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Sorrir

por aesperaparavoar, em 23.09.15

Sorrio. Não apenas com os lábios mas também com o brilho que transparece no meu olhar. Não estou feliz nem triste. Agora que o refiro, relembro como são aborrecidos estes dias em que nem estamos felizes nem tristes, mas sim num estado intermédio que acaba por ser um pouco confuso. No entanto, sorrio. Faço questão de sorrir com frequência, de expôr este que é, muito provavelmente, o meu maior trunfo. Sorrio por saber que todos os dias são uma nova página deste livro em constante atualização. Por saber que cada dia é uma dádiva, uma oportunidade de fazer mais e melhor, de lutar, de arriscar, de concretizar sonhos e de ser feliz. 

Questiono-me frequentemente se estarei a viver a vida com a "intensidade certa". Depressa percebo que não existe uma "intensidade certa", mas sim diferentes formas de encarar o dia-a-dia e a vida no seu todo. Ultimamente tento levá-la maioritariamente a sorrir e descobrir o melhor das coisas, dos momentos, das pessoas, e percebi que, salvo raras excepções, há sempre uma parte boa, embora muitas vezes a ignoremos por ser a má a que mais se evidencia. 

Nos últimos tempos tenho também aprendido a estar mais tranquila. A viver as coisas com a devida emoção, a sentir as coisas como é suposto sentir ou simplesmente à minha maneira, mas, acima de tudo, a estar de bem com a vida e comigo mesma. A fazer as pazes com as minhas fraquezas e a fazer delas fortalezas. E aos poucos, a bagagem que me acompanha ganha outra dimensão, torna-se sobretudo uma aprendizagem e uma experiência, e as preocupações transformam-se numa vontade ainda maior de viver e de sonhar. E as lágrimas dão lugar a sorrisos, uns mais seguros do que outros, mas sempre com o desejo de continuar a caminhar, sempre em frente...

 

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publicado às 19:57

Desabafo

por aesperaparavoar, em 24.10.14

Hoje vou atrever-me a fugir um bocadinho ao tema do blogue, vou permitir-me partilhar com quem me lê um tema que durante toda a semana tem sido bastante falado e que a mim pessoalmente me toca bastante, embora indiretamente. Não sou ninguém para falar deste assunto, até porque não conhecia nenhuma das pessoas envolvidas, mas sei que me pertubou bastante ter conhecimento dele. 

Na segunda-feira passada dois colegas meus receberam a (triste) notícia de que uma amiga deles tinha morrido, esfaqueada pelo próprio "pai" (entre aspas porque para mim este homem não é digno de ser chamado de "pai", porque um pai não é de todo alguém que é capaz de maltratar a própria filha, muito menos matá-la). Chamava-se Inês, tinha 16 anos e vivia em Soure, bem perto daqui. Volto a referir que não a conhecia pessoalmente, mas este caso mexeu imenso comigo. Disseram-me que era muito boa pessoa, alegre, amiga e humilde, não o posso garantir, mas quer o fosse quer não, não merecia ter tido este fim. O caso foi muito falado durante esta semana, na televisão e nos jornais. Li/vi algumas coisas. Este homem, o "pai" da Inês começou por trancar a mulher e as duas filhas em casa para garantir que elas não fugiam, depois esfaqueou a mulher e a filha mais velha (Inês) até à morte (li num jornal que ele tinha chegado a usar várias facas e que terá dado cerca de 30 facadas a cada uma - não tenho adjetivos para isto, é demasiado cruel, deplorável, inimaginável). No fim do crime ele ter-se-á tentado suicidar mas... não conseguiu (podia expressar a minha opinião sobre isto, mas julgo que seja parecida com a vossa)! A irmã da Inês, com 13 anos, também foi agredida e ficou em estado crítico, mas acabou por sobreviver - o homem parou de a atacar quando achou que ela já estava morta. Mais uma vez digo "homem" porque não sei o que chamar a este ser... muito menos quando a desculpa que deu para ter cometido este crime foi o facto de ter "ciúmes" da companheira e de não querer que as filhas sofressem com a morte da mãe. A irmã da Inês está agora sem a mãe e sem a irmã. Não imagino como se esteja a sentir, mas imagino que seja precisa muita força para voltar a encarar a vida. Não vou alongar-me muito mais, mas não fui capaz de ficar indiferente. Espero que este "homem" responda pelo crime que cometeu, embora pessoalmente ache que nenhuma pena é suficiente para este caso. E espero que a Inês e a mãe sejam recordadas com um sorriso, e que descansem em paz. E que a menina que sobreviveu tenha a força suficiente para sobreviver a esta fase sombria. 

É incrível como de um dia para o outro a nossa vida pode mudar e até mesmo deixar de existir, ainda mais incrível é quando os motivos são estes. Não é nada comigo, mas custou-me na mesma. Custa-me saber que há pessoas capazes de tais monstrusidades e outras que sofrem à custa disso, sem qualquer culpa. É realmente triste.

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das muitas notícias escritas sobre crime aqui (JN)

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publicado às 22:54

... E que jeito que dava às vezes poder voar. Poder ver o mundo de outras perspectivas. Poder fugir para recantos onde ninguém nos pudesse roubar do nosso espaço, do nosso tempo. E que bom que era poder ter um momento completamente a sós connosco mesmos, já que com a correria do nosso dia-a-dia por vezes isso acaba por não ser possível. Não sou louca, pelo menos não sou muito louca, mas falo muitas vezes sozinha, de propósito. E mais, agradeço que ninguém ouça os meus desabafos quando estou a falar sozinha. Quando falo comigo mesma tento ver as coisas de outra perspectiva, tento ir mais além e olhar no horizonte, perceber até que ponto os meus actos correspondem aquilo que eu realmente quero e preciso, até que ponto é que estou a agir bem, e por vezes tento explicar-me as coisas como se estivesse a vê-las de fora, expôr as várias perspectivas e tentar avaliar cada uma delas sem preconceitos. Às vezes isso não é fácil, não mesmo, mas é algo que me ajuda imenso. E embora por vezes eu preferisse voar e refugiar-me num sítio só meu, eu continuo aqui, a lutar por aquilo em que acredito.

 

 

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publicado às 22:02

Perguntas à espera de resposta

por aesperaparavoar, em 22.07.14

Pergunto-me várias vezes porque insisto em certas coisas mesmo sabendo que elas não me vão levar a lado nenhum. Uns dias acho que é a isso que se chama "lutar", outros interrogo-me se não estarei a confundir o conceito de luta com outros menos felizes. Acho, e mais do que isso, sinto que o tempo e a vida me tornaram um pouco mais amarga, não me roubaram a esperança nem o sorriso, mas já me mostraram muitas coisas que eu preferia não ter visto nem ouvido. Talvez por isso me tenha tornado mais insegura. Cada vez mais vou descobrindo tudo o que não quero para mim, e embora eu possa ter algumas dúvidas quanto ao que quero, sei bem o que não quero. Neste momento sinto que me falta aprender a viver sem deixar que a vida me deite abaixo, e continuar a lutar sempre, por mim e por aquilo que quero e em que acredito. E assim será...

 

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publicado às 18:44


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