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A viagem

por aesperaparavoar, em 13.08.15

Olho para trás num retorno ao meu passado. Não sou refém do  passado, mas foi ele que ditou muito do que sou. Foi nele que me construí e é a bagagem que trago comigo. Uma mala recheada de coisas boas e menos boas. Algumas verdadeiramente infelizes, mas foram sobretudo essas que me obrigaram a conhecer a força que tenho dentro de mim. Foi graças aos momentos difíceis que aprendi a dar mais valor aos pequenos gestos, às palavras ditas em silêncio, muitas vezes através do olhar, e claro, dos sorrisos, das gargalhadas genuínas que a vida nos permite.

É passado, inclui umas coisas melhor resolvidas do que outras, mas as pontas soltas vão sendo rematadas com o tempo, ou então, vão-se desapegando da malha, ainda assim, de vez em quando não resisto... perco-me nas  memórias de uma menina que, embora insegura, sempre soube muito bem o que queria. Uma viagem que acaba por nunca ser breve, não ouvessem tantas questões suspensas pelo passar do tempo, pelo que ficou por dizer ou fazer, e até pelas pessoas que por um ou outro motivo foram saíndo da nossa órbita. As lembranças, só por si, fazem-me parar e por momentos quase que volto a ser aquela menina outra vez. E o passado torna-se presente... O cheiro da terra remexida e os pés pretos de andarem descalços. O sorriso desinteressado de quem levava uma vida descomplicada. O brilho no olhar e a vontade de estar constantemente em movimento. O desconhecimento dos problemas e da sua dimensão. A inquietude de quem tem uma vida pela frente e sonhos para concretizar. A ingenuidade de quem ainda acredita em contos de fada, embora sempre tenha desconfiado deles. O desejo desenfriado de viver simplesmente porque a vida é bela. 

Saudades? Tenho muitas, mas não voltava atrás! Já vivi, já senti, já cheirei e saboreei. Já tive, já fui. Já passou. É claro que há sempre uma tendência de querer voltar e mudar as coisas, mas não é assim que a vida funciona, muito menos depois das nossas escolhas e decisões já terem influenciado tudo o que veio a seguir. É esse o desafio. Viver, com tudo o que isso implica.

Agora sigo o caminho para o qual a vida me foi encaminhando e que eu própria fui traçando, em parte. Um pouco daquela menina continua vivo em mim, o resto, vem na mala. E fora as lembramças, continuo em viagem, pela vida. 

 

 

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publicado às 20:20

Volta ou então deixa-me para sempre

por aesperaparavoar, em 18.12.14

Amo-te.

Não sei como nem porquê, não sei sequer porque insisto em te amar, mas sei que te amo. Sei que é amor, embora eu não seja corajosa o suficiente para o admitir em frente aos teus olhos, muito menos depois de tudo o que já vivemos. Desculpa a minha cobardia, mas eu sei que o teu olhar de desilusão ia acabar com o pouco que ainda resta de mim. E acredita que ninguém mais do que eu gostaria de estar contigo agora e de dizer-te tudo isto, mas não sou capaz. Desculpa, não sou capaz. Apesar disso, achei que devias saber que foste, és e sempre serás especial para mim. Esta é a verdade. Não te esqueci, embora eu tenha agido como tal. És tu, sempre foste tu. Ambos sabemos que sim.

Sabes, amo-te ainda mais desde que te tive e não fui capaz de te manter na minha vida. Perder-te foi o meu momento de paragem. Percebi que cada vez mais estava a caminhar para longe de mim, e de ti, e tu és demasiado importante para mim para me permitir perder-te de vez. E hoje só desejava poder abraçar-te, poder dar-te o carinho que eu sei que precisas, que mereces. Tenho saudades, tantas saudades dos teus braços em volta do meu corpo, do teu toque na minha pele, das tuas palavras sussurradas ao meu ouvido, dos nossos olhares de cumplicidade, da felicidade que sentia de cada vez que estávamos juntos, das gargalhadas que provocavas em mim. E do teu perfume. Sim, do teu perfume. Guardo-o em mim na esperança de poder voltar a senti-lo. 

 Às vezes odeio-me por te amar desta maneira, e odeio-te por mexeres tanto comigo. Odeio ainda mais a ideia de que te perdi, mas espero ainda ir a tempo.

Volta.

