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Um dia todos nós somos obrigados a sair do casulo e a arriscar um primeiro voo.
Com o tempo, e muito especialmente nos últimos tempos, percebi o quão a vida pode trocar-nos as voltas de um momento para o outro. De como nem sempre temos opção de escolha e como muitas das decisões que tomamos são fruto das circunstâncias e não daquilo que realmente planeámos. Percebi também que, em algumas coisas, pouco importa acharmos que temos um plano "B" ou "C" para o caso do "A" não funcionar. Aprendi que nem todos temos de fazer caminhos retilínios, que por vezes surgem-nos curvas no caminho para que possamos testar-nos e definir-nos, para que vejamos as coisas com outros olhos, para que nos cruzemos com determinadas pessoas, para que passemos por experiências que, de outro modo, nunca viveríamos. Não é um acaso nem tão pouco uma questão de azar, nem todos somos iguais e nem sempre o que achamos que é melhor para nós o é de verdade. Às vezes aquilo que nos parece ser o pior que podia acontecer revela-se algo bastante surpreendente. Só temos de ter a coragem de continuarmos a caminhar, e por vezes bastam apenas 10 segundos dessa coragem, dessa força, o tempo suficiente para nos levantarmos e, de cabeça erguida e coração aberto nos fazermos ao caminho. Nem todos os nossos sonhos o são de verdade, tanto que alguns acabam por se desvanecer com o tempo, com as mudanças, com o avançar da vida e com a forma como a nossa personalidade vai evoluindo, mas, aqueles que são verdadeiros, aqueles sonhos que vives com o coração, que desejas com fé e para os quais lutaste ou lutas com determinação e paixão, esses são aqueles pelos quais não deves deixar de acreditar. Confia. Tenta as vezes que forem precisas, e não te permitas desistir sem que sintas que fizeste tudo aquilo que poderias ter feito.
