Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Um dia todos nós somos obrigados a sair do casulo e a arriscar um primeiro voo.
Em todas estas situações da nossa vida é importante estarmos motivados, empenhados, confiantes. É essencial não nos cingirmos apenas aos desejos, aos sonhos, e fazermos das nossas vontades a força e a determinação necessárias para agir, para lutar para alcançarmos os nossos objetivos e mover-nos, a nós e à nossa vida, num determinado sentido, em direção a algo que desejamos e que tem realmente significado para nós.
Hoje, não apenas por ser o dia mundial do livro, tenho presente a importância que os livros têm para mim... Um livro é um companheiro de todas as horas, que nos arrebata e que nos faz viver mil e uma vidas, que nos prende a uma história que não é a nossa, mas que até poderia ser. Um amigo que nos transporta para realidades tão diferentes e que por diversos momentos nos permite esquecer a nossa própria realidade, que nos marca, que nos ensina, que nos acrescenta.
No dia mundial do livro, os meus livros...
Na semana passada enviei os meus dois livros para a Ana Ribeiro do blogue Escreviver - [Portefólio de Escrita] e, qual não foi o meu espanto quando, no fim de semana a seguir recebo a sua opinião relativamente ao “Diário de Filipa – Peças de um puzzle”, após já o ter lido. Hoje deixo-vos com a opinião da Ana, tal e qual como ela a escreveu no seu blogue.
"Terminei ontem este livro da Ana Filipa Batista, cujo trabalho conheci através de uma entrevista sua dada há alguns meses na RTP (como já tinha referido por aqui). Fiquei encantada com a sua enorme maturidade, com o à vontade para comunicar e com o facto de ter escrito este livro com apenas 12 anos (mas com uma mentalidade que se calhar a maioria dos adultos de hoje não têm) e já ter gerido dois blogues: o “Poesia a Brincar” (agora sem actualizações) e o ” Diário de uma borboleta” onde ela escreve com frequência. Fiquei curiosa para espreitar este último e foi a partir daí que comecei a seguir o trabalho da Ana: tanto no blogue como no Facebook. E fiquei deveras curiosa para ler os livros dela, gosto sempre de conhecer novos autores e ultimamente tenho conhecido muitos e bons.
Falando do livro, adorei imenso (mesmo!!!) e não digo isto pelo simples facto de ser amiga da Ana e falar com alguma frequência com ela e saber que ela vai ler isto. Digo-o porque de facto adorei mesmo o livro e recomendo-vos desde já a leitura porque vale mesmo a pena, diverti-me imenso, ri, emocionei-me, vivi, recordei.
Talvez achem estranho eu mostrar-me tão entusiasmada com um livro que basicamente é escrito para pessoas muito mais novas que eu. Mas na verdade, apesar dos meus 28 anos e de as leituras agora serem bastante diferentes daquilo que lia na adolescência, por vezes ainda gosto de ler livros como o da Ana. Continuam a entusiasmar-me pela sua simplicidade, acho que qualquer autor se inicia na escrita pela simplicidade.
Bem, provavelmente, a melhor forma de começar a falar propriamente do livro da Ana seja deixando a frase que ela escreveu no meu livro (já queria adquirir os livros dela há algum tempo, mas foram-me sempre aparecendo outros e fui deixando estes por adquirir. Há uns dias soube que ela tinha exemplares para venda e não perdi a oportunidade principalmente porque vieram assinados por ela e tem um significado diferente):
Vive a vida sem medo de lutar. Sonha e concretiza. Sê quem tu és. Atreve-te.
O livro da Ana fez-me recordar alguns livros que eu lia na adolescência como: “O diário de Sofia” e o “Diário de João e Joana”, fez-me reviver algumas fases da minha vida, e recordar como é que começou a minha paixão pela escrita, precisamente com a escrita de diários como este. Achei muito interessante a dualidade que a Ana criou, foi através do diário que ela interagiu com o leitor, à medida que comunicava com ele comunicava connosco, dando a ideia de que o diário era também personagem do livro. Isto é realmente difícil de explicar; mas quando lerem o livro vão entender o que estou a querer dizer.
Encontrei na Ana maneiras de pensar idênticas ás minhas. Foi giro descobrir que temos realmente muitas coisas em comum e não apenas na escrita e isso ajuda a gostarmos ainda mais do que estamos a ler, a ficarmos viciados e “presos”, oferece um prazer particular. Adoro quando leio um livro e me identifico com quem o escreve.