É incrível como sinto tudo como se tivesse sido hoje, e por mais que eu tente, não me consigo afastar, mas eu sei que devia. Por mim, por ti.

E embora eu me esforce por seguir em frente, não consigo, e na verdade, não sei se quero. Hoje eu percebi que tu és a melhor parte de mim, tudo o resto são fragmentos de alguém que se perdeu com o tempo e que não soube encarar os seus problemas. Tive medo. Sim, medo. Medo dos meus próprios sentimentos, de me entregar, medo de errar. Mas hoje não tenho mais esse medo, se soubesses o quanto me arrependo de ter deixado que ele se atravessasse entre nós…

Tenho saudades tuas. Sinto tanto a tua falta.

Olho para trás, pergunto-me porque não te disse nada disto antes. Talvez tudo tivesse sido diferente, mas aconteceu assim.

Tu foste o único que não desistiu de mim, foste o único a ficar quando toda a gente já me tinha deixado para trás. Nunca vou saber como te agradecer por não teres ido naquele momento, mas ainda bem que não foste. Desculpa se depois te magoei, se as minhas atitudes te obrigaram a ir.

Magoámo-nos os dois.

 Doeu perceber que afinal não eras “meu”. Eu sei que não te dei tudo de mim, mas tentei, juro-te que tentei. E sei que mesmo assim consegui dar-te muito mais do que já alguma vez dei a alguém.

Amo-te.

 

lazyineke:•✩Ocean // Indie✩•

 

P.S.: Este foi um texto que escrevi à pouco tempo, surgiu de uma ideia que tive para o início de "qualquer coisa" (sabe-se lá o quê!!!!!). Aviso que é tudo fictício, e "qualquer coisa" que parta disto também será!

 

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publicado às 19:20

Mais um ano a terminar!

por aesperaparavoar, em 14.12.14

Estamos a dia 14, mas num estantinho chega o 31 e depois, ano novo! E espero que vida nova também! 

A verdade é que não é o ano que tem que mudar, somos nós, e nessa perspectiva, todos os dias são bons dias para iniciar uma mudança, e não apenas o dia 1 de um novo ano, mas...

Este ano não foi um ano fácil, se passar em revista tudo aquilo que vivi e que me marcou, encontro aspectos muito muito bons e outros realmente maus. Todos eles fazem parte, mas deixam marcas. 

Todos os anos, no final do ano, gosto de fazer uma análise do ano que está a terminar e definir objetivos, é por eles que me guio. Já defini os meus para o ano que vem, mas são segredo (dizem que não se pode revelar porque senão depois já não se concretizam). 

2015 tem tudo para ser um bom ano, mas sei que será preciso lutar bastante para que as coisas corram bem, porque não será de todo um ano fácil. 

Desejo a todos os que me seguem que tenham um feliz Natal na companhia das pessoas que mais gostam, que partilhem muitos sorrisos e amor, e que não desistam dos vossos sonhos, que aproveitem esta viragem para recomeçar e seguir pelo caminho que é o melhor para vocês, e que vos fará feliz. 

 

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publicado às 09:15

Ciclos

por aesperaparavoar, em 12.10.14

A minha vida é feita de ciclos. Uns maiores do que outros, uns de sempre para sempre, outros de transição, passagens, momentos, fases. A verdade é que sinto muitas vezes aquela sensação de "estou a iniciar um novo ciclo", ou seja, "estou a começar a lutar para cumprir uma nova meta". E essa sensação tráz-me motivação, por sentir que estou a lutar por algo que realmente quero e que sei que me vai dar gozo consquistar, embora nem sempre seja fácil. Por vezes acontece termos vários ciclos em aberto, há uns que temos desde início, outros vão surgindo com o tempo, são eles que nos ajudam a estar em constante renovação, que agitam a nossa vida e nos estimulam, e por isso são importantes! Felizmente já experimentei também a sensação de "finalizar um ciclo", ou seja, aquele sentimento de "missão cumprida", e é uma sensação tão boa! Por vezes somos obrigados a seguir em frente, sem que o desfecho tenha sido o que pretendíamos, mas tudo isso faz parte, a vida implica vitórias e derrotas, e ciclos mais e menos felizes. Hoje sinto-me a iniciar um novo ciclo e estou feliz, espectante, com vontade de lutar, e vou fazê-lo, até sentir que fiz tudo o que podia para que este ciclo terminasse como pretendo.

