. Tinha histórias para contar, daquelas em que os bons, ao contrário dos maus, acabam sempre felizes, e outras, em que as personagens nem sequer eram pessoas. Achava eu que conhecia o mundo, encantada com a ideia de que o mundo era a aldeia onde nasci e vivi até ao dia em que a vida me empurrou noutro caminho. 

Tinha sonhos. Tantos sonhos. E hoje, sou ainda uma sonhadora. 

A vida trouxe-me e eu vim, sem saber nada dela ou do que me esperava. Vim a caminhar, um passinho de cada vez, embora por vezes a ansiedade me fizesse querer dar dois de uma vez só. Não vim sempre pelos caminhos mais rápidos ou pelos mais óbvios e nisso, encontro a criança que fui. A menina cresceu e virou mulher, mas, o passado não se apagou, ele acompanha-nos, umas vezes apenas empacotado nas nossas memórias, outras mais presente, mas vem connosco, mantendo em nós um pouco da essência que sempre foi nossa. 

É bom, e ao mesmo tempo estranho, ver como nós crescemos e vivemos depois disso. É tudo tão diferente, tão mais complexo e exigente. Um verdadeiro desafio, onde todos os dias são uma oportunidade, e vivo cada uma com a alegria de saber que, se hoje não correr como eu quero, amanhã posso voltar a tentar. E tento sempre, quanto mais não seja porque sou teimosa. Sempre fui. 

 

crimsonvein:Normal is all relative

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publicado às 16:36

Sorrir

por aesperaparavoar, em 23.09.15

Sorrio. Não apenas com os lábios mas também com o brilho que transparece no meu olhar. Não estou feliz nem triste. Agora que o refiro, relembro como são aborrecidos estes dias em que nem estamos felizes nem tristes, mas sim num estado intermédio que acaba por ser um pouco confuso. No entanto, sorrio. Faço questão de sorrir com frequência, de expôr este que é, muito provavelmente, o meu maior trunfo. Sorrio por saber que todos os dias são uma nova página deste livro em constante atualização. Por saber que cada dia é uma dádiva, uma oportunidade de fazer mais e melhor, de lutar, de arriscar, de concretizar sonhos e de ser feliz. 

Questiono-me frequentemente se estarei a viver a vida com a "intensidade certa". Depressa percebo que não existe uma "intensidade certa", mas sim diferentes formas de encarar o dia-a-dia e a vida no seu todo. Ultimamente tento levá-la maioritariamente a sorrir e descobrir o melhor das coisas, dos momentos, das pessoas, e percebi que, salvo raras excepções, há sempre uma parte boa, embora muitas vezes a ignoremos por ser a má a que mais se evidencia. 

Nos últimos tempos tenho também aprendido a estar mais tranquila. A viver as coisas com a devida emoção, a sentir as coisas como é suposto sentir ou simplesmente à minha maneira, mas, acima de tudo, a estar de bem com a vida e comigo mesma. A fazer as pazes com as minhas fraquezas e a fazer delas fortalezas. E aos poucos, a bagagem que me acompanha ganha outra dimensão, torna-se sobretudo uma aprendizagem e uma experiência, e as preocupações transformam-se numa vontade ainda maior de viver e de sonhar. E as lágrimas dão lugar a sorrisos, uns mais seguros do que outros, mas sempre com o desejo de continuar a caminhar, sempre em frente...

 

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publicado às 19:57

"O Primeiro Voo" por Ana Ribeiro

por aesperaparavoar, em 20.09.15

Como referi num dos posts anteriores, faz já alguns dias enviei os meus dois livros para a Ana Ribeiro do blogue Escreviver - [Portefólio de Escrita] que, para minha admiração, os leu num piscar de olhos. Depois de me ter dado a sua opinião sobe o primeiro livro que publiquei, partilho hoje convosco a sua crítica ao meu mais novo, o meu romance. Deixo-vos assim com a opinião da Ana, tal e qual como ela partilhou no seu blogue. Desde já, o meu muito obrigada!

 

"Mais um livro terminado. Terminei ontem este segundo livro da Ana Filipa Batista e que grande livro, posso começar por vos dizer. Que talento inigualável para a escrita (e volto a repetir o que já disse na resenha do primeiro livro da Ana, é que há bastante gente maldosa por aí. Os elogios que teço á Ana não são feitos pelo facto de comunicar frequentemente com ela; são sentidos. Acreditem que ela tem um talento gigante: mesmo!), estou oficialmente rendida (e vocês também vão ficar), vou querer ler muito mais livros dela e outras coisas. Espero que ela nunca pare de escrever.

 

“Aqui as pessoas têm pressa, uma pressa compulsiva como se cada minuto fosse uma vida, e se calhar é. Têm pressa de chegar, não sei onde, mas têm pressa de chegar, talvez aos empregos, às escolas para deixarem os filhos, pressa de encontrar quem espera por elas, pressa de viver”. (…)

 

Este livro da Ana superou largamente as minhas expectativas, nota-se uma evolução tão grande na escrita, tão madura (mais ainda que no primeiro sem de todo perder a simplicidade, que penso que caracterizará a maneira de ser e estar da autora), nada que eu não esperasse. Essa evolução na escrita tornou a história mais tocante, mais emocionante, mais envolvente, mais intimista capaz de nos prender até ao fim. O tipo de livros que adoro – ontem comecei a leitura ás 20h e acabei ás 23h -, é fácil gostar e deixarmo-nos levar. A escrita da Ana conquista e prende de tão rica que é, tão forte, tão madura e trabalhada, facilmente nos deixamos conquistar e nos esquecemos da idade da Ana, parece que escreve há anos.

Daí que este livro me tenha tocado imenso, é bastante intenso e a história está bastante bem conseguida, estruturada e organizada, houve capítulos (para não dizer todos) em que estava a viver o que estava a ler e isso é tão bom, vieram-me as lágrimas aos olhos. E eu adoro quando os livros me fazem sentir essa intensidade. Identifiquei-me com a Margarida, revivi momentos da minha vida com ela, nomeadamente os tempos de infância passados com a minha falecida avó tão parecidos aos da Margarida, revivi essa perda na perda que a Margarida vai viver na história.

 

“Acho que a verdadeira vida está longe daquilo que temos, acredito que vivemos muito mais quando nos afastamos do que possuímos e nos damos à vida, aos outros”.

 

Acredito que muitos jovens se irão rever na Margarida, nos seus sonhos, nas suas dificuldades, nos seus obstáculos: na sua luta, nas suas conquistas. A maneira de pensar e de agir. Talvez possa reflectir a situação precária porque os jovens passam hoje em dia.

Um leitura incrível que recomendo.

Aqui fica mais um parágrafo de que gostei:

“Agora sei que toda a gente se cruza na nossa vida por um motivo: uns dao-nos a força que precisamos para vencer os nossos obstáculos, outros obrigam – nos a provar a força que temos em nós. Todas essas pessoas são importantes, mais ainda quando, no final, temos a possibilidade de escollher quais delas queremos que fiquem para sempre ao nosso lado”."

 

Ana Ribeiro

 

 

 

Nota: O romance O PRIMEIRO VOO encontra-se disponível para venda em várias livrarias do país, bem como online, nomeadamente nas livrarias FNAC, Bertrand e WOOK. Caso o livro não esteja disponível de momento é possível encomendar.

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publicado às 14:33


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