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Mudanças

por aesperaparavoar, em 03.08.15

Pergunto-me onde estarás. As lembranças confundem-se com os sentimentos e fazem-me sentir que te perdi. E perdi. Ou será que nunca te tive?!

Tenho pensado em ti e sinto a tua falta. Num dia eras o meu maior pilar e no outro foste embora.

Tantas conversas, tantos sorrisos, tanta cumplicidade, tudo reduzido a um passado que eu ainda tenho dificuldade em deixar para trás.

Devo dizer-te que, estejas onde estiveres, é bom que saibas que te amei. Não vou dizer que não sei viver sem ti, porque sei. Mal de mim se eu não soubesse. Mas é verdade que não estou tão feliz agora, e que uma parte de mim continua a mergulhar nos momentos que vivemos a dois. 

É incrível como a vida se revira tão fácil, e como ela exige que sejamos fortes e nos adaptemos às mudanças. 

 

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publicado às 12:23

Trilhos, trechos, traços

por aesperaparavoar, em 26.07.15

Poderia ter seguido tantos caminhos diferentes... outras escolhas, outros sentimentos, outras teimosias. Talvez essas tais outras escolhas me tivessem trazido sorrisos que até hoje não esbocei, ou então não. Talvez a vida que vivo tivesse sido sustida ou eu já não existisse sequer. Digo "talvez" porque, de facto, não posso garantir que mesmo outros caminhos não me trariam até aqui. Na verdade, de pouco adianta pensar, especular, tentar formar teses que serão sempre infundadas para me poderem levar a algum lugar. E eu gostava de ir, mas, vou ficando. 

Agora, carrego-a em mim, a mágoa. Esse tal sentimento tão pouco aprazível que muitos, e sobretudo, muitas, tentam desamparar. A propósito, desamparada define convenientemente como me sinto. E o mais incrível é que eu não me reconheço neste papel, nem me encontro neste livro triste cujo desfecho eu tento adivinhar, mas, não consigo. 

Desprendi-me de todas as amarras, fi-lo na vida, na alma, no todo que agora me condena. Questiono-me: Seriam essas correntes que me mantinham presa à Luz que parecia dar algum sentido à minha existência, tão singela, tão desapercebida?! 
Acusam-me de ser fria e, eu sei, tornei-me fria com o tempo, esse que por vezes é amigo e outras traiçoeiro. Ou somos nós que o somos?!
Caminho agora por lugares que nunca vi, onde nunca estive nem sequer em sonhos, sem evidências de chegar, onde quer que seja. Traços de uma loucura que se apodera de mim com um à vontade que não permiti. Devaneios meus, tão excêntricos que não poderiam passar disso mesmo.
Refugio-me no que me restou. Nesse pouco confundido com nada. Pequenos trechos de uma mulher que foi feliz, em tempos. 
Parei por uns instantes em frente ao piano e dei por mim a pensar há quanto tempo tinha desistido dele. Sempre foi um sonho da minha tia, que mo deixou em herança, que eu aprendesse a tocar piano. E logo eu, que sempre soube que não tinha talento para a música. Pelo contrário, a minha arte é outra. Construo melodias com as palavras e através delas recrio mundos. Vários. Não escrevo canções, nem poemas, mas também conto histórias, muitas histórias. Histórias de quem sente, de quem tem a vida à flor da pele e o desafio de se tornar alguém. 
Histórias que podiam ser a de qualquer um de nós, ou da nossa imaginação.
 
 
(Este excerto integra uma breve história que escrevi ("Memórias de um dia (in)esperado"). Uma história integralmente ficcionada. Em breve prometo algo "mais alegre"!)

 

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publicado às 20:51

Foi assim que eu descobri que o amava

por aesperaparavoar, em 23.07.15

A minha primeira impressão dele foi péssima e ele sabe, já nos rimos imenso à conta dessa história.

Depois disso apaixonei-me por ele. Sem querer, sem me aperceber, e só dei conta quando já não havia forma de voltar atrás. O amor tem destas coisas, dizem. Vai-se enraizando em nós e molda-nos com o seu jeito. Não são só palavras, nem gestos, às vezes resume-se tudo a olhares, sobretudo ao brilho que surge nos nossos olhos quando estamos com alguém que amamos. Foi assim que eu descobri que o amava.

E a seguir? Foi tudo uma lição.

A companhia dele sempre provocou em mim sentimentos muito controversos, mas, depois de tanto tempo, naquele dia eu percebi que a palavra "amizade" era demasiado limitada para o que sentia, para a forma como o via, como gostava de estar com ele, como os meus olhos brilhavam e as minhas gargalhadas soavam sempre que estávamos juntos. 

A verdade é que nunca me senti tão viva e tão segura de mim como naquela altura, altura também em que por entre risos, carinhos e brincadeiras foi surgindo algo de muito especial entre nós.

E nunca houve máscaras que me tirassem para fora de mim. Fui completamente eu, sem disfarces, sem inseguranças infundadas. E é tão bom quando pudemos ser nós sem o receio de sermos julgadas ou mal interpretadas. 

