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É (quase) Natal !

por aesperaparavoar, em 21.12.15

Confesso que sou daquelas pessoas para quem o Natal começa assim que se vê terminar Novembro, que as ruas se enchem de cores e enfeites, assim que o frio se faz sentir juntamente com o deliciosao sol de Inverno, e se começam a ouvir músicas de Natal por toda a parte. O Natal enquanto quadra festiva começa aí, mas, o espiríto de Natal está presente em mim o ano inteiro. Gosto imenso de dar e de receber, e não falo (só) de presentes, longe disso, falo do mimo de quem me ama, do aconchego, dos abraços que me confortam e do colo que me embala, do calor humano, de estar rodeada dos meus, do amor e do carinho, dos sorrisos e das gargalhadas, das conversas, das brincadeiras, daquilo que dinheiro nenhum pode pagar ou substituir. Esse é, cada vez mais, o significado que encontro no Natal. Crescer faz-nos perceber que grande parte das vezes somos mais felizes a dar do que a receber. E por vezes este "dar" envolve apenas tempo, dar do nosso tempo aos outros, partilhar, estar presente. 

As campanhas de ajuda a pessoas carenciadas multiplicam-se durante este período, diz-se que no Natal as pessoas estão mais recetivas a ajudar. Embora não possa deixar de concordar, creio que seria importante lembrarmo-nos destas pessoas o ano inteiro. E se por um lado me custa saber que há pessoas que passam o Natal sozinhas e muitas até distribuídas pelas ruas deste mundo, custa-me ainda mais pensar que são tantas as que além do Natal vivem assim os restantes dias do ano. Portanto, é importante que deixemos de ser indiferentes a esta situação. Com pequenos gestos, e com vontade, é possível dar e estas pessoas um pouco mais do que têm e sobretudo, a esperança de um futuro melhor. Às vezes basta tão pouco, e nós esquecemo-nos disso, às vezes é só preciso sairmos da nossa zona de conforto, mas não nos dispomos a isso. 

Neste sentido, os meus votos são para que vivamos não só esta época mas também a nossa vida com esperança e muito amor, sabendo dar valor às pequenas coisas (que por vezes fazem toda a diferença) e com vontade de dar aos outros permitindo-nos também receber e, acima de tudo, desejo que vivamos em paz connosco mesmos, porque só assim podemos estar em paz com os outros. Por último, espero que não faltem os sonhos, acompanhados de muita muita força para os concretizar e lutar por eles, e os sorrisos para ajudar a atenuar as dificuldades e os obstáculos da vida.

Desejo a todos os leitores do blogue, um feliz Natal!

 

 

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publicado às 12:39

(Re)começar

por aesperaparavoar, em 28.08.15

Por vezes é preciso. (Re)Começar. Terminar um capítulo da vida e começar um novo do início, ou então, recomeçar o mesmo, o que prática implica sempre um novo ciclo. Acho importante que nos renovemos, só assim podemos realmente evoluir e dar passos na direção do caminho que ainda falta trilhar. Todos os dias são uma nova oportunidade, um novo recomeço. É como que uma dádiva com que somos brindados e que nos propõem que nos desafiemos, que arrisquemos hoje ser diferentes daquilo que fomos ontem e que amanhã o façamos também. Recomeçar não significa esquecer o que está para trás, nem sequer ignorar, mas antes dar-nos a nós próprios a possibilidade de nos irmos aproximando dos caminhos que tanto sonhamos alcançar, das metas e dos sonhos que queremos ver concretizados, sem que deixemos o passado impedí-lo.

Não tenham medo das mudanças, como costumo dizer tantas vezes, desafiem-se! Nem sempre começamos da melhor forma algumas jornadas da nossa vida. O verbo recomeçar é um apelo para que nunca desistamos de lutar, para que acreditemos que por mais improvável que possa parecer, estamos sempre a tempo de mudar a nossa história, ou pelo menos parte dela... a que ainda está por escrever. 

 

harry-mark:kradhe:The Blue Lagoonbest movie

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publicado às 20:48

Atreve-te a sonhar, mas não fiques por aí…

por aesperaparavoar, em 31.07.15

Um dia nós sonhamos e esses sonhos parecem-nos impossíveis. É como se vivessem no horizonte onde não temos a capacidade de chegar. Nós acreditamos nisso e vamos ficando, vamos-nos conformando em vez de lutar.

