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Um dia todos nós somos obrigados a sair do casulo e a arriscar um primeiro voo.
Ela era insegura e irrequieta. De sorriso fácil. Sonhadora. Era feliz mas (ainda) não sabia o quanto. Ele era um rapaz pragmático que adorava deixá-la sem jeito. Fazê-la sair da sua zona de conforto, desmontar-lhe as incertezas e admirar-lhe o sorriso e o brilho do olhar. E quando estavam juntos ela arriscava. Ele tinha a capacidade de a fazer sentir essa liberdade. E eles riam, brincavam e conversavam sobre tudo, mesmo que esse tudo às vezes fosse vago e parecesse não fazer sentido, mesmo que fossem apenas desejos ou devaneios de quem sonha, ou tolisses ditas da boca para fora. Às vezes a vida tem destas coisas. Às vezes o amor acontece assim. Sem que se dê conta ou que se procure.