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In O Primeiro Voo

por aesperaparavoar, em 17.03.15

Sinto o tempo escapar-se entre as mãos,

Corro atrás dele, com relutância.

Sempre fui assim, sempre quis aproveitar tudo,

Acabei por não aproveitar algumas coisas na esperança de não deixar outras por usufruir.

Mas sempre corri. Sem medo. Atrás do tempo e de outras coisas mais.

É de mim, sou assim.

Descubro-me e nem sempre me agrado.

Sou uma pessoa complicada.

Mas o tempo não para, não espera que eu me resolva.

E à medida que eu me desvendo, ele continua a correr e às vezes toma vantagem.

Receio ter deixado coisas por dizer.

Se as devia ter dito? Talvez tenha acabado por ser melhor assim.

Há outras que eu sei que devia ter dito, mas não disse, por razões que até eu desconheço.

A propósito, às vezes faço as coisas e fico sem perceber porquê.

Chamam-lhe impulsos. Sou impulsiva.

Há alturas em que isso deita tudo a perder e depois obriga-me a parar para pensar.

Olho para o tempo que já passou e sinto-me cansada.

Mas não estou cansada de viver. Gosto disso.

Estou só a precisar de um momento de repouso.

Até as borboletas mais jovens precisam de um pouco de descanso.

E tem dias que o céu parece já nem fazer sentido.

O cansaço domina-nos de tal forma que só vemos um caminho,

O caminho mais fácil.

Por isso é que algumas borboletas morrem ao primeiro voo. Deixam-se cair.

E nesses momentos não há volta, acabou.

O que há depois de acabar? Isso eu não sei.

Mas se me perguntarem se o primeiro voo é difícil(?) É.

 

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publicado às 18:39

"O Primeiro Voo", o que esperar?

por aesperaparavoar, em 26.09.14

Escrever este romance foi, para mim, um grande desafio! Apesar de estar feliz com o resultado final, tal como referi no último post, estou muito curiosa para saber as opiniões dos leitores, que espero que até ao final do ano ainda possam ter acesso ao livro. 

Hoje aguço a vossa curiosidade com um bocadinho daquilo que é este novo livro.

Fico à espera das vossas opiniões!

sÓ CAPA.PNG

 

O que fazer quando tudo à nossa volta parece estar a desabar?

 

Margarida tem vinte e três anos e um enorme desejo de arriscar. A motivação de conhecer o mundo pelos próprios olhos e de criar a sua independência levam-na a abandonar a casa onde cresceu para partir à descoberta do que a rodeia, ao mesmo tempo que espera poder desprender-se dos traumas dramáticos do seu passado, incluindo a inesperada morte do pai.

Nesta sua caminhada, a jovem portuguesa chega a França. Radiante com esta nova fase, ela mal pode imaginar que a paz e a tranquilidade que ela tanto anseia ainda tardam em chegar, afinal, a vida não é só feita de coisas boas e ao longo desta aventura, mais do que nunca, Margarida sente-o na pele. 

 

P.S.: Atualmente podem descobrir um pouco mais sobre o livro assistindo à minha entrevista no programa da SIC "Grande Tarde" (03.06.2015).

 

 

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publicado às 20:59


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