Com o passar do tempo esses sonhos vão ficando guardados, no coração, na memória, na vida que ficou por existir. Esperam. Esperam apenas uma oportunidade. Eles esperam que acreditemos neles, que os deixemos voar do casulo e acontecer. E por vezes somos nós que aprisionamos os nossos sonhos sem nos apercebermos, sem nos darmos conta que o impossível é apenas a desculpa que o nosso subconsciente arranja para nos poupar de lutar, de nos desafiarmos, de persistirmos, quando, na verdade, tudo isso é vida e faz parte dela. 

Atreve-te! Atreve-te a sonhar, mas não fiques por aí…

Ouve, não esperes nada de ninguém, nem que alguém faça por ti aquilo que tens de ser tu a fazer. Ninguém vai tomar certas decisões por ti. E esta é uma decisão que tens de ser tu a tomar.

Ouve, não desistas de ti. Não fiques à espera de chegar a algum lugar se tu própria insistes em ficar presa. Arrisca, e vive! Vive a vida que anseias viver. Desprende-te do passado, das memórias que insistem em deitar-te abaixo, dos comentários infelizes que ouviste, das lágrimas que choraste tantas vezes ao adormecer. Foi tudo uma lição. Foi graças a isso que hoje és forte o suficiente para mudar o rumo de uma história que não queres que seja a tua.

Ouve, eu sei que és capaz. Acredita em ti, porque tu és capaz. É incrível a força que temos dentro de nós e não sabemos. O poder que a nossa mente tem e ao qual não damos valor por não acreditarmos. Por isso, usa essas tuas capacidades. Arrisca. Nunca é tarde demais, sabes?!

E só mais uma coisa, não dependas de ninguém para ser feliz. Aprende primeiro a sê-lo sozinha e depois sim, partilha essa felicidade com quem te faz bem, com quem te ama e com quem tu amas. E sempre que tudo parecer estar a desabar de novo, sempre que o mundo parecer estar contra ti, ou até mesmo, sempre que te esqueceres do caminho a seguir, pára! Pára por uns instantes e pensa. Lembra-te, "desistir" é uma palavra que para ti não existe. E tu és mais forte do que imaginas, caramba, és uma lutadora!

 

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publicado às 17:15

Desfecho do desafio "Pontas Soltas"

por aesperaparavoar, em 25.06.15

Pois é, depois de uma fase mais atribulada a nível pessoal (ou não tivesse sido esta uma época de exames escolares), cá estou eu para a conclusão do desafio que vos lancei, o "Pontas Soltas". E nada melhor para terminar um desafio do que com um outro desafio! Pois é, o meu desafio é "encaixar" os comentários de quem participou no desafio e torná-los num texto homogéneo. Agradeço, desde já, a todos os participantes, e espero que gostem (e concordem) com o resultado final (pronunciem-se!). Aqui vai ele...

Com o passar do tempo há pontas que vão ficando soltas, nas nossas vidas, na nossa cabeça, no nosso coração. E há vidas suspensas em nós, aquelas que deixámos por viver ao tomarmos decisões que nos mudaram o rumo. 

Há pontas que soltamos e das quais nos desprendemos. Por vezes é o melhor. Mas há também pontas que, embora soltas, continuam presas a nós por um fiozinho de nylon.

É um facto que, por vezes, para seguirmos o nosso caminho e darmos continuidade à nossa existência é necessário que façamos existir essas pontas soltas. E se nos desprendermos delas é porque o que realmente ficou para trás eram fragmentos, pedaços de algo que não nos fazia bem, que não nos completava de maneira nenhuma. Talvez até estivessem já a mais, ou pertencessem a um ser no qual já não nos reconhecemos e, por já não fazerem sentido é preciso fazermos uma espécie de "refresh". Contudo, se realmente ainda permanecemos agarrados a algumas dessas pontas é porque de facto há ainda qualquer coisa que faz com que isso valha a pena, nem que seja uma vírgula ínfima ou uma pequena esperança que restou. São pontas soltas que vão ficando e que nos convencem de que vale a pena que assim seja. Pontas que continuam presas a nós pelo tal fiozinho de nylon e que são aquelas que nunca se irão desprender da nossa vida. Porque apesar de distantes elas são muito importantes na nossa existência, na nossa vida e serão sempre enquanto existirmos porque de alguma forma contribuiram para o que somos e para a forma como olhamos o mundo que nos rodeia. Elas fazem parte da nossa essência, do nosso crescimento como seres humanos, da nossa bagagem. Então, embora soltas, estão sempre mais perto de nós do que imaginamos. E no nosso coração também.