Não houve um pedido de namoro nem uma oficialização. Ele chegou e ficou, e foi ficando na minha vida e fazendo de mim uma mulher indiscutivelmente mais feliz. Durante muito tempo fui apenas uma mulher. Quase sempre lutadora, realizada e determinada nas suas vontades. Alguém que aprendeu a ser feliz sozinha primeiro, ainda que eu soubesse que havia um vazio guardado em mim, aquele que ele veio preencher.

 

 

(Este excerto foi retirado de uma breve história que escrevi ("Memórias de um dia (in)esperado"). Uma história integralmente ficcionada.)

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publicado às 09:16

A pessoa em que me tornei

por aesperaparavoar, em 08.06.15

E se a alguns o tempo traz prosperidade, a mim brindou-me com fatalidades. Tinha de mim a imagem de alguém que sonha como uma criança, que imagina mundos para lá de paredes mágicas e que acredita em varinhas de condão. O tempo tornou-me alheia a tudo isso, ou talvez tenha sido eu a encarregar-me disso e lhe deite agora as culpas. Eu sonhava, sonhava muito. Eu queria ser mais. Mas por entre os sonhos e as vontades afogadas em sentimentos contraditórios, eu esqueci-me de lutar por mim. E desiludi-me. Deixei então que a minha zanga me prendesse a alguém que me impediu de continuar a pintar retratos alegres e me esvaziasse o interior. Foi assim que me tornei uma pessoa vazia, amarga, frustrada e vítima da minha batalha contra mim própria.

 

5-Minutos-Dia-da-Mulher.jpg

 

(Este excerto foi retirado de uma breve história que escrevi ("Memórias de um dia (in)esperado").

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publicado às 21:20

Esboços a carvão

por aesperaparavoar, em 07.06.15

És assim, somos assim, ainda que com algumas diferenças. Queremos, sonhamos, esperamos, e o tempo passa. Foram tantas as fantasias, os desenhos que não passaram de meros esboços a carvão, que ficaram à espera que alguém lhes pegasse, lhes desse cor, e uma oportunidade também.
Arrependo-me, sabes? Arrependo-me de não ter tido a audácia de mudar o rumo deste jogo (bem vistas as coisas, o que é a vida senão um jogo?), de não ter sido mais impaciente ao ponto de me cansar de esperar e lutar por ver pintados os retratos que durante anos delineei. E talvez tudo tivesse sido diferente. Talvez houvesse agora a vida que nunca conheci em mim.Talvez, não garanto.

 

desenho-a-carvão-lago.jpg

 (Este excerto foi retirado de uma breve história que escrevi ("Memórias de um dia (in)esperado").

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publicado às 12:38

In "Memórias de um dia (in)esperado"

por aesperaparavoar, em 09.05.15

"Vi-o chegar de rompante, sem quaisquer advertências. Um telefonema ficar-lhe-ia muito fora do orçamento, por certo. 

Olhei-o fixamente com os olhos esbugalhados e o coração apertado. É estranho, e ao mesmo tempo impressionante, como o tempo muda as pessoas (ou antes, como pessoas mudam com o passar do tempo).

Observei-o a vir na minha direção e senti vontade de correr até ele. Não me mexi. Fiquei intacta a vê-lo vir, de malas em punho como se tivesse vindo para ficar. Será que vinha, desta vez?

Quando ele decidiu deixar-me ficaram alguns assuntos pendentes entre nós, inclusivé algumas perguntas por fazer. Talvez as respostas tenham chegado em silêncio.

Continuei imóvel. Os meus pensamentos vaguearam entre o passado e o facto de ele ter, aparentemente, voltado. 

Ainda havia cólera dentro de mim e eu sabia-o perfeitamente. Magoá-mo-nos muito um ao outro, mas, ainda assim, amava-o. Estava consciente disso desde que lhe tinha escrito e não obtive resposta. Será esta a sua?"

 

(Este excerto foi retirado de uma breve história que escrevi ("Memórias de um dia (in)esperado").

Se gostarem talvez partilhe um pouco mais.)

 

lsabellas:BRAD PITT ABOUT HIS WIFE :My wife got sick. She was constantly nervous because of problems at work, personal life, her failures and children. She lost 30 pounds and weighted about 90 pounds. She got very skinny and was constantly crying. She was not a happy woman. She had suffered from continuing headaches, heart pain and jammed nerves in her back and ribs. She did not sleep well, falling asleep only in the mornings and got tired very quickly during the day. Our relationship was on the verge of a break up. Her beauty was leaving her somewhere, she had bags under her eyes, she was poking her head, and stopped taking care of herself. She refused to shoot the films and rejected any role. I lost hope and thought that we’ll get divorced soon… But then I decided to act. After all I’ve got the most beautiful woman on earth. She is the idol of more than half of men and women on earth, and I was the one allowed to fall asleep next to her and to hug her. I began to shower her with flowers, kisses and compliments. I surprised and pleased her every minute. I gave her a lot of gifts and lived just for her. I spoke in public only about her. I incorporated all themes in her direction. I praised her in front of her own and our mutual friends. You won’t believe it, but she blossomed. She became better. She gained weight, was no longer nervous and loved me even more than ever. I had no clue that she CAN love that much.And then I realized one thing: the woman is the reflection of her man.If you love her to the point of madness, she will become it. 

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publicado às 21:19


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