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Falemos de... #14 | Salto de paraquedas

por aesperaparavoar, em 08.09.15

Não é por acaso que este blogue se chama O Diário De Uma Borboleta. Desde muito pequena que, ingénua, tenho o sonho de voar, tal e qual borboleta.

A primeira vez que andei de avião senti um pouco como se fosse voar e delirei. Achei que era o máximo poder estar acima das nuvens e ver o mundo cá em baixo, e só depois descobri que gostava de ir ainda mais para além daquilo. Queria saltar de paraquedas e sentir, eu mesma, a sensação de voar e de estar lá em cima, mas desprotegida do conforto do avião, tal e qual pássaro ou borboleta. Tinha 13 anos e nunca mais me esqueci. Saltar de paraquedas tornou-se um sonho, um sonho muito especial. 

Para ser sincera, sempre fui pouco dada a medos. Tenho alguns receios, mas não tenho medos em concreto. Adoro desportos radicais e tudo o que se lhes assemelhe. Gosto de sentir adrenalina e de não me deixar afetar por medos nem "e se's" (acho que nisso saí um pouco ao meu pai, que também gosta destas coisas!). 

Depois de muitos anos a falar nisto, o meu pai decidiu oferecer-me, como prenda de aniversário, um salto de paraquedas. Fiquei feliz da vida! Fiz anos em Junho e o salto foi marcado para o dia 6 de Setembro (domingo passado), e eu não via a hora desse dia chegar... Mas ele chegou!

Desde que cheguei ao aeródromo de Évora, onde se encontra localizada a Skydive, que senti uma felicidade enorme. Depois de me equipar e de uma pequena aula com o meu instrutor, o Pedro, percebi que estava na hora de voar e senti-me com um misto de descontração e adrenalina que não consigo descrever. Estive sempre ali com o intuito de me divertir e nunca me vieram à cabeça outros cenários. 

Depois de 20 minutos de subida até aos 4200 metros de altura e de termos até visto um tornado lá de cima, chegou o momento de saltar. O meu pai também saltou (foi muito bom poder partilhar este momento com ele), aliás, foi o primeiro a saltar por motivos técnicos, e só depois, cerca de 30/40 segundos, saltei eu... É indescritível a sensação de ficarmos sem chão, de nos atirarmos e depois, quando o paraquedas abre, aquele momento de silêncio total... parece que somos apenas nós e o mundo, e sente-se uma paz, uma alegria que não consigo transcrever por palavras. Senti-me a voar e adorei. Gostei sobretudo do momento em que o Pedro (não podia pedir melhor instrutor) me deixou ser eu a comandar o paraquedas, foi inédito e sei nunca mais me irei esquecer. Diverti-me imenso e fui muito feliz durante todos aqueles minutos no ar. Tenho plena consciência de que não pensava duas vezes em repetir novamente esta experiência, aliás, tenho quase a certeza de que isso irá acontecer um dia mais tarde.

Desafio superado, aprovado e recomendado! 

 

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