Ao longo da nossa vida estamos em constante mudança, de vez em quando vamos ao passado respescar o que já não faz falta e que por isso reciclámos, substituindo por algo que num determinado momento nos fez mais sentido. Nisto, é preciso saber voltar ao presente e sabermo-nos resolver, seguir em frente, esteja a malha completa ou incompleta, lutando para que ela seja, tal como nós, um reflexo de um caminho bem trilhado.

Por vezes, associado aos fios soltos estão a arrogância, a hipocrisia e outros tantos adjectivos depreciativos que nos moldam e que vão tirando os fios da malha um por um, até que eles saem todos, a um ritmo tão cortante que nos imobiliza. A grande questão está em saber se vale a pena coser de volta esses fios ou não, ou  até mesmo saber reconhecer até que ponto existe remedeio para algo que se desintegrou. Será possível reconstituir algo de raíz e obter de volta aquilo que se perdeu? Não. Provavelmente não. E embora em muitos dos casos estes adjetivos sejam o escudo que usamos para nos proteger e não para magoar alguém ou nos sobrevalorizarmos perante os outros, fazem com que sejam arrancados, de forma violenta, fios que despontam tristezas de quem não conhece o passado ou a opinião de um pano cuja malha foi rompendo e deixando escapar pontas que fizeram com que fosse ficando diferente, instável, e distante do que foi e já não é, e que não reconhecemos. No fim, já não somos mais malha!

 

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publicado às 20:49

Desafio: Pontas Soltas

por aesperaparavoar, em 12.06.15

Hoje lanço aos meus leitores e visitantes um desafio. É muito simples. Deixo-vos em baixo dois parágrafos que apelam a um tema que sugere várias interpretações, "Pontas Soltas", e gostava fossem vocês a completar o texto. Podem fazê-lo de duas formas: comentando o que já está escrito e/ou dando a vossa opinião sobre o "tema" ou pegando nestes dois parágrafos e continuando o texto ao vosso jeito.

Arriscam?

Com o passar do tempo há pontas que vão ficando soltas, nas nossas vidas, na nossa cabeça, no nosso coração. E há vidas suspensas em nós, aquelas que deixámos por viver ao tomarmos decisões que nos mudaram o rumo. 

Há pontas que soltamos e das quais nos desprendemos. Por vezes é o melhor. Mas há também pontas que, embora soltas, continuam presas a nós por um fiozinho de nylon.

 

a.JPG

 

 

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publicado às 15:06

Borboleta

por aesperaparavoar, em 31.05.15

Sou uma borboleta. Não tenho asas, mas, tenho sonhos. E os meus sonhos são asas que me faltam para voar. É neles que me apoio, são eles que me lançam nos meus voos. Voar sem asas não é fácil, mas, termos um sonho e quererermos  muito concretizá-lo torna-nos capazes de o fazer. Basta querer, e acreditar. Arriscar sem receio de cair. Ir. Voar. Sair do casulo que por vezes nos aprisiona.

Sou uma borbeleta. Aos poucos vou voando para longe, dos medos, das inseguranças, das incertezas, e vou chegando cada vez mais perto de lugares que, julgo eu, todas as borboletas deveriam poder conhecer.

Sou uma borboleta. Tenho em mim as paisagens mais belas, mas também outras menos bonitas. As paisagens mais tristes tornam-me mais resistente e motivam-me a ter fôlego para voar para outros sítios, mais calmos, mais coloridos, mais encantados. 

Sou uma borboleta. Não gosto que me prendam, que me impeçam de voar. Sou filha do mundo e pertenço-lhe. Tirando isso, não sou de ninguém. Gosto da liberdade que a vida me concedeu. 

Sou uma borboleta. Não tenho asas, mas, tenho força para lutar e persistência para não desistir. A vida ensinou-me que as nossas faltas se compensam com muito esforço e que esse esforço acaba sempre por nos encaminhar para o lugar onde tanto queremos chegar. 

Sou uma borboleta. Não tenho asas, mas, mesmo assim, eu sei que sou capaz de voar. 

 

 

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publicado às 15:44

De passagem, só para confirmar que...

por aesperaparavoar, em 22.04.15

Não, não me esqueci de vocês! Sei que prometi escrever-vos na terça-feira e que tal não aconteceu, de facto tenho andado desaparecida (é quase caso para dizer "desaparecida em combate") e que ainda nem sequer vos falei da minha viagem a Évora no fim-de-semana passado (posso adiantar que já tenho saudades), mas garanto-vos que tenho uma explicação 100% plausível para isso. Sexta-feira prometo que ficarão a par de tudo, com direito a fotos. 

Até lá, deixo-vos a pensar...

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publicado às 21:34


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