A Ana leva-nos, neste livro, numa viagem bastante autobiográfica pela sua vida (ela costuma dizer que a personagem do livro não tem muito a ver com ela, mas eu acho que tem e muito. Leiam o livro e depois digam-me se partilham da mesma opinião) e onde ao mesmo tempo nos permite conhecer a sua forma de pensar e ver algumas situações pela quais ela vai passando (referentes à fase da adolescência) e que vai descrevendo. Poucas adolescentes com a idade da Ana teriam capacidade para escrever um livro tão maduro e reflexivo, com tantas lições de vida (às vezes acho que os jovens conseguem reflectir muito mais e melhor sobre as coisas que os adultos. E muitos adultos de hoje bem precisavam de ler este livro para aprenderem umas coisinhas com a Ana: verdadeiras lições de vida).
Leiam só este pequeno excerto do livro, um dos meus favoritos:
in “Diário de Filipa – Peças de um Puzzle”
Aquele excerto que vocês lêem e de repente se esquecem que quem o escreveu só tinha 12 anos. Não parece, pois não? Também achei o mesmo, literalmente.
Se houve coisa que me impressionou e me surpreendeu imenso foi a forma de escrever da Ana com um vocabulário tão rico e tão maduro; mas ao mesmo tempo uma escrita simples e divertida capaz de deliciar quem lê e de manter o leitor agarrado ao livro até ao fim. Mal dormi na Sexta à noite com a ansiedade de ler mais (estou a falar muito a sério, não me podem chegar às mãos livros bons como este porque depois entusiasmo-me, quero sempre acabar e nunca posso no timing que me apetece. E isso provoca-me nervos xD)
Pelo meio da leitura encontrarão também textos magníficos – de prosa e poesia – da Ana, que ela já tinha escrito antes de iniciar o livro e que quis partilhar, acredito que adorarão ler. Eu adorei e fizeram-me pensar imenso. São realmente muito muito bons.
Tenho pena que muitas vezes, as editoras acabem por não dar o devido valor a autores bons como a Ana, era justa uma digressão pelas escolas de todo o país porque os jovens merecem conhecer e ler este livro e era uma boa escolha para o Plano Nacional de Leitura. Aprende-se muito a ler um livro divertido.
Deixo-vos de seguida algumas frases do livro que me deixaram a pensar:
“A amizade é um sentimento característico, só se sente por quem nos marca”.
“Cada amigo é uma pérola preciosa, uma dracma perdida, um tesouro por descobrir, um presente por desembrulhar, algo com um valor incalculável”
“Na vida, quem dá menos perde”
“A vida é um ponto de interrogação sobre o qual ainda muitos não se questionaram”.
“Há coisas que pensamos que nunca vamos fazer, há situações em que julgamos que nunca vamos estar. Mas como a vida muitas vezes é imprevisível… Nunca se sabe!”
Para já vou fazer uma pausa nos livros da Ana, nunca leio dois livros seguidos do mesmo autor para não deixar fugir a magia; vou terminar uma das leituras que ando a ler há imenso tempo e depois regresso para ler o primeiro romance da Ana: “O primeiro voo”. Estou curiosa, do que já espreitei parece-me que vou encontrar uma grande evolução na escrita.
Ana Ribeiro




A 8 de Outubro de 2011 decorreu, no Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache (perto de Coimbra) o lançamento do meu primeiro livro, intitulado "Diário de Filipa: Peças de Um Puzzle".
Baseado (maioritariamente) em ficção, este livro é um dos maiores desafios a que alguma vez já me propus.

Filipa (a personagem principal do livro) tem 12 anos e está precisamente numa das fases mais dramáticas e confusas da sua existência: a pré-adolescência. Assim, “Diário de Filipa” é o diário confidencial de uma adolescente de 12 anos, a Filipa, que se prepara para viver uma das fazes mais incertas e revolucionárias da sua curta vida: a pré-adolescência.
Neste rol de acontecimentos, e por entre amores e desamores, alegrias e tristezas, (des) ilusões e intrigas, ela irá aprender muitas coisas, principalmente que… ser quase adolescente nem sempre é fácil!
“Já alguma vez ouviram dizer que os opostos se atraem? E já alguma vez vos aconteceu “apaixonarem-se” pela pessoa com quem mais discutiram ao longo da vossa vida, ou por aquele que se mostrou ser o vosso maior adversário? Pois, se não vos aconteceu, preparem-se, porque pode acontecer a qualquer momento, e eu que o diga! Ah, e ainda… o que fazer quando temos uma colega super despistada que um dia nos pergunta se sabemos onde se vendem pacotinhos de paciência e uma melhor amiga com quem estamos sempre a discutir?!Enfim, neste diário vão poder encontrar de tudo. Acontece que, ser adolescente, nem sempre é das coisas mais fáceis…”