 

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publicado às 14:50

Coisas e Coisas

por aesperaparavoar, em 11.09.14

Hoje eu sei que há Coisas e Coisas. Há coisas que temos por direito, há coisas com que somos presenteados mesmo sem fazermos nada por elas, para as merecer, e há outras pelas quais temos de lutar muito. Felizmente nunca soube o que era ter de lutar para ter um prato de comida para comer, nunca me faltou água potável para matar a minha sede, nem água quente para poder tomar um banho, nem uma cama para dormir ou teto para me abrigar. Parecem coisas tão banais que às vezes nem lhes damos valor. É-me díficil saber e perceber que há pessoas que lutam por tudo isto, coisas que há partida nos devem ser dadas por direito. Há outras coisas que são do nosso dever. Entre elas está o dever de lutar por aquilo em que acreditamos, por aquilo que queremos, e de dar ao mundo um pouco de nós, para que possamos receber dele também. Nem sempre recebemos coisas boas, mas é por isso que a vida se torna desafiante. Com o tempo nós vamos tendo maturidade para escolher, para distinguir o bom do mau, o certo do errado, ainda que por vezes isso continue a ser um desafio constante. Há coisas que nos são oferecidas, mas eu continuo a achar que as melhores, e aquelas que nos dão mais estímulo e satisfação são as que NÓS conquistamos. E por vezes tudo depende de nós, e está nas nossas mãos fazer a diferença e lutar, porque a vida também é feita das lutas que travamos ao longo do tempo em que vivemos.

 

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publicado às 09:20

Inseguranças

por aesperaparavoar, em 21.08.14

Sabem aquela sensação de que devíamos fazer algo mas ao mesmo tempo aquela insegurança que se apodera de nós e que nos faz sentir receio em fazê-lo? Às vezes é um risco (tal como eu referi no post anterior), e apesar de querermos muito fazer uma coisa, sobretudo pela importância que tem para nós, acabamos por estar sempre condicionados pela ideia de "e se correr mal?". A verdade é que, como já devem ter percebido pelo que escrevo no blogue, não sou adepta de desistências, muito menos de nem sequer tentarmos, contudo, também tenho inseguranças. Acho que essas inseguranças só nos atrapalham, e é preciso um grande "jogo psicológico" para lidar com elas, mas por vezes (uma grande parte das vezes) temos de as enfrentar, afinal nunca saberemos se algo correria bem ao mal se nunca tentarmos. Creio que é esse risco ao escolher fazer ou não uma coisa que traz mais vida à vida, que nos mantém vivos, porque nada é certo, pelo contrário, muitas vezes é uma incógnita, e há um caminho que é preciso percorrer, e descobertas constantes para fazer. Portanto, há escolhas que devem ser tomadas apesar do risco, noutras talvez o risco mais negativo do que positivo e por isso, em consciência, devamos declinar e tentar prevenir, mas sobretudo cada caso é um caso e se algo que está dependente de uma decisão nossa nos pode fazer muito mais bem do que mal, embora tenhamos de estar preparados para se eventualmente não correr bem, devemos arriscar e tentar, pelo menos sabemos que tentámos e demos o nosso melhor, e isso é o mais importante.

Somos nós que construímos o nosso caminho através das nossas escolhas, é inevitável termos que as fazer.

 

 

 

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publicado às 09:32

Riscos

por aesperaparavoar, em 15.08.14

Há momentos na vida em que somos obrigados a optar. Por vezes é fácil escolher, sobretudo quando temos bem definido qual o caminho que queremos para nós. Outras vezes a escolha torna-se mais difícil, principalmente porque tudo na vida tem um lado bom e outro menos bom, portanto em algumas situações somos forçados a abdicar de algumas coisas em prol de outras. Nem sempre fazemos as escolhas mais acertadas, é um risco, mas na maioiria das vezes é um risco que temos de correr. É esse risco que nos pode fazer muito felizes, mas também é o mesmo risco que nos pode trazer grandes dissabores. Não podemos adivinhar quando vale a pena arriscar ou não, mas por vezes temos de estar atentos ao que nos rodeia. O certo é que, no fim de cada decisão somos pessoas diferentes, pois cada rumo que tomamos nos acrescenta experiências, sentimentos e, se a decisão tiver sido a melhor, sorrisos, caso contrário, ficam algumas cicatrizes.

 

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publicado às 21:59


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