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Um dia todos nós somos obrigados a sair do casulo e a arriscar um primeiro voo.
Não tenhas medo de ser quem és, como és. Não tenhas vergonha dos teus sonhos, nem desistas deles mesmo que te digam que não és capaz. Ao longo da tua vida muita gente vai tentar desmoralizar-te, dizer-te que não não irás conseguir, que já é tarde ou que deves desistir. Muitas vão ser as pessoas que não vão acreditar em ti e que vão tentar fazer-te duvidar também das tuas capacidades. Quando isso acontecer, independentemente da razão ou das razões, não desistas de acreditar, porque nada na vida é em vão, porque és mais forte do que pensas, porque tudo acontece quando tem de acontecer, embora por vezes isso nos pareça uma eternidade. Tenta sempre mais uma vez. Só por ti. Porque tu mereces e porque os outros podem não acreditar, mas TU acreditas. Insiste, confia, e se caíres, terás de aprender a levantar-te.

Tenho o hábito de escrever quando estou triste, quando me sinto perdida, quando preciso de clarificar as ideias na minha cabeça e não sei por onde começar.
Tentar traduzir o que sinto e penso nas palavras que escrevo é uma tarefa difícil, mas enquanto o faço sinto que as coisas começam a fazer algum sentido.
Escrevo. Escrevo palavras umas atrás das outras sem me preocupar se as minhas frases farão ou não algum sentido. Escrevo desenfreadamente com medo que alguma coisa se escape antes de eu a conseguir transpôr para o papel. Escrevo porque me acalma e eu preciso dessa calma. Preciso de me sentir em paz comigo própria. E, por vezes, ao reler aquilo que escrevi sinto a força das palavras que me encorajam a tomar uma atitude. É nessas palavras que eu acabo por encontrar as respostas que tanto procuro. É nelas que me reencontro e percebo que há mais vida para viver, que o mundo não acaba só porque algo menos bom aconteceu, que o que é realmente importante é que não deixemos de acreditar, de lutar, de reagir, e que não podemos de maneira nenhuma deixar escapar as tantas oportunidades que ainda temos pela frente. É aí que as palavras viram esperança e a angústia dá lugar ao incentivo... VAI, SÊ FELIZ!

Ser feliz não tem uma receita ou um segredo em concreto. Cada pessoa tem a sua concepção de felicidade, que pode variar muito de umas pessoas para as outras. Isso não é mau, muito pelo contrário. É bom que existam pessoas diferentes, com sonhos e ambições distintos. A prósito disso, aquilo de que vos falo hoje é, acima de tudo, um apelo, uma motivação, para que sintam e percebam que a felicidade não é um horizonte longínquo e inalcansável, mas sim algo pelo qual é preciso lutar. (Sempre ouvi dizer que a única coisa que cai do céu é a chuva, não é verdade?!). Assim, deixo-vos aqui aquilo que, a meu ver, são alguns dos "degraus" que são precisos subir para chegarmos onde queremos.
O primeiro é sonhar. Ter sonhos é tão bom, mantém-nos vivos, dá-nos a garantia de que temos objetivos pelos quais lutar, estimula-nos.
O segundo passo é tão simples como acreditar que é possível. Quantas vezes o impossível é apenas uma barreira que nós - sim, nós mesmos - nos impomos por acharmos que não somos capazes?!
A terceira etapa é tentar. Tentar as vezes que forem necessárias. Se é o que realmente queremos e se nos faz bem, devemos sempre tentar, por mais difícil ou pouco provável que as coisas nos pareçam.
A próxima? Não desistir e ser persistente. É crucial para que concretizemos aquilo que pretendemos.
E tudo isto é lutar, caminhar em busca do que nos faz feliz, e ser felizes pelo caminho. Isto é viver, e é tão bom quando vivemos sem nos limitarmos apenas a existir.


Ontem foi um dia atribulado, mas, muito gratificante! O meu declarado problema em não conseguir dormir durante muitas horas levou a que me levantasse da cama ainda não eram 5h da manhã, mal eu imaginava que só me voltaria a deitar nela já depois das 2h!
Depois de um dia de aulas (das 8h30 às 18h00) troquei o meu serão em casa por um bem mais interessante em Montemor-o-Velho, mais concretamente na Biblioteca Municipal Afonso Duarte. A Lurdes Breda, escritora conhecida e reconhecida e minha amiga, faz parte da equipa "Conversas Com Sabor A Canela", uma rubrica mensal que todos os meses reúne em Montemor um grupo de pessoas de diversas àreas para um serão de partilha e muita conversa! Neste mês de Janeiro a Lu decidiu convidar-me a participar e eu, que nem gosto nada destas coisas (mentira!!!!), aceitei logo ainda antes de saber ao certo o que me esperava, e ainda bem!
Estas "Conversas Com Sabor A Canela" são uma iniciativa aconchegante.
Não gosto de discursos preparados, a menos que tenham mesmo de o ser por motivos de força maior. Sou a favor da espontaneiedade e de falar de acordo com o momento. Desta vez não foi excepção. Uma das coisas que disse à Lu quando cheguei foi que não tinha preparado nada em especial. E não. Mas a conversa surgiu muito naturalmente.
Agradeço toda a simpatia e carinho com que fui recebida e também os "miminhos" com que me brindaram. Foi um prazer fazer parte deste serão tão especial. Mais uma experiência que me encheu o coração e me roubou vários sorrisos, e apesar de ter sido um dia cansativo, valeu a pena, sem qualquer dúvida!
O post de hoje é inspirado na imagem abaixo (desta vez não é a imagem inspirada no post, mas sim o contrário). Para mim a única coisa que falta nesta imagem é o ponto de interrogação a seguir à frase, de modo a que ficasse "ARE YOU REALLY HAPPY?" ("TU ÉS VERDADEIRAMENTE FELIZ?"). Esta é a pergunta, aquela que talvez devessemos fazer mais vezes a nós próprios. Afinal, somos felizes? Acho que por vezes é importante olharmo-nos no espelho e termos uma conversa connosco mesmos, falarmos abertamente e tentarmos perceber até que ponto estamos a desempenhar bem o nosso papel. Até hoje parece-me que o segredo da felicidade é viver, viver a vida, e parece-me que apesar de tudo isso é muito possível. Eu sou suspeita, às vezes sei que podia viver com mais intensidade, dar mais de mim, normalmente tento dar tudo, mas sei que o tudo podia ser alargado a ainda mais. E por vezes perco demasiado tempo a planear as coisas em vez de as viver, e também arranjo desculpas quando quero adiar as questões. É normal, sou humana, também tenho a tentação de ir pelo caminho mais fácil, às vezes também me apetece desistir. Mas tento sempre contrariar-me nessas situações, porque eu sei e tenho provas de que a felicidade está mais além do fácil e do simples, e é preciso arriscar, tentar, com garra, com determinação, e quando nós temos força de vontade, e queremos muito uma coisa, nós somos capazes, mais até do que imaginamos. Mas, no meio disto, será que somos verdadeiramente felizes?

Naquele dia eu acordei e senti que o mundo era meu.
Não que mo tivessem dado ou emprestado,
não que eu o tivesse herdado,
era meu porque eu sou dele e faço parte dele.
Levantei-me e acreditei num dia diferente, especial,
e coloquei em tudo um carinho,
e um sorriso de quem luta para vencer.
Naquele dia eu fui feliz.
Senti-me capaz, forte para lutar.
Naquele dia fui eu,
a pessoa alegre que eu sabia que tinha em mim.
Naquele dia deixei escapar confissões,
Dancei com melodias, sorrisos e brilhos nos olhos,
calçada e descalça, sozinha e acompanhada.
E sorri, para mim e para os outros.
Fui feliz. Nada mais importa.

Hoje lancei-me em descoberta do mundo.
Acho que até agora não conhecia outro sem ser o meu,
pequenino, restrito, inconstante.
Mas hoje eu percebi a adrenalina de viver,
e viver é muito mais do que eu pensava.
Hoje sei que viver significa arriscar,
correr atrás da felicidade, e ser feliz pelo caminho.
E sei também que tudo pode ser possível, se acreditarmos.
Hoje eu sou feliz com pequenos detalhes,
e aproveito o melhor de cada um,
Todos os dias aprendo coisas novas,
e todas elas me ensinam outras tantas.
Sorrio com vontade, valorizo pequenos gestos,
deixo-me surpreender sem esperar ser surpreendida.
Não espero nada de ninguém, nem de mim.
Hoje sou feliz, porque aprendi a desprezar a tristeza,
e dispus-me a caminhar pela felicidade,
que, segundo dizem, é o